Objetos de conhecimento



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#1644

HISTÓRIA - 9º ANO

UNIDADE TEMÁTICA

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES

COMENTÁRIOS E

POSSIBILIDADES PARA O CURRÍCULO




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


Experiências republicanas e práticas autoritárias: as tensões e disputas do mundo contemporâneo
A proclamação da República e seus primeiros desdobramentos


(EF09HI01) Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emergência da República no Brasil.

(EF09HI01RS-1) Caracterizar a sociedade brasileira na época da Proclamação da República, no que tange à cultura, à economia e à política, no contexto do final do século XIX e no começo do XX.


(EF09HI01RS-2) Analisar os mecanismos de poder da República Velha, reconhecendo o papel da “política dos governadores” e do coronelismo na

manutenção desse sistema.

(EF09HI01RS-3) Analisar a Constituição de 1891, relacionando o federalismo com o fortalecimento das oligarquias regionais.
(EF09HI01RS-4) Compreender a emergência da República, relacionando-a ao período da Belle Époque, com sua visão otimista e modernizadora.


A habilidade diz respeito a caracterizar a sociedade brasileira na época da Proclamação da República, no que tange à cultura, economia e política, no contexto do final do século XIX e começo do XX. Destaca-se, neste período, dentre outros aspectos, a enorme desigualdade social entre as elites (fazendeiros e grandes comerciantes) e a população pobre.
Na elaboração do currículo, é possível trabalhar os mecanismos de poder da República Velha, consolidados pela “política dos governadores”, o voto de cabresto e o coronelismo. Analisar a Constituição de 1891 relacionando o federalismo com o fortalecimento das oligarquias regionais, avaliando os motivos pelos quais a extensão do direito de voto (universal, masculino e aberto) não significou a efetiva participação política da população. É importante contextualizar a emergência da República ao período da Belle Époque com sua visão otimista e modernizadora que, no Brasil, se traduziu na execução, nas grandes capitais, de obras urbanas grandiosas, de inspiração europeia, financiadas pela riqueza da borracha, do cacau e do café.


O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


Experiências republicanas e práticas autoritárias: as tensões e disputas do mundo contemporâneo
A proclamação da República e seus primeiros desdobramentos


(EF09HI02) Caracterizar e compreender os ciclos da história republicana, identificando particularidades da história local e regional até 1954.
(EF09HI02RS-1) Entender a linha do tempo da História Republicana, diferenciando fases distintas e reconhecendo as mudanças sociais, políticas e econômicas pelas quais o país passou nesse período.

(EF09HI02RS-2) Listar elementos da história local ou regional que permitam relacionar com aspectos da República brasileira do período até 1954.


(EF09HI02RS-3) Analisar a influência do positivismo na política do Rio Grande do Sul e os desdobramentos da Revolução Federalista.
(EF09HI02RS-4) Conhecer e analisar revoltas urbanas ou movimentos sociais (Cangaço, Messianismo, Tenentismo, Contestado etc.), bem como relatos orais de idosos sobre fatos ou personagens da história republicana brasileira.


Esta habilidade se refere a entender a História Republicana como um todo, diferenciando fases distintas: República Velha, Era Vargas, estendendo-se até o Segundo Governo de Vargas, e reconhecendo as mudanças sociais, políticas e econômicas que o país passou nesse período.

Na elaboração do currículo, há oportunidade de investigar elementos da história local ou regional que permitam relacionar com aspectos da República brasileira do período: instalações urbanas da primeira metade do século XX (estação ferroviária, escola, prefeitura, farmácia etc.), nomes de ruas e praças que rememoram personagens ou fatos republicanos, famílias tradicionais e sua relação com o poder local e regional, moradores que participaram da Segunda Guerra Mundial, de revoltas urbanas ou movimentos sociais (cangaço, messianismo etc.), bem como relatos orais de idosos sobre fatos ou personagens da história republicana.




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


A questão da inserção dos negros no período republicano do pós-abolição
Os movimentos sociais e a imprensa negra; a cultura afro-brasileira como elemento de resistência e superação das discriminações


(EF09HI03) Identificar os mecanismos de inserção dos negros na sociedade brasileira pós-abolição e avaliar os seus resultados.
(EF09HI03RS-1) Compreender e avaliar a inserção da população negra na sociedade brasileira urbana e rural, que se deu por diversos caminhos.
EF09HI03RS-2) Compreender que a mudança de status de escravo para homem livre não mudou automaticamente a partir da abolição.
(EF09HI03RS-3) Analisar se há relação entre a situação de pobreza e de abandono da maioria da população negra nas cidades e as revoltas populares da República Nova: Vintém (Rio de Janeiro, 1879), Vacina (Rio de Janeiro, 1906) e Chibata (Rio de Janeiro, 1910).

A habilidade consiste em compreender que a inserção da população negra na sociedade brasileira urbana e rural se deu por diversos caminhos (migração para os grandes centros, permanência nas fazendas, trabalho de parceria no campo), sem que houvesse efetiva melhoria nas condições de vida dessa parcela da população brasileira.

Na elaboração do currículo, é possível destacar que a população negra não permaneceu inerte e afastada da vida nacional à espera de concessões do governo. Nesse sentido, vale sublinhar que a abolição não se deveu a uma generosidade da Princesa Isabel, mas foi o resultado de movimentos sociais em que escravos, libertos e livres participaram ativamente. É importante ao aluno compreender que a mudança de status de escravo para homem livre não muda a mentalidade social da inferioridade do negro, nem apaga o legado da escravidão. Contextualizar a abolição e o advento da República à disseminação das teorias racialistas, ao discurso da inferioridade racial e ao ideal de branqueamento como um projeto nacional, inferindo, a partir daí, a construção do mito da democracia racial, que contribuiu ainda mais para a exclusão das populações negras. Pode-se debater a questão negra e o racismo à luz da Lei Afonso Arinos (Lei 1.390, de 1951), a primeira lei contra o racismo. Pode-se, também, propor habilidades ligadas a pesquisar o fato que motivou a promulgação dessa lei e discutir por que ninguém foi preso com base nela. É possível, ainda, relacionar a situação de pobreza e abandono da maioria da população negra nas cidades às revoltas populares: Vintém (Rio de Janeiro, 1879), Vacina (Rio de Janeiro, 1906) e Chibata (Rio de Janeiro, 1910).




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


A questão da inserção dos negros no período republicano do pós-abolição
Os movimentos sociais e a imprensa negra; a cultura afro-brasileira como elemento de resistência e superação das discriminações


(EF09HI04) Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica, política e social do Brasil.
(EF09HI04RS-1) Compreender e destacar o papel da população negra na história do Brasil e do Rio Grande do Sul, percebendo sua atuação em movimentos sociais, na criação de uma imprensa especializada, bem como em manifestações artísticas e culturais durante a primeira metade do século XX.
(EF09HI04RS-2) Reconhecer a participação da população negra durante a primeira metade do século XX nas dinâmicas sociais, econômicas, políticas e culturais no Rio Grande do Sul.


A habilidade consiste em compreender e destacar o papel da população negra na história do Brasil, percebendo sua atuação em movimentos sociais, na criação de uma imprensa especializada e em manifestações artísticas e culturais durante a primeira metade do século XX. Para essa faixa etária, importa destacar que a população negra não ficou passiva diante de todas as dificuldades enfrentadas, mas atuou em diversos setores da vida nacional, demonstrando união e autoestima mesmo diante de uma sociedade preconceituosa e discriminadora.

Na elaboração do currículo, é possível pesquisar a participação da população negra durante a primeira metade do século XX nos movimentos operários e sindicais, no teatro, na educação (fundação de escolas para negros), em associações carnavalescas, na música e no futebol. Todos esses setores lutaram contra a discriminação e o preconceito, como, por exemplo, na proibição governamental da inclusão de jogadores negros na seleção nacional em 1920 e na tentativa de impedir a viagem à Paris do grupo musical Oito Batutas, liderado por Pixinguinha, em 1922. É importante, ainda, conhecer o trabalho da Frente Negra Brasileira (FNB), associação que existiu de 1931 a 1937 e mobilizou milhares de negros e negras a lutarem por seus direitos, especialmente quanto ao acesso à educação. A imprensa negra pode ser acessada online no portal do Arquivo Público de São Paulo e no portal Imprensa Negra da Universidade de São Paulo.




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


Primeira República e suas características
Contestações e dinâmicas da vida cultural no Brasil entre 1900 e 1930


(EF09HI05) Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradições e impactos na região em que vive.
(EF09HI05RS-1) Compreender os “projetos modernizadores” que transformaram vários centros urbanos, no início do século XX, nas primeiras metrópoles do país, analisando suas contradições.
(EF09HI05RS-2) Discutir a importância do saneamento básico e da saúde pública no controle de doenças e epidemias.

A habilidade consiste em compreender os “projetos modernizadores” que, entre o final do século XIX e começo do século XX, transformaram vários centros urbanos nas primeiras metrópoles do país, bem como avaliar suas contradições (falta de moradia, infraestrutura insuficiente, falta de transporte, problemas com o abastecimento de água e alimentos, subemprego, mendicância etc.), tendo por referência a região em que vive o aluno. Deve-se destacar que a urbanização afetou apenas as grandes cidades e não alterou o resto do país, sendo que o Brasil permaneceu sendo um país rural.

