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OBRAS LITERÁRIAS – VESTIBULARES UFMS E UFGD
OBRAS – UFMS

LIRAS – MARÍLIA DE DIRCEU – TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA
Filho de pai brasileiro e mãe portuguesa, nascido em 11 de agosto de 1744, em Miragaia, Porto, Portugal. Veio criança para o Brasil, Pernambuco, estudou em Salvador e fez Direito em Coimbra. Escreveu uma tese de Direito visando lecionar em Coimbra, cargo que não obteve. V

oltou ao Brasil, nomeado Ouvidor em Vila Rica, cidade me que conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, que namorou e de quem ficou noivo. A ela, deve-se, provavelmente a composição de sua obra prima Liras – Marília de Dirceu, poesia lírica. Além deste livro que é sua obra prima deixou Cartas Chilenas, livro de poemas satíricos em que critica a situação de Minas Gerais no momento anterior à Inconfidência Mineira.

Nomeado juiz em Salvador e de casamento marcado, foi preso pelo envolvimento na Inconfidência Mineira. Preso por três anos no Rio de Janeiro, perdeu tudo, terminou no exílio em Moçambique, onde casou-se com filha de um negociante de escravos com quem trabalhava. Morreu no exílio em 1810.

A obra do autor abrange o gênero lírico e o satírico. No lírico, legou a principal obra do Arcadismo brasileiro: Liras – Marília de Dirceu. Supostamente inspirado em sua relação com Maria Doroteia, divide-se em duas partes principais, acrescida de um terceira, nas Liras, canta o amor do pastor Dirceu por Marília, sua musa. A primeira parte marca-se pelo pastoralismo e pelo bucolismo, pela natureza como fonte de sabedoria, as características fundamentais da estética árcade.


Enquanto pasta, alegre, o manso gado,

Minha bela Marília, nos sentemos

À sombra deste cedro levantado

Um pouco meditemos

Na regular beleza,

Que em tudo quanto vive nos descobre

A sábia Natureza.




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