O livro de Urântia



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II. Deus

(3.14)


 

0:2.1


 As criaturas mortais em evolução possuem uma necessidade irresistível de

simbolizar os seus conceitos finitos de Deus. A consciência que o homem possui do dever

moral e o seu idealismo espiritual representam um nível de valores — uma realidade

experiencial — difícil de simbolizar.

(3.15)

 

0:2.2



 A consciência cósmica implica o reconhecimento de uma Causa Primeira, a

realidade una e única não-causada. Deus, o Pai Universal, funciona em três níveis de

personalidade-Deidade, de valor subinfinito e de expressão relativa de divindade.

(3.16)


 

0:2.3


 1. Pré-pessoal — como na ministração dos fragmentos do Pai, tais como os

Ajustadores do Pensamento.

(3.17)

 

0:2.4



 2. Pessoal — como na experiência evolucionária dos seres criados e

procriados.

(3.18)

 

0:2.5



 3. Suprapessoal — como nas existências manifestadas de certos seres absonitos

e semelhantes.

(3.19)

 

0:2.6



 DEUS é uma palavra-símbolo que designa todas as personalizações da Deidade. O

termo requer uma definição diferente para cada nível pessoal de função da Deidade e deve,

ainda, futuramente, ser redefinido dentro de cada um desses níveis, pois esse termo pode ser

usado para designar as personalizações diversas, coordenadas e subordinadas, da Deidade,




como por exemplo: os Filhos Criadores do Paraíso — os pais dos universos locais.

(4.1)


 

0:2.7


 O termo Deus, do modo como o usamos, pode ser compreendido:

(4.2)


 

0:2.8


 Por designação — como Deus, o Pai.

(4.3)


 

0:2.9


 Pelo contexto — como quando é usado na argumentação a respeito de uma

associação de deidades ou um nível da deidade. Quando houver dúvida sobre a

interpretação exata da palavra Deus, seria aconselhável referirmo-nos à pessoa do Pai

Universal.

(4.4)

 

0:2.10



 O termo Deus sempre denota personalidade. Deidade pode referir-se, ou não, às

personalidades da divindade.

(4.5)

 

0:2.11



 A palavra DEUS é usada, nestes