Na elaboração do currículo, pode-se destacar a história da capital ou de uma grande cidade do estado em que vive o aluno, mapeando as reformas e transformações pelas quais ela passou (abertura de ruas e avenidas, praças, calçamentos, rede de luz, telefone, agência de correios e telégrafo, salas de cinema etc.) e identificando que grupo social era beneficiado pela política modernizadora e a contradição entre urbanização e expansão da pobreza e do subemprego. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, é emblemática a reforma de Pereira Passos, que, atrelada ao saneamento da cidade, mudou a paisagem urbana com a operação “Bota Abaixo”, que afetou a vida da população pobre e negra da cidade, resultando na Revolta da Vacina. A habilidade permite discutir a importância do saneamento básico e da saúde pública no controle de doenças e epidemias, destacando diversos aspectos da infraestrutura da cidade: rede de água e esgoto, galerias pluviais, coleta de lixo etc. Há oportunidade de um trabalho interdisciplinar com Língua Portuguesa, no estudo de obras literárias relacionadas à sociedade urbana ou rural do período; com Biologia, na investigação de doenças e epidemias da época; e com Geografia, na análise do processo de urbanização e estudo do mapa da cidade.




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


O período varguista e suas contradições
A emergência da vida urbana e a segregação espacial
O trabalhismo e seu protagonismo político


(EF09HI06) Identificar e discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no Brasil, em diferentes escalas (nacional, regional, cidade, comunidade).
(EF09HI06RS-1) Compreender o significado histórico do trabalhismo para a conquista dos direitos sociais.
(EF09HI06RS-2) Compreender o protagonismo político do trabalhismo, destacando suas lutas antes mesmo do governo Vargas.
(EF09HI06RS-3) Refletir sobre as relações de trabalho no campo, onde as leis trabalhistas demoraram a chegar.
(EF09HI06RS-4) Conhecer a importância da implantação das leis trabalhistas na Era Vargas, refletindo sobre suas alterações, perdas e ganhos posteriores.

(EF09HI06NP-01) Analisar as intervenções e restrições impostas pelo Estado Novo dentro do contexto da sociedade de Nova Petrópolis, bem como seus efeitos e consequências para a cultura local.





A habilidade consiste em conhecer e discutir o significado histórico do trabalhismo para a conquista dos direitos sociais e, por conseguinte, da própria cidadania, o que envolve a formação da classe trabalhadora e suas relações com o Estado. Compreender, também, o protagonismo político do trabalhismo, destacando que a luta pela jornada de 8 horas e outros direitos trabalhistas é muito anterior à criação do Ministério do Trabalho (1930), da CLT (1943) e do próprio “trabalhismo” ocorridos no governo Vargas.

Na elaboração do currículo, pode-se prever habilidades relacionadas à pesquisa, em fontes diversas (internet, arquivos de sindicatos, relatos orais de aposentados idosos etc.), sobre o movimento operário na Primeira República e o trabalhismo na Era Vargas. Há oportunidade, também, para refletir as relações no campo onde foi mantida a dominação dos coronéis sobre os trabalhadores rurais (excluídos das leis trabalhistas). Pode-se, ainda, relacionar a implantação das leis trabalhistas da Era Vargas com a recente reforma da CLT (2017), considerando seus contextos históricos, interesses envolvidos, perdas e ganhos.




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


A questão indígena durante a República (até 1964)


(EF09HI07) Identificar e explicar, em meio a lógicas de inclusão e exclusão, as pautas dos povos indígenas, no contexto republicano (até 1964), e das populações afrodescendentes.

(EF09HI07RS-1) Compreender e relatar a situação dos povos indígenas e das populações afrodescendentes, identificando ações (governamentais ou não) de inclusão ou exclusão desses grupos na sociedade brasileira durante a República (até 1964), dentre as quais o estabelecimento do Serviço de Proteção ao Índio e da política indigenista de “integração do índio à sociedade nacional”.


(EF09HI07RS-2) Identificar o protagonismo de personalidades negras do período.

(EF09HI07RS-3) Compreender a questão indígena no âmbito da expansão das atividades econômicas em direção às regiões tradicionalmente ocupadas por povos indígenas, resultando em conflitos entre os povos indígenas e as frentes de expansão econômica extrativistas, mineradoras, pecuárias e agrícolas



A habilidade consiste em explicar a situação dos povos indígenas e das populações afrodescendentes, identificando ações (governamentais ou não) de inclusão ou exclusão desses grupos na sociedade brasileira durante a República (até 1964). Em relação aos afrodescendentes, deve-se retomar as habilidades (EF09HI03) e (EF09HI04), uma vez que o contexto histórico não se alterou para esses grupos, atualizando, porém, o protagonismo de personalidades negras do período. A questão indígena pode ser entendida no âmbito da expansão das atividades econômicas em direção às regiões tradicionalmente ocupadas por povos indígenas, resultando em conflitos com fazendeiros, pecuaristas etc. A criação do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em 1910, inspirada na “proteção fraternal” proposta por Rondon, fortaleceu a tutela do Estado, resultando na criação de reservas indígenas e na sedentarização de povos errantes.

Na elaboração do currículo, pode-se considerar a possibilidade de investigar particularidades da história local ou regional relativas a conflitos entre indígenas e fazendeiros, pecuaristas, mineradores, extrativistas, construtoras e empreiteiras de obras públicas. Pode-se debater a questão negra e o racismo à luz da Lei Afonso Arinos (Lei 1.390, de 1951), a primeira lei contra o racismo. É possível pesquisar o fato que motivou a promulgação dessa lei e discutir por que ninguém foi preso com base nela. É importante, ainda, pesquisar o protagonismo negro em diversos setores, como no Teatro Experimental do Negro, criado por Abdias Nascimento, em 1944, e diversos clubes sociais surgidos em todo o Brasil, como o carioca Renascença Clube, de 1951, e o paulistano Aristocrata, fundado em 1961.




O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


Anarquismo e protagonismo feminino


(EF09HI08) Identificar as transformações ocorridas no debate sobre as questões da diversidade no Brasil durante o século XX e compreender o significado das mudanças de abordagem em relação ao tema.

(EF09HI08RS-1) Reconhecer que a ideia ou o conceito de diversidade sofreu mudanças durante o século XX.


(EF09HI08RS-2) Compreender que somos uma nação multirracial e pluriétnica.
(EF09HI08RS-3) Compreender a cultura brasileira e gaúcha em suas múltiplas dimensões, entendendo- as no pluralismo e nas especificidades.

A habilidade diz respeito a identificar mudanças que a ideia ou o conceito de diversidade sofreu durante o século XX, que podem ser sintetizadas como, por exemplo: 1) reconhecimento da existência de “outras culturas”, coadjuvantes e inferiores frente a uma cultura superior e dominante; 2) movimento multicultural que enfatiza as diferenças e as considera um produto da história, do poder e das ideologias. Trata-se de uma habilidade complexa, que exige conhecimentos prévios e raciocínio abstrato para trabalhar categorias teóricas. Para essa faixa etária, importa destacar que a sociedade brasileira não é uma mistura de raças que anula as diferenças, nem é um todo homogêneo, mas é constituída por um mosaico étnico-racial, no qual as diferenças são produzidas em relações assimétricas e desiguais.
Na elaboração do currículo, pode-se prever uma problematização inicial para verificar conhecimentos prévios e estereótipos a respeito da formação da sociedade brasileira: existe um brasileiro típico? Que características físicas e culturais são tipicamente brasileiras? É possível pensar em um tipo único de brasileiro? Por quê? Do século XIX até a década de 1970, o discurso sobre a nacionalidade pautava-se pela ótica da mistura, segundo a qual a sociedade brasileira era constituída pela mistura das três raças: o branco como protagonista, e o indígena e o negro como coadjuvantes na formação da nação. Portanto, definia-se a nacionalidade por aquilo que nos unifica. Essa mistura, idealmente, anularia as diferenças, daí resultando a construção do “mito da democracia racial” e de seu desdobramento, a “ideologia da mestiçagem”, que consideram o povo brasileiro um todo homogêneo. Hoje, a ideia de nacionalidade se constitui pela valorização do que nos diferencia. É importante compreender que somos uma nação multirracial e pluriétnica, e daí a importância do respeito mútuo, do reconhecimento das diferenças e de falar sobre elas sem medo ou preconceito. O aluno deve compreender a cultura brasileira em suas múltiplas dimensões, entendendo-a no plural, “culturas brasileiras”. O tema pode se estender para além da diversidade étnico-racial, abordando também a diversidade de gênero, por exemplo.


O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX


Anarquismo e protagonismo feminino


(EF09HI09) Relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis à atuação de movimentos sociais.
(EF09HI09RS-1) Entender que as conquistas de direitos políticos, sociais e civis são fruto da ação de movimentos sociais surgidos no final do século XIX, entre eles, o anarquismo e o anarcossindicalismo.
(EF09HI09RS-2) Identificar, relacionar e analisar o anarquismo e a luta das mulheres por direitos.
(EF09HI09RS-3) Relacionar as correntes ideológicas socialistas com a luta operária no Rio Grande do Sul do século XX.

A habilidade se refere a relacionar as conquistas de direitos políticos, sociais e civis e a ação de movimentos sociais, como os surgidos no final do século XIX, entre os quais, o anarquismo e o anarcossindicalismo. O anarquismo e a luta das mulheres por direitos são fenômenos historicamente distintos. Contudo, ambos acabaram se ligando quando mulheres militantes anarquistas se colocaram contra a posição subalterna feminina frente aos homens, entendendo que a libertação da mulher era intrínseca à destruição do Estado, do sistema capitalista, do patriarcado, das classes e da burguesia. Daí a importância do anarquismo para a pauta, também, da igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Na elaboração do currículo, é possível trabalhar o conceito de anarquismo e anarcossindicalismo em seu contexto histórico, destacando seu papel no movimento operário. Pode-se, ainda, relacionar com a visão estereotipada com que o termo chegou aos nossos dias. É possível retomar a habilidade (EF08HI01) para discutir qual o alcance da igualdade defendida pelo Iluminismo. Ela se estendia às mulheres e à população negra? Há oportunidade de pesquisar a biografia de mulheres, anarquistas ou não, mas pioneiras em diversos campos: pelo direito ao voto, pelo acesso ao ensino superior, pela afirmação nas artes, música, literatura, teatro, cinema, em cargos executivos e na conquista do poder político. Pode-se ainda, propor ao aluno investigar, na comunidade ou região, exemplos de mulheres pioneiras ou transgressoras de barreiras sociais impostas pelas tradições e pelas leis.


