O passado colonial visto pelo dasp: a história Administrativa do Brasil



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ANPUH – XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Fortaleza, 2009. 

O passado colonial visto pelo DASP: A História Administrativa do Brasil  

Fernando V. Aguiar Ribeiro

*

 

 



 

 

Em 1956 é iniciada a publicação da Coleção História Administrativa do Brasil



Coordenada por Vicente Tapajós e editada pelo Setor de Documentação do Departamento 

Administrativo do Serviço Público (DASP), tinha como objetivo a reflexão da história 

administrativa e dar embasamento para as reformas iniciadas no governo Vargas. No prefácio 

da coleção, Vicente Tapajós proclama a necessidade de se escrever uma “história definitiva” 

sobre a administração brasileira visto que Varnhagen, em sua História Geral do Brasil, “não 

fez a História do Brasil propriamente dita, apenas apresentou os fatos, elucidou problemas, 

abriu luz em muitos caminhos obscuros, criou, enfim, os alicerces sobre os quais repousa – ou 

repousará – a verdadeira e completa História do Brasil.”

1

  

 



A coleção foi escrita por professores do Colégio Pedro II, entre os quais Hélio de 

Alcântara Avellar, Alfredo D'Escragnolle Taunay e João Alfredo Libânio Guedes, além do 

próprio Vicente Tapajós. O primeiro volume, dividido em 2 tomos, aborda as Preliminares 

Européias e a Administração Manuelina, o segundo A política administrativa de D. João III, o 

terceiro a União Ibérica, o quarto Da Restauração a D. João V e o quinto versa sobre a 

Administração Pombalina. 

 

Apesar da coleção ser escrita por vários colaboradores, é válido interpretá-la 



primeiramente em seu conjunto, a fim de verificar quais as intenções e objetivos da obra, bem 

como quais referências bibliográficas utiliza.  

 

De maneira geral, a obra pouco difere da História Administrativa de Max Fleiuss. Na  



Revista do Serviço Público de 1955, é publicado um editorial sobre a necessidade de se 

escrever uma História Administrativa do Brasil. Inicia o editorial com a idéia de que 

 

uma série de reformas, no terreno da Administração Pública, verificou-se de 1936

2

 

para cá, no Brasil. (...) Impunha-se, portanto, a feitura de uma ‘História 

Administrativa do Brasil’. É verdade que, da República para cá tivemos vários 

ensaios e pequenos estudos neste particular. Mesmo sem citar outros, podemos 

apontar Max Fleiuss, Basílio de Magalhães e Almir de Andrade, que nos deram 

                                                 

*

  mestrando em História Econômica FFLCH/USP fvribeiro@usp.br 



1

  Vicente Tapajós. Prefácio. In: Vicente Tapajós (org.). História Administrativa do Brasil. Rio de Janeiro: 

Imprensa Nacional, 1956, vol. 1, p. 16. 

2

  Nesse ano é criado o Conselho Federal do Serviço Público Civil (CFSPC) pela lei no. 284 do mesmo ano. 



Em 1938 esse conselho tem sua denominação alterada para Departamento Administrativo do Serviço Público 

(DASP). Mesmo anterior à oficialização do DASP, o ano de 1936 é considerado o início das reformas 

administrativas realizadas por Vargas. 




ANPUH – XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Fortaleza, 2009. 

roteiros cronológicos da vida administrativa da nossa nacionalidade. Mas, em 

verdade se diga, todos estes pequenos estudos se isolam em fragmentos e fatos 

parciais, sem a necessária amplitude que permita conhecer as particularidades dos 




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