Totalitarismos e conflitos mundiais


O mundo em conflito: a Primeira Guerra Mundial A questão da Palestina
A Revolução Russa
A crise capitalista de 1929


(EF09HI10) Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na Europa.
(EF09HI10RS-1) Perceber que a evolução do capitalismo compreende crises cíclicas e que elas provocam transformações que atingem diversos países, acirram as disputas econômicas e as rivalidades políticas.

A habilidade consiste em relacionar a evolução do capitalismo com crises cíclicas que atingem diversos países, acirram as disputas econômicas e as rivalidades políticas. Por exemplo, por volta de 1870, o capitalismo caracterizava-se pela concentração de capitais, pela luta por mercados, pelas barreiras protecionistas dos países industrializados e por intensa internacionalização de produtos, capitais e pessoas, graças ao aperfeiçoamento nos transportes e nas comunicações (navios a vapor, ferrovias, telégrafo). A Grande Depressão (1873-1896), a primeira grande crise do capitalismo, levou à concentração de capital nos grandes bancos, à expansão colonialista na África e Ásia e ao surgimento de monopólios internacionais. É nesse contexto que crescem as tensões entre as potências europeias que disputam o controle por regiões na Europa (Alsácia-Lorena, Balcãs, estreito de Bósforo etc.) e fora dela (Marrocos), levando à eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Na elaboração do currículo, pode-se considerar diferentes temas relacionados ao período de 1870 a 1914, apresentando uma visão panorâmica e diversificada do mundo da época. Pode-se, por exemplo, explorar os seguintes conteúdos: invenções e descobertas, a Segunda Revolução Industrial, a Belle Époque, a vida nas grandes cidades europeias, fluxos migratórios europeus para a América, movimentos nacionalistas e separatistas europeus etc. A Primeira Guerra Mundial foi um divisor de águas na História Ocidental, cujos efeitos perduram até hoje em termos de territórios, povos e nações, pelas grandes mudanças culturais e nos padrões sociais, ao colocar milhões de mulheres na força de trabalho, pela ascensão da hegemonia mundial dos Estados Unidos. Até mesmo a Declaração de Balfour, que deu o apoio britânico a um Estado judaico na Palestina, foi assinado durante a guerra, em novembro de 1917. A habilidade possibilita trabalhar a Competência Geral 9, da alteridade, do diálogo e da convivência.


Totalitarismos e conflitos mundiais


O mundo em conflito: a Primeira Guerra Mundial A questão da Palestina
A Revolução Russa
A crise capitalista de 1929


(EF09HI11) Identificar as especificidades e os desdobramentos mundiais da Revolução Russa e seu significado histórico.
(EF09HI11RS-1) Refletir sobre o impacto da Revolução Russa e seus efeitos no cenário mundial.
EF09HI11RS-2) Relacionar a Revolução Russa aos diferentes contextos que se difundiram os ideais comunistas na América, percebendo as peculiaridades no Brasil quanto à sua inserção, desenvolvimento e desdobramentos históricos.

A habilidade consiste em avaliar a relevância histórica da Revolução Russa (primeira revolução comunista da História) e seus efeitos no cenário mundial (difusão do comunismo na Europa e na América).
Na elaboração do currículo, pode-se considerar desenvolver o conceito de comunismo, verificando os conhecimentos prévios dos alunos e as distorções sobre o termo. É importante destacar o caráter histórico do comunismo como projeto revolucionário e utopia política que buscava superar a sociedade capitalista com suas injustiças sociais em busca da igualdade na humanidade. Pode-se relacionar a Revolução Russa à difusão do comunismo nos Estados Unidos e no Brasil, onde se fundaram Partidos Comunistas e ganhou força o movimento operário, com consequente repressão a greves, perseguição a líderes sindicais e expulsão de grevistas estrangeiros.


Totalitarismos e conflitos mundiais


O mundo em conflito: a Primeira Guerra Mundial A questão da Palestina
A Revolução Russa
A crise capitalista de 1929


(EF09HI12) Analisar a crise capitalista de 1929 e seus desdobramentos em relação à economia global.
(EF09HI12RS-1) Examinar a crise capitalista de 1929 e avaliar seus efeitos devastadores na economia mundial.
(EF09HI12RS-2) Reconhecer o impacto da crise econômica estadunidense na economia do Brasil, em especial no contexto rio-grandense.

A habilidade diz respeito a compreender a crise capitalista de 1929 no contexto da prosperidade e euforia especulativa dos anos 1924-1929, nos Estados Unidos, em descompasso com a superprodução de alimentos e produtos industriais no mesmo período, e avaliar seus efeitos devastadores na economia mundial.
Na elaboração do currículo, é possível aprofundar a década de 1920 nos Estados Unidos, destacando suas inovações e contradições: a sociedade de massa, a multiplicação dos bens de consumo (automóveis, geladeiras, rádios, fogões etc.), o boom do cinema, da liberação da mulher etc., em contraste com a perseguição a negros promovida pela Ku Klux Klan, leis restritivas a imigrantes, perseguição a comunistas, desigualdades sociais (cerca de 50% da população vivia abaixo da linha da pobreza em 1927), bem como o rumoroso caso da execução dos operários Sacco e Vanzetti (1927). Esse contexto permite criticar o mito da democracia norte-americana e de seu capitalismo vigoroso.


Totalitarismos e conflitos mundiais


A emergência do fascismo e do nazismo
A Segunda Guerra Mundial
Judeus e outras vítimas do holocausto


(EF09HI13) Descrever e contextualizar os processos da emergência do fascismo e do nazismo, a consolidação dos estados totalitários e as práticas de extermínio (como o holocausto).
(EF09HI13RS-1) Identificar os motivos que levaram ao surgimento do fascismo na Itália no contexto do pós-guerra.
(EF09HI13RS-2) Relacionar a teoria nazista da “superioridade alemã” e “pureza da raça ariana” às práticas de segregação, seguida pelo extermínio de judeus, de ciganos, de homossexuais e de outros grupos sociais.
(EF09HI13RS-3) Compreender o processo histórico que levou à Segunda Guerra Mundial, observando a aliança inicial entre Alemanha e URSS.
(EF09HI13RS-4) Analisar criticamente a ditadura de Stálin na URSS, comparando suas práticas totalitárias e de culto ao líder com outros totalitarismos do período.
(EF09HI13RS-5) Conhecer e descrever os principais momentos da Segunda Guerra Mundial, observando a participação de cada uma das grandes nações.
(EF09HI13RS-6) Analisar a extensão dos danos causados pela Segunda Guerra Mundial, bem como o desfecho do conflito.
(EF09HI13RS-7) Analisar a divisão dos países atingidos pela Guerra, após seu término, com o domínio imperialista da URSS e dos EUA.
(EF09HI13RS-8) Conhecer o mundo Bipolar e o contexto da Guerra Fria.


Esta habilidade se refere a identificar os motivos que levaram ao surgimento do fascismo na Itália no contexto do pós-guerra, e sua consolidação e difusão a outros países europeus no âmbito da Grande Depressão que se seguiu à crise de 1929. Deve-se relacionar a teoria nazista da “superioridade alemã” e “pureza da raça ariana” às práticas de segregação seguidas pelo extermínio de judeus e outros grupos sociais.
Na elaboração do currículo, pode-se propor aprofundar o conceito de fascismo e nazismo, entendendo-os como fenômenos emergidos de um determinado contexto histórico. Isso é fundamental para evitar que esse conceito seja usado de forma distorcida, como adjetivo, para nomear qualquer ditadura, partido ou Estado autoritário no mundo atual. É importante trazer o tema para a contemporaneidade, avaliando o surgimento do neonazismo em diversas partes do mundo atual, que tem atraído jovens, muitos dos quais desconhecem o que foi realmente o nazismo. Pode-se começar definindo democracias e liberalismo, visto que foi contra as democracias liberais que os regimes totalitários se ergueram. Outro caminho é trabalhar a formação da sociedade de massa e os avanços da propaganda na política – elementos fundamentais na sustentação dos regimes fascistas.


Totalitarismos e conflitos mundiais


O colonialismo na África
As guerras mundiais, a crise do colonialismo e o advento dos nacionalismos africanos e asiáticos


(EF09HI14) Caracterizar e discutir as dinâmicas do colonialismo no continente africano e asiático e as lógicas de resistência das populações locais diante das questões internacionais.
(EF09HI14RS-1) Compreender e debater sobre os fatores da expansão colonialista na África e na Ásia, e o papel dessas colônias no capitalismo internacional.
(EF09HI14RS-2) Reconhecer o protagonismo das populações africanas que se opuseram ao colonialismo europeu, expressas nos movimentos da negritude e do pan-africanismo.
(EF09HI14RS-3) Analisar o pensamento e os ideais desenvolvidos na África e na Ásia que se opunham à dominação colonialista no século XX.
(EF09HI14RS-4) Discutir e caracterizar o processo de colonização em diferentes partes do mundo e suas implicações,

A habilidade diz respeito a compreender os fatores da expansão colonialista na África e na Ásia e o papel dessas colônias no capitalismo internacional; reconhecer o protagonismo das populações africanas como combatentes nas duas guerras mundiais e fornecedores de alimentos e matérias-primas, bem como na resistência ao domínio imperialista por diversos meios: levantes armados, boicote aos produtos europeus e atuação em movimentos libertários, como a negritude e o pan-africanismo. A habilidade dá sequência ao aprendizado do 8º ano desenvolvido nas habilidades (EF08HI24) e (EF08HI26).
Na elaboração do currículo, pode-se prever a pesquisa sobre personalidades africanas e indianas cujas trajetórias de vida contribuem para romper o estereótipo de uma África atrasada e com uma população ignorante. Nesse sentido, pode-se propor pesquisar a biografia de intelectuais africanos com títulos de renomadas universidades europeias e prêmios internacionais, entre eles, Léopold Sédar Senghor (Senegal), Kwame N’Krumah (Gana) e Ahmed Sékoud Touré (Guiné). Pode-se incluir, também, líderes nacionalistas indianos, como Gandhi e Nehru, que tiveram formação superior em universidades britânicas. Os movimentos de não-violência e desobediência civil de Gandhi, na Índia, é exemplo de resistência pacífica que conduziu ao processo de independência da mais rica colônia do Império Britânico.


Totalitarismos e conflitos mundiais


A Organização das Nações Unidas (ONU) e a questão dos Direitos Humanos


(EF09HI15) Discutir as motivações que levaram à criação da Organização das Nações Unidas (ONU) no contexto do pós-guerra e os propósitos dessa organização.
(EF09HI15RS-1) Debater sobre o fato de que a Organização das Nações Unidas foi estruturada, ainda durante a Segunda Guerra Mundial, visando pôr fim aos conflitos entre nações, salvaguardar a paz e a segurança internacional.
(EF09HI15RS-2) Conhecer os projetos e campanhas da ONU no Brasil implementados pelos seus diversos organismos ou agências (Unicef, FAO, Unesco e OMS), avaliando sua importância e seus efeitos.


A habilidade se refere a reconhecer que a Organização das Nações Unidas foi estruturada ainda durante a Segunda Guerra Mundial, visando pôr fim aos conflitos entre nações, salvaguardar a paz e a segurança internacional e que, para isso, sua atuação se estendeu para a promoção dos direitos humanos, para o desenvolvimento econômico e o progresso social, para a proteção ao meio ambiente e para a ajuda humanitária a todos os países e povos.
Na elaboração do currículo, pode-se propor pesquisas sobre o funcionamento da ONU, com sua composição, seus principais órgãos e funções. É importante discutir o papel dessa organização internacional no pós-guerra no que diz respeito à ajuda material e ao reerguimento das nações beligerantes. Deve-se avaliar os resultados da ONU na resolução de conflitos mundiais no contexto da Guerra Fria e após esse período. É importante conhecer os projetos e campanhas da ONU no Brasil, implementados pelos seus diversos organismos ou agências — Unicef, FAO, Unesco, OMS — e avaliar sua importância e seus efeitos.


Totalitarismos e conflitos mundiais


A Organização das Nações Unidas (ONU) e a questão dos Direitos Humanos


(EF09HI16) Relacionar a Carta dos Direitos Humanos ao processo de afirmação dos direitos fundamentais e de defesa da dignidade humana, valorizando as instituições voltadas para a defesa desses direitos e para a identificação dos agentes responsáveis por sua violação.
(EF09HI16RS-1) Reconhecer a importância da Carta dos Direitos Humanos da ONU, de 1948, para assegurar os direitos inalienáveis que devem garantir a liberdade, a justiça e a paz mundial, bem como a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas de 2007.
(EF09HI16RS-2) Observar a abrangência dos direitos humanos, que incluem o direito a não ser escravizado, de igualdade perante as leis, de livre expressão política e religiosa, de liberdade de pensamento, de participação política, bem como o direito ao lazer, à educação e à cultura, ao trabalho livre e remunerado etc.

A habilidade consiste em reconhecer a importância da Carta dos Direitos Humanos da ONU de 1948 para assegurar os direitos inalienáveis que devem garantir a liberdade, a justiça e a paz mundial. Deve-se destacar a abrangência dos direitos humanos, que inclui o direito a não ser escravizado, de igualdade perante as leis, de livre expressão política e religiosa, de liberdade de pensamento, de participação política, direito ao lazer, à educação e cultura, ao trabalho livre e remunerado etc.
Na elaboração do currículo, é possível propor discussões sobre o que são direitos humanos, entendendo sua abrangência e a importância de estarem assegurados na Constituição (tornando-se, então, direitos fundamentais). Pode-se investigar se a Constituição Brasileira de 1988 incorporou os direitos humanos. É possível, ainda, realizar uma análise comparativa das declarações anteriores (declaração de 1776, Estados Unidos, e de 1789, França): que dispositivos tornam a Carta de 1948 tão importante e mais abrangente do que as anteriores? Pode-se considerar a possibilidade de o aluno vivenciar o trabalho de Ongs e instituições voltadas para a promoção dos direitos humanos na cidade em que vive. Em todo país, há numerosas Ongs que trabalham com questões diversas. É importante refletir por que, em países em conflito social, como o Brasil, os direitos humanos são distorcidos como “direitos de bandido”. Deve-se avaliar a importância dos direitos humanos para que a sociedade não se torne refém da violência e da prática criminosa de fazer justiça pelas próprias mãos.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O Brasil da era JK e o ideal de uma nação moderna: a urbanização e seus desdobramentos em um país em transformação


(EF09HI17) Identificar e analisar processos sociais, econômicos, culturais e políticos do Brasil a partir de 1946.
(EF09HI17RS-1) Identificar os distintos eventos da história do Brasil que constituíram o período pós Segunda Guerra Mundial até a culminância do regime militar.
(EF09HI17RS-2) Analisar o contexto histórico a partir de fontes documentais, tais como, jornais, rádio, televisão e revistas referentes aos desdobramentos que caracterizaram o Brasil pós Era Vargas.

(EF09HI17RS-3) Compreender a dinâmica das mudanças históricas do período pós Vargas no Rio Grande do Sul.



A habilidade consiste em traçar um panorama histórico do Brasil de 1946-1964, destacando os conflitos políticos, ameaças de golpe, aspirações populares e mudanças econômicas e sociais ocorridas no período. A habilidade exige retomar aprendizados anteriores (EF09HI06) e se complementa com a habilidade seguinte (EF09HI18), tendo por cenário internacional o contexto da Guerra Fria (EF09HI28), cuja polarização interferiu nos rumos da história do país. À luz desse contexto, é possível avaliar a dimensão que os acontecimentos tiveram na época e a manipulação da opinião pública.
Na elaboração do currículo, pode-se propor a pesquisa de arquivos de grandes jornais para coletar informações do período observando suas manchetes, os títulos alarmistas referentes à política nacional e o medo da infiltração comunista na sociedade. Pode-se complementar a habilidade propondo discutir o papel das mídias impressas e do rádio na formação da opinião pública e perceber o caminho que estava sendo preparado para o golpe militar que foi dado em 1964.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O Brasil da era JK e o ideal de uma nação moderna: a urbanização e seus desdobramentos em um país em transformação


(EF09HI18) Descrever e analisar as relações entre as transformações urbanas e seus impactos na cultura brasileira entre 1946 e 1964 e na produção das desigualdades regionais e sociais.
(EF09HI18RS-1) Avaliar a urbanização acelerada do período 1946-1964, percebendo os distintos efeitos e desdobramentos na estrutura socioeconômica do Brasil, bem como no aspecto regional rio-grandense.
(EF09HI18RS-2) Identificar o aumento do êxodo rural, o surto industrial, em especial do setor automobilístico, novos padrões de consumo, novos meios de comunicação e demais modificações na vida urbana.

A habilidade consiste em avaliar a urbanização acelerada do período 1946-1964, entendendo que ela beneficiou alguns segmentos sociais e que foi feita em descompasso com o restante do país, o que agravou as desigualdades regionais e sociais. Nesse contexto, se enquadram o aumento do êxodo rural, o surto industrial, em especial do setor automobilístico, novos padrões de consumo, novos meios de comunicação (rádio e televisão), a efervescência cultural (Cinema Novo, Teatro de Arena e Teatro Oficina, bossa nova etc.), bem como a crescente atuação dos trabalhadores (CGT), estudantes (UNE) e das Ligas Camponesas.
Na elaboração do currículo, pode-se aprofundar a habilidade explicitando o estudo de temas polêmicos da época – por exemplo, a reforma agrária, que mobilizou políticos, líderes camponeses, proprietários rurais, intelectuais e artistas, confrontando pontos de vista diferentes e avaliando a pertinência dessas discussões ainda na atualidade. Obra emblemática desse período em defesa da reforma agrária é “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. Há oportunidade de realizar um trabalho interdisciplinar com Língua Portuguesa na análise de obras literárias que retratam a situação de miséria no campo, como “Grande Sertão Veredas” ou “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, e também com Geografia no estudo das questões ambientais da época, dos fatores do êxodo rural e seus efeitos. Leituras de excertos de “Geografia da Fome”, de Josué de Castro, permitem avaliar que a situação denunciada por ele em 1946 continuou existindo até a contemporaneidade.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


Os anos 1960: revolução cultural?
A ditadura civil-militar e os processos de resistência
As questões indígena e negra e a ditadura


(EF09HI19) Identificar e compreender o processo que resultou na ditadura civil-militar no Brasil e discutir a emergência de questões relacionadas à memória e à justiça sobre os casos de violação dos direitos humanos.
(EF09HI19RS-1) Analisar os fatores históricos que constituíram o período do regime militar no Brasil no contexto do Rio Grande do Sul.
(EF09HI19RS-2) Valorizar os direitos humanos como elemento fundamental para preservar a cidadania, representados pelos distintos movimentos e organizações sociais, reconhecendo na historicidade rio-grandense os elementos que preservem a autonomia, o respeito , a liberdade, a vida e a dignidade humana.


Esta habilidade consiste em explicar o processo que resultou no golpe civil-militar de 1964 e na instalação da ditadura (1964-1985) e reconhecer a importância da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações de direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988 por agentes públicos e pessoas ao seu serviço, com apoio ou no interesse do Estado brasileiro.
Na elaboração do currículo, pode-se propor identificar as diferenças entre as duas faces do regime que se implantou no Brasil em 1964: de um lado, a aparência democrática por manter os três poderes, as eleições (indiretas) e o sistema partidário (controlado) e, de outro lado, a realidade dos bastidores do poder marcada pela repressão militar e violação dos direitos humanos (prisões, tortura, cassação de mandatos políticos e exílio) e pelo Ato Institucional no 5 (1968-1978). Nessa linha, é importante discutir as duas versões do regime: para os militares, foi uma “contrarrevolução” que evitou a “comunização” do país; para a oposição, uma ditadura que impediu o processo de democratização do país. Pode-se aprofundar a habilidade propondo o papel do general Geisel: teria sido o condutor da distensão lenta e gradual para a pacífica transição democrática ou o presidente frio que autorizou o assassinato de opositores do regime, conforme documento da CIA revelado em 2018? Nessa discussão, é fundamental atentar para o fato de que, em 2010, o Brasil foi condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA pelos crimes cometidos pelo regime militar durante a guerrilha do Araguaia (1972-1974) e por não ter punido os responsáveis por sequestros, torturas e desaparecimentos. O governo brasileiro se justificou afirmando que a Lei da Anistia de 1979 impedia a investigação e os julgamentos dos crimes. A Lei de Anistia foi revalidada em 2010 pelo Supremo Tribunal Federal.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


Os anos 1960: revolução cultural?
A ditadura civil-militar e os processos de resistência
As questões indígena e negra e a ditadura


(EF09HI20) Discutir os processos de resistência e as propostas de reorganização da sociedade brasileira durante a ditadura civil-militar.
(EF09HI20RS-1) Identificar e compreender as estratégias utilizadas pela oposição do regime militar.
(EF09HI20RS-2) Identificar as manifestações culturais da época (teatro, música, cinema, obras literárias).

A habilidade se refere a analisar as diversas formas de resistência usadas pelos opositores do regime ditatorial, que iam de charges, notícias redigidas com duplo sentido para driblar a censura, letras de músicas com metáforas, manifestações populares até movimentos armados nas cidades e no campo (guerrilha do Araguaia), realizados por militantes da esquerda. A habilidade permite explorar, também, as manifestações culturais da época (teatro, música, cinema, obras literárias).
Na elaboração do currículo, pode-se propor pesquisas que revelem a complexidade do período, como habilidades que proponham avaliar versões equivocadas ou distorcidas que, hoje, parte da população tem sobre o período ditatorial. Entrevistas com pessoas que viveram aqueles anos também podem fornecer informações, como: os sequestros dos embaixadores dos Estados Unidos e da Suíça (1969), o arrocho salarial e a repressão às greves de 1968, o exílio de Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros em 1969, a grande seca do Nordeste de 1970, a epidemia de meningite (1971-1977), a conquista do tricampeonato mundial de futebol (1970), a morte de Vladimir Herzog (1975) e do operário Manuel Fiel Filho, as greves do ABC paulista (1978), o Movimento do Custo de Vida (1978), o disparo da inflação a partir de 1981, o atentado ao Rio Centro (1981), os saques a supermercados (1983) e a Campanha pelas Diretas Já (1984).


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


Os anos 1960: revolução cultural?
A ditadura civil-militar e os processos de resistência
As questões indígena e negra e a ditadura


(EF09HI21) Identificar e relacionar as demandas indígenas e quilombolas como forma de contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura.
(EF09HI21RS-1) Analisar o contexto das populações quilombolas e indígenas no Rio Grande do Sul durante o período do regime militar.
(EF09HI21RS-2) Conhecer as comunidades indígenas e quilombolas existentes no Rio Grande do Sul e o impacto histórico sobre a sua realidade

contemporânea.


(EF09HI21RS-3) Reconhecer, através dos eventos históricos, as tensões e disputas que impactaram comunidades quilombolas e indígenas no Rio

Grande do Sul.



A habilidade consiste em reconhecer os movimentos indígenas e quilombolas como formas de contestação à política desenvolvimentista do regime ditatorial (1964-1985), cujas obras públicas (rodovias, hidrelétricas, usinas, barragens etc.) levaram a desmatamentos, invasão de terras indígenas, extermínio de etnias, bem como alagamento e expulsão de terras de quilombolas.
Na elaboração do currículo, pode-se explicitar, no texto da habilidade, a realização de pesquisa sobre o impacto do desenvolvimentismo para as etnias Arara, Waimiri-Atroari, Parakanã e Tenharim, na Amazônia; Kaingang e Guarani, no sul; Yanomami, no extremo norte; e Krenak, em Minas Gerais. Comunidades quilombolas também foram afetadas, como a do Rio dos Macacos, BA; de Barra, Bananal e Riacho das Pedras, no município de Rio de Contas, BA, que até hoje lutam para serem indenizadas pela perda de suas terras. Na área urbana do Rio de Janeiro, a agressiva política de remoção das favelas nas décadas de 1960 e 1970 na região da Lagoa levou à remoção forçada de comunidades quilombolas como a Favela da Catacumba (atual Parque da Catacumba). O tema é extenso e pode ser pesquisado nos portais oficiais online, como a Fundação Cultural Palmares, Instituto Sócio-Ambiental e FUNAI. Pode-se, ainda, considerar a possibilidade de pesquisar comunidades indígenas e quilombolas da região em que vive o aluno, para levantar sua história e reconhecer tensões e conflitos sofridos frente à ação de agentes públicos ou avanços de fazendeiros, empreiteiras etc. O tema pode se estender para outros segmentos da população, como seringueiros, castanheiros, caboclos, ribeirinhos, garimpeiros – populações pobres que perderam terras ou foram usadas como bestas de trabalho nas “frentes de expansão” que eram deslocadas sobre territórios alheios.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização


(EF09HI22) Discutir o papel da mobilização da sociedade brasileira do final do período ditatorial até a Constituição de 1988.
(EF09HI22RS-1) Reconhecer e debater o papel da sociedade civil pela democratização em manifestações estudantis, no enfrentamento à ordem política, na campanha pela anistia e pelas Diretas Já.
(EF09HI22RS-2) Reconhecer que a sociedade não ficou passiva e que pressionou pela abertura política mesmo diante da tentativa de fechamento do regime pela “linha dura” militar.
(EF09HI22RS-3) Pesquisar sobre os movimentos de resistência à ditadura militar no Rio Grande do Sul.

Esta habilidade diz respeito a reconhecer o papel da sociedade civil pela democratização, como, por exemplo, em manifestações estudantis, no resultado das eleições (1974), no enfrentamento à ordem política (greves de 1978 e saques a supermercados de 1981), na campanha pela anistia (1978) e pelas Diretas Já (1984) e na vitória maciça dos candidatos da oposição (1988). Os fatos listados permitem reconhecer que a sociedade não ficou passiva e que pressionou pela abertura política, mesmo diante da tentativa de fechamento do regime pela “linha dura” militar.
Na elaboração do currículo, é possível destacar as tensões internas do meio militar, dividido entre os que apoiavam a abertura política e os contrários a ela (a “linha dura”), estes últimos responsáveis pelo agravamento da repressão (cassação de mandatos, prisões de estudantes, professores e jornalistas) e pelos atentados a bomba para intimidar a oposição (caso Riocentro, 1981). É importante reconhecer que as medidas do governo militar para a transição democrática, em 1979 (revogação do AI-5, aprovação da anistia parcial e extinção do bipartidarismo), foram resultado da pressão da sociedade brasileira. Deve-se, ainda, elencar personagens importantes: Dante de Oliveira, Ulisses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização


(EF09HI23) Identificar direitos civis, políticos e sociais expressos na Constituição de 1988 e relacioná-los à noção de cidadania e ao pacto da sociedade brasileira de combate a diversas formas de preconceito, como o racismo.

(EF09HI23RS-1) Destacar os dispositivos legais da Constituição de 1988 que se referem aos direitos e garantias fundamentais: reconhecimento dos direitos individuais e sociais das mulheres, direito dos indígenas, direitos de greve para os trabalhadores, proteção ao meio ambiente, incorporação das leis trabalhistas como direitos essenciais, direitos sociais de saúde, educação, proteção à maternidade e à infância e assistência aos



desamparados etc..
(EF09HI23RS-2) Discutir como a Constituição de 1988 aborda as questões do preconceito racial e das demandas de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.
EF09HI23RS-4) Compreender que a Constituição, ao incorporar leis, regimentos e estatutos, torna o que antes era serviço prestado por órgãos públicos em direitos sociais fundamentais.

A habilidade consiste em destacar os dispositivos legais da Constituição de 1988 que se referem aos direitos e garantias fundamentais: reconhecimento dos direitos individuais e sociais das mulheres, direitos dos indígenas, direitos de não discriminação racial, direitos de greve para os trabalhadores, proteção ao meio ambiente, incorporação das leis trabalhistas como direitos essenciais, direitos sociais de saúde, educação, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados etc.
Na elaboração do currículo, é possível propor ao aluno comparar as Constituições de 1891 e 1988, em seus três primeiros artigos, observando que, enquanto a de 1891 começa definindo o Estado, as províncias e a futura capital, a de 1988 inicia-se definindo seus princípios democráticos. O que isso significa? Por que a constituição de 1988 foi chamada de “Constituição cidadã”? Deve-se discutir, ainda, como a Constituição de 1988 tratou a posse da terra, o racismo, as demandas indígenas e quilombolas. Como o Estatuto da Terra, o Estatuto do Índio e a Lei Afonso Arinos foram entendidos e atualizados pela Constituição? É importante compreender que a Constituição, ao incorporar leis, regimentos e estatutos, torna o que antes era serviço prestado por órgãos públicos em direitos sociais fundamentais. Por exemplo, antes de 1988, a assistência médica era tratada como um serviço público prestado pela Previdência Social e apenas aos contribuintes do Instituto Nacional de Previdência Médica e Assistência Social (Inamps). Com a nova Carta, a assistência médica e a farmacêutica passaram a ser direito social. O que essa diferença significa?


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização


(EF09HI24) Analisar as transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais, identificando questões prioritárias para a promoção da cidadania e dos valores democráticos.
EF09HI24RS-1) Discutir as mudanças ocorridas no Brasil e no Rio Grande do Sul de 1989 aos dias atuais em setores diversos (política, economia, cultura, comunicação, sociedade etc.), identificando as que são prioritárias para a cidadania e para os valores democráticos.
(EF09HI24RS-2) Identificar os avanços e os retrocessos na promoção da cidadania com direitos e garantias constitucionais.



Esta habilidade se refere a esclarecer e discutir as mudanças ocorridas no Brasil, de 1989 aos dias atuais, em setores diversos (política, economia, cultura, comunicação, sociedade etc.), identificando aquelas prioritárias à cidadania e aos valores democráticos. A habilidade trata de múltiplos temas em um espaço temporal extenso, onde, em meio a mudanças, persistiram problemas como desigualdades sociais, violências no campo, precariedade da saúde pública, baixo nível da educação etc. Houve avanços na promoção da cidadania com direitos e garantias constitucionais, entre elas: acesso à saúde e à educação; proteção à criança e ao adolescente, ao idoso e à maternidade; acesso a remédios gratuitos pelo SUS; gratuidade das certidões de nascimento e de óbito aos pobres; igualdade de gênero (homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações); liberdade religiosa, livre exercício dos cultos religiosos e proteção aos locais de culto; assistência jurídica integral e gratuita aos cidadãos sem recursos (Defensoria Pública); indenização em caso de erro judiciário e ao condenado que ficar preso além do tempo fixado na sentença; condenação pelo crime de racismo (inafiançável e imprescritível).
Na elaboração do currículo, pode-se considerar propor ao aluno vivências de cidadania, isto é, habilidades ou sugestões didáticas que estimulem a ação e participação do estudante. Pode-se propor discussões e projetos relativos à promoção da cidadania no contexto escolar: estamos assegurando que todos os colegas se expressem livremente e sejam escutados? As religiões de nossas famílias são respeitadas pelos colegas? O que podemos fazer para ajudar um colega com dificuldades no aprendizado? Como manter a sala de aula limpa? Por que é importante deixar o banheiro limpo e seco depois de usá-lo? A escola tem acesso para deficientes? O que podemos fazer para promover a cidadania na escola, no bairro ou na comunidade?


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização


(EF09HI25) Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da sociedade civil após 1989.
(EF09HI25RS-1) Reconhecer os diferentes agentes ou atores sociais que protagonizaram formas de associativismo na sociedade civil de 1989 aos dias atuais.

A habilidade se refere a reconhecer os diferentes agentes ou atores sociais que protagonizaram formas de associativismo na sociedade civil de 1989 aos dias atuais. A partir de 1990, os movimentos sociais populares de agendas diversas (de igualdade racial, igualdade de gênero, das pessoas com deficiência, dos sem-teto, sem-terra, em defesa dos índios etc.) se organizaram de forma mais institucional, ganhando maior visibilidade e atuação social.
Na elaboração do currículo, pode-se propor uma abordagem histórica dos movimentos sociais, da formação do MST (1984), dos Caras-Pintadas (1992), da Ação Cidadania contra a Miséria e pela Vida, do sociólogo Betinho (1993), do Grito dos Excluídos (1995) e daí se desdobrando em numerosas organizações com agendas diversas de reivindicações, entre elas, Movimento Mulheres Camponesas, Instituto da Mulher Negra, Uneafro Brasil, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Associação dos Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia, Frente de Luta pela Moradia (FLM) etc. O objeto de conhecimento envolve conceitos básicos, como o de sociedade civil, participação cidadã, responsabilidade social / compromisso social e desenvolvimento sustentável, cuja compreensão é fundamental para identificar as mudanças ocorridas na sociedade brasileira após a ditadura. Deve-se debater sobre o significado desses conceitos. O currículo local pode, ainda, prever visita a ONGs, redes de solidariedade, cooperativas e organizações do Terceiro Setor existentes na região para conhecer seu trabalho, seu alcance social e sua contribuição para as mudanças na sociedade.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização


(EF09HI26) Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas.
EF09HI26RS-1) Compreender e debater sobre as causas da violência contra populações marginalizadas, desenvolvendo o reconhecimento das diferenças, o exercício da empatia, do respeito e da tolerância ao outro.
(EF09HI26RS-2) Compreender o processo de mão de obra escravocrata e as suas consequências nas desigualdades raciais perceptíveis na atualidade.

Esta habilidade consiste em discutir as causas da violência contra populações marginalizadas e trabalhar com o reconhecimento das diferenças, com o exercício da empatia, do respeito e da tolerância ao outro. A habilidade retoma aprendizagens anteriores, como o legado da escravidão, racismo e desigualdades sociais, para explicar a origem histórica da violência às populações marginalizadas.
Na elaboração do currículo, pode-se considerar a possibilidade de discutir a violência contra populações marginalizadas a partir de situações concretas usando referências locais. É importante considerar que violência não é somente agressão física, mas também verbal, psicológica, sexual, moral, sentimental e até virtual, o chamado ciberbullying. Deve-se destacar os danos causados à pessoa por tais atos, que podem marcá-la pelo resto da vida. É importante refletir que a diferença não desqualifica uma pessoa, não desvalia e nem pressupõe hierarquias. Deve-se, ainda, avaliar que as desigualdades sociais e econômicas também constituem um tipo de violência. O etnocentrismo, a xenofobia, a escravidão, o fundamentalismo religioso também podem ser fatores de numerosas formas de violência. É fundamental criticar a banalização da violência e o sensacionalismo da mídia (na linguagem e nas imagens), que desvaloriza e descarta o ser humano, perpetuando a violência.


Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946


O processo de redemocratização
A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.)
A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais
Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira
A questão da violência contra populações marginalizadas
O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização


(EF09HI27) Relacionar aspectos das mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no Brasil a partir da década de 1990 ao papel do País no cenário internacional na era da globalização.
(EF09HI27RS-1) Perceber as influências da globalização nas mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no Brasil a partir da década de 1990 e compreender o papel do Brasil no cenário internacional.
(EF09HI27RS-2) Identificar que acontecimentos e mudanças do Brasil nas últimas décadas devem ser compreendidos sob uma dimensão para além das questões internas porque envolvem relações e interesses internacionais cada vez mais estreitos.

Esta habilidade se refere a perceber as influências da globalização nas mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no Brasil a partir da década de 1990, e compreender o papel do país no cenário internacional. A habilidade diz respeito a um contexto histórico recente, sobre o qual há controvérsias entre os especialistas em relações internacionais e que está sujeito a reviravoltas conjunturais que podem afetar a perspectiva histórica sobre a época. Nesse sentido, importa que o aluno perceba que acontecimentos e mudanças do Brasil nas últimas décadas devem ser compreendidos sob uma dimensão para além das questões internas porque envolvem relações e interesses internacionais cada vez mais estreitos.
Na elaboração do currículo, pode-se destacar os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) e de Lula da Silva-Dilma Rousseff (2003-2016), quando mudaram as diretrizes da política externa brasileira para adequar o país aos novos paradigmas impostos pela globalização e o neoliberalismo. O país priorizou uma atuação assertiva nos organismos multilaterais e ampliou sua influência na América do Sul. A política externa do governo FHC foi marcada pela adesão às normas internacionais, colaboração com os organismos internacionais e construção da governança global. Já os governos Lula-Rousseff diversificaram as relações internacionais como meio de fortalecer o poder de negociação do Brasil com os Estados Unidos e a Europa e nossa inserção internacional. Nesse sentido, fortaleceram-se as parcerias com a China, Rússia, Índia e África do Sul, bem como a integração com a América do Sul por meio do Mercosul e a criação da Unasul e do Conselho de Defesa Sul-Americano. É possível considerar um trabalho interdisciplinar com Geografia no estudo das relações internacionais do Brasil no mundo globalizado e das mudanças que ocorrem no cenário global nas últimas décadas.


A história recente


A Guerra Fria: confrontos de dois modelos políticos
A Revolução Chinesa e as tensões entre China e Rússia
A Revolução Cubana e as tensões entre Estados Unidos da América e Cuba


(EF09HI28) Identificar e analisar aspectos da Guerra Fria, seus principais conflitos e as tensões geopolíticas no interior dos blocos liderados por soviéticos e estadunidenses.
(EF09HI28RS-1) Identificar os blocos da Guerra Fria e a participação das potências (EUA e URSS) nesse duelo ideológico.
(EF09HI28RS-2) Analisar a guerra armamentista, a luta pela exploração espacial e a luta por zonas de influência como características do período da Guerra Fria.
(EF09HI28RS-3) Compreender como as tensões da Guerra Fria refletiram no cenário político e cultural brasileiro da época.


A habilidade diz respeito a identificar os blocos da Guerra Fria e a participação das potências (EUA e URSS) nesse duelo ideológico. Deve-se explicar a guerra armamentista, a luta pela exploração espacial e a luta por zonas de influência como características do período. Além disso, é importante destacar as revoluções Chinesa e a Cubana, que desafiaram as potências líderes da época, Rússia e Estados Unidos, mostrando que a hegemonia soviética e americana nem sempre foi total.
Na elaboração do currículo, para uma compreensão mais abrangente da Guerra Fria, sugere-se a pesquisa, pelo aluno, de diferentes fatos ocorridos no período. Pode-se analisar filmes e/ou super-heróis de histórias em quadrinhos (Super-Homem, Mulher Maravilha, Capitão América) que promoveram o ideário norte-americano na luta contra o comunismo. É importante, ainda, romper a ideia de que os Estados Unidos eram/são favoráveis às democracias, investigando situações contraditórias, como o apoio às ditaduras da Arábia Saudita, Portugal, Cuba e Nicarágua, e as deposições dos governos democráticos da Venezuela, Guatemala e Chile. Além disso, pode-se pensar em como as tensões da Guerra Fria refletiram-se no cenário político brasileiro da época.


A história recente


As experiências ditatoriais na América Latina


(EF09HI29) Descrever e analisar as experiências ditatoriais na América Latina, seus procedimentos e vínculos com o poder, em nível nacional e internacional, e a atuação de movimentos de contestação às ditaduras.
(EF09HI29RS-1) Compreender as ocorrências de ditaduras na América Latina no período da Guerra Fria.
(EF09HI29RS-2) Reconhecer a ação dos diferentes agentes históricos no período correspondente aos regimes ditatoriais.
(EF09HI29RS-3) Compor uma visão integrada e cronológica dos acontecimentos da Guerra Fria nos contextos da História do Brasil e do

Mundo.


Esta habilidade consiste em analisar as ocorrências de ditaduras na América Latina no período da Guerra Fria, como resultado de interferências da política norte-americana na região sob o pretexto de combate ao comunismo. A habilidade abrange toda a complexidade do processo político-institucional latino-americano do período, onde se sucederam governos e regimes ditatoriais e democráticos, golpes e contragolpes. Deve-se destacar os movimentos de resistência às ditaduras que mobilizaram uma geração de jovens militantes, como os Tupamaros, no Uruguai; os Montoneros e o ERP (Exército Revolucionário do Povo), na Argentina; o MIR (Movimento de Esquerda Revolucionário), do Chile; as FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN (Exército de Libertação Nacional), da Colômbia – estas últimas ainda em atuação.

Na elaboração do currículo, pode-se propor ao aluno pesquisar sobre as ditaduras e os golpes na América Latina no período de 1945 a 1990, que permita traçar uma visão integrada e cronológica dos acontecimentos no contexto da Guerra Fria. Deve-se observar que foi no período de 1960 a 1980 que a América Latina esteve basicamente dominada por regimes ditatoriais militares, onde são exemplos: Paraguai (Alfredo Stroessner, 1954-1989), Argentina (Rafael Videla, 1976-1981), Chile (Augusto Pinochet, 1973-1990), Peru (Velasco Alvarado, 1968-1975), Uruguai (1973-1985), Bolívia (1964-1982) e Brasil (1964-1985). É importante compreender que as elites agrárias e empresários capitalistas latino-americanos se aliaram ao capital estadunidense para se firmarem e consolidarem no poder. Pode-se, ainda, identificar a conexão das organizações guerrilheiras contrárias às ditaduras com a vitória da Revolução Cubana, que serviu de inspiração aos movimentos de contestação. Exemplo disso foi a resistência dos mineiros bolivianos contra a ditadura militar de René Barrientos, que contou com o apoio da guerrilha de Che Guevara, culminando com o massacre de “Siglo XX”, com centenas de mineiros mortos e a captura e assassinato de Che Guevara (1967).




A história recente


As experiências ditatoriais na América Latina


(EF09HI30) Comparar as características dos regimes ditatoriais latino-americanos, com especial atenção para a censura política, a opressão e o uso da força, bem como para as reformas econômicas e sociais e seus impactos.

(EF09HI30RS-1) Comparar os regimes ditatoriais latino- americanos naquilo que eles têm em comum (censura à imprensa, opressão e uso da força contra opositores) e no que se diferenciam, em especial na

política econômica adotada.
(EF09HI30RS-2) Identificar que os regimes políticos, mesmo osditatoriais, têm diferenças que devem ser consideradas.


Esta habilidade se refere a comparar os regimes ditatoriais latino-americanos naquilo que eles têm em comum (censura à imprensa, opressão e uso da força contra opositores) e no que se diferenciam, em especial na política econômica adotada. Trata-se de uma habilidade complexa, que, como a anterior (EF09HI29), abrange o amplo e diverso processo político latino-americano. Para essa faixa etária, interessa perceber que os regimes políticos, mesmo ditatoriais, têm diferenças que devem ser consideradas. Os golpes militares de Juan Velasco (Peru, 1968) e Ovando Candia (Bolívia, 1968), nacionalistas e populistas, diferiam em muito dos regimes repressivos de Augusto Pinochet (Chile, 1973-1990) e de Rafael Videla (Argentina, 1976-1981).

O conceito de ditadura não pode ser generalizado e, sim, contextualizado. Assim, não foram iguais a ditadura de Alfredo Stroessner (Paraguai, 1954-1889) e a de Juan Velasco (Peru, 1968-1975) — a primeira ditadura militar no continente a promover uma considerável reforma agrária e a nacionalizar empresas petrolíferas estadunidenses. Há, contudo, alguns pontos em comum nos regimes militares: dissolução das instituições representativas, falência dos partidos políticos tradicionais, militarização da vida política e social em geral e a justificativa, sob a égide da Guerra Fria, que a democracia era “incapaz de conter o comunismo”.


Na elaboração do currículo, pode-se propor o debate sobre o conceito de golpe de Estado, militar com objetivos políticos, e o “golpe branco”, não-militar, que usa a mídia para deslegitimar o governo junto ao povo. Pode-se, ainda, relacionar as ditaduras com a Operação Condor, sob direção dos Estados Unidos.


A história recente


Os processos de descolonização na África e na Ásia


(EF09HI31) Descrever e avaliar os processos de descolonização na África e na Ásia.
(EF09HI31RS-1) Analisar e relatar as formas como países africanos e asiáticos se separaram de suas metrópoles após a Segunda Guerra Mundial.
(EF09HI31RS-2) Refletir sobre o significado do termo “descolonização”, comumente usado pelos autores, e não o termo “independência” para se referir ao processo separatista das colônias africanas.
(EF09HI31RS-3) Relacionar as guerras de independências africanas ao contexto da Guerra Fria e aos interesses internacionais na exploração dos recursos minerais e petrolíferos existentes no continente africano, avaliando o caso do Congo.
(EF09HI31RS-4) Refletir sobre o regime segregacionista do apartheid, na África do Sul, e reconhecer o movimento liderado por Nelson Mandela.
(EF09HI31RS-5) Refletir sobre as diferenças entre segregação, discriminação e preconceito racial.


Esta habilidade diz respeito a analisar as formas como países africanos e asiáticos se separaram de suas metrópoles após a Segunda Guerra Mundial e em que medida o contexto da Guerra Fria interferiu nesse processo. As independências africanas desdobraram-se, em alguns casos, em guerras contra a metrópole, como foi o caso da Argélia (1954-1962), do Congo (1960-1963), de Moçambique (1964-1974) e de Angola (1961-1974, seguida de uma guerra civil). Já na África do Sul, o movimento de libertação foi interno, contra o regime de apartheid implantado no país em 1948. Na Ásia, vale destacar a independência da Índia, do Paquistão e do Vietnã e, no Oriente Médio, a do Líbano e da Síria. A habilidade pode ser desenvolvida a partir do que foi trabalhado na habilidade (EF09HI14).
Na elaboração do currículo, pode-se propor a reflexão do significado do termo “descolonização”, comumente usado pelos autores. Por que não se usa o termo “independência” para se referir ao processo separatista das colônias africanas, tal como é usado para as colônias da América? Pode-se relacionar as guerras de independências africanas ao contexto da Guerra Fria e aos interesses internacionais na exploração dos recursos minerais e petrolíferos existentes no continente africano avaliando o caso do Congo. O regime do apartheid na África do Sul, vigente entre 1948 e 1994, permite refletir sobre as diferenças entre segregação, discriminação e preconceito racial. É relevante destacar o papel de Nelson Mandela e Desmond Tutu na luta contra o apartheid.


A história recente


O fim da Guerra Fria e o processo de globalização
Políticas econômicas na América Latina


(EF09HI32) Analisar mudanças e permanências associadas ao processo de globalização, considerando os argumentos dos movimentos críticos às políticas globais.
(EF09HI32RS-1) Identificar mudanças e permanências dentro do processo de globalização, iniciado nos anos 1980, em que os mercados mundiais formam uma aldeia global.
(EF09HI32RS-2) Analisar a conjuntura socioeconômica mundial quanto às perspectivas do mundo do trabalho, do desenvolvimento humano, do meio ambiente e da prosperidade.
(EF09HI32RS-3) Reconhecer o novo cenário geopolítico de disputas de poder e hegemonia econômica global.
(EF09HI32RS-4) Analisar a revolução tecnológica e a liberalização dos mercados.

A habilidade consiste em identificar e analisar mudanças e permanências dentro do processo de globalização, iniciado nos anos 1980, onde os mercados mundiais formam uma aldeia global. O comércio não é mais feito por um país ou potência, mas por blocos regionais, fortalecendo a interdependência econômica entre os países, mas, por outro lado, deixando-os sob o risco da crise em um país abalar toda a cadeia de países interligados. Outras críticas às políticas globais dizem respeito aos custos humanos e ambientais do processo, a partilha desigual dos benefícios, a insegurança no trabalho e consequente desemprego, a perda da autonomia dos governos, a especulação financeira mundial etc. A integração econômica global foi acompanhada de outros dois processos integrados e simultâneos: a revolução tecnológica e a liberalização dos mercados – ambos serão desenvolvidos nas habilidades seguintes: (EF09HI33) e (EF09HI34).
Na elaboração do currículo, é possível propor ao aluno comparar os principais blocos econômicos e seus países membros: o que negociam, com quem negociam, quais as regras de entrada em um bloco econômico e quais os benefícios para os países. O tema da globalização está articulado ao neoliberalismo adotado no fim dos anos 1970 pelos governos Margareth Thatcher (1979-1990, Reino Unido) e Ronald Reagan (1981-1989, Estados Unidos) e depois por outros países da Europa ocidental. O que preconizava o neoliberalismo e o que ele significou para as populações dos países que os adotaram? É importante considerar novos cenários da globalização com a abertura econômica da China comunista e sua entrada no mercado ocidental e, a partir de 1990, dos países da Europa central e oriental que, com o colapso do bloco soviético, passaram a participar da economia de mercado. O trabalho interdisciplinar com Geografia contribui para aprofundar o tema. Seria interessante, ainda, pesquisar os protestos antiglobalização ocorridos em Seattle em 1999 e nos encontros do G8, em que manifestantes de todo o mundo representavam interesses distintos com motivações ambientalistas, anticapitalistas ou humanitárias.


A história recente


O fim da Guerra Fria e o processo de globalização
Políticas econômicas na América Latina


(EF09HI33) Analisar as transformações nas relações políticas locais e globais geradas pelo desenvolvimento das tecnologias digitais de informação e comunicação.
(EF09HI33RS-1) Identificar e avaliar o alcance dos avanços nas tecnologias de informação e comunicação (TICs), que, junto com os transportes, dinamizaram as transações internacionais, movimentando com rapidez grandes recursos financeiros e materiais.
(EF09HI33RS-2) Analisar o comportamento das sociedades contemporâneas frente ao consumo, estimulado pelas inovações tecnológicas, percebendo o impacto ambiental e suas decorrências na organização das nações.

A habilidade diz respeito a identificar e avaliar o alcance dos avanços nas tecnologias de informação e comunicação (TICs) que, junto com os transportes, dinamizaram as transações internacionais, movimentando com rapidez grandes recursos financeiros, pessoas, materiais e informações.
Na elaboração do currículo, pode-se considerar inserir o avanço da tecnologia em outras áreas: a pesquisa e criação de novos materiais (cerâmicas industriais, materiais compostos, fibras óticas etc.), inteligência artificial, robôs industriais, engenharia genética, prevenção de doenças etc. O tema permite um trabalho interdisciplinar com Geografia e Ciências. Outra possibilidade é discutir o consumo desenfreado das novidades tecnológicas com a contínua busca por modelos novos e suas consequências para o meio ambiente, com o desperdício de materiais, recursos naturais e de energia. Qual o custo social da produção de um novo aparelho e do descarte de um seminovo? O que fazer com o lixo eletrônico que se avoluma a cada dia? O que é consumo consciente?


A história recente


O fim da Guerra Fria e o processo de globalização
Políticas econômicas na América Latina


(EF09HI34) Discutir as motivações da adoção de diferentes políticas econômicas na América Latina, assim como seus impactos sociais nos países da região.
(EF09HI34RS-1) Compreender e debater o fato de que a adoção do neoliberalismo não seguiu a mesma lógica em toda América Latina, por conta de movimentos populares que se opuseram à abertura comercial, às privatizações e à flexibilização dos direitos trabalhistas.

Esta habilidade se refere a compreender que a adoção do neoliberalismo – em que o Chile de Augusto Pinochet foi pioneiro – não seguiu a mesma lógica em toda a América Latina, inclusive por conta de movimentos populares que se opuseram à abertura comercial, às privatizações e à flexibilização dos direitos trabalhistas. Alguns países adotaram medidas neodesenvolvimentistas, que, contudo, não romperam com o neoliberalismo. Deve-se destacar que os investimentos na América Latina provêm do capital financeiro internacional para exploração dos recursos naturais, sobretudo no setor agromineral, perpetuando, dessa forma, a posição dos países latino-americanos como fornecedores de matérias-primas.
Na elaboração do currículo, pode-se propor analisar e comparar comentários de economistas e jornalistas especialistas publicados em jornais e revistas de grande veiculação. É possível, ainda, comparar com os dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) medido anualmente pela ONU e publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O site oficial da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) publica anualmente um balanço dos resultados econômicos dos países latino-americanos. Pode-se coletar dados buscando reconhecer avanços e recuos nas desigualdades sociais, no acesso à educação, no padrão de vida e na saúde.


A história recente


Os conflitos do século XXI e a questão do terrorismo
Pluralidades e diversidades identitárias na atualidade
As pautas dos povos indígenas no século XXI e suas formas de inserção no debate local, regional, nacional e internacional


(EF09HI35) Analisar os aspectos relacionados ao fenômeno do terrorismo na contemporaneidade, incluindo os movimentos migratórios e os choques entre diferentes grupos e culturas.
(EF09HI35RS-1) Identificar os movimentos terroristas mundiais, relacionando o aumento da violência em certas áreas do Globo como uma manifestação das mudanças geopolíticas regionais, surgimento de ideais de intolerância religiosa e manifestação de poder de grupos armados.
(EF09HI35RS-2) Compreender e desvincular a religião muçulmana das ações terroristas, reconhecendo que o fundamentalismo não é parte unicamente do islamismo.
(EF09HI35RS-3) Pesquisar e analisar as organizações fundamentalistas mais atuantes no século XXI, como o Taliban, a Al Qaeda, o ISIS, o Boko Haram e o Hamas, para identificar sua origem, objetivos e ações.
(EF09HI35RS-4) Identificar a relação entre essas organizações terroristas e o processo de globalização.
EF09HI35RS-5) Analisar criticamente como os grupos terroristas se fazem valer das redes sociais para difundir seus discursos de ódio e recrutar jovens para suas milícias.

Esta habilidade se refere a identificar os movimentos terroristas mundiais, relacionando o aumento das violências em certas áreas do globo como uma manifestação das mudanças geopolíticas regionais, surgimento de ideias de intolerância religiosa e manifestação de poder de grupos armados, que não participam do mundo globalizado. É importante desvincular a religião muçulmana das ações terroristas, destacando que o fundamentalismo não é parte do islamismo, afinal, há grupos fundamentalistas em todas as religiões.
Na elaboração do currículo, pode-se pesquisar sobre as organizações fundamentalistas mais atuantes no século XXI, como Taliban, Al Qaeda, ISIS (Estado Islâmico), Boko Haram e Hamas, para identificar sua origem, objetivos e ações. Por que essas organizações têm como alvo principal os Estados Unidos? Qual a relação entre essas organizações terroristas e o processo de globalização? Uma fonte de pesquisa é o instituto australiano Institute for Economics & Peace, que, desde 2012, publica o Índice Global de Terrorismo, um estudo detalhado que informa números e dados inéditos sobre a atuação de organizações terroristas ao redor do globo.


A história recente


Os conflitos do século XXI e a questão do terrorismo
Pluralidades e diversidades identitárias na atualidade
As pautas dos povos indígenas no século XXI e suas formas de inserção no debate local, regional, nacional e internacional


(EF09HI36) Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.
(EF09HI36RS-1) Reconhecer o pluralismo identitário existente nas distintas civilizações e os seus estratos sociais, considerando a importância do respeito a diversidade e a expressão cultural.
(EF09HI36RS-2) Identificar e analisar na historicidade das sociedades a importância de preservar e garantir valores que promovam o desenvolvimento humano através das garantias estabelecidas pela Declaração dos Direitos Humanos.
(EF09HI36RS-3) Valorizar a dignidade humana, respeitando as minorias étnicas, culturais e com deficiências.

A habilidade consiste em reconhecer os movimentos identitários, urbanos ou rurais, formados por segmentos sociais excluídos pertencentes às camadas populares (mas não exclusivamente), que podem incluir mulheres, afrodescendentes, indígenas, grupos geracionais (jovens, idosos), deficientes, seguidores de uma determinada religião etc., que lutam por direitos sociais, culturais, melhores condições de vida, acesso à terra, moradia, serviços públicos, reconhecimento e visibilidade social. A dimensão desses movimentos pode ser observada no Fórum Social Mundial, que anualmente reúne movimentos sociais de muitos continentes com o objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global.
Na elaboração do currículo, pode-se propor pesquisar sobre alguns movimentos sociais da América Latina, como os Piqueteiros da Argentina, os Cocaleiros da Bolívia e Peru, os Zapatistas do México, e a Revolução dos Pinguins, que reuniu estudantes secundaristas do Chile. Pode-se, ainda, pesquisar sobre os movimentos indígenas na América Latina (Bolívia, Equador, Guatemala, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México), que lutam pela defesa e promoção dos direitos territoriais e da autodeterminação dos povos indígenas.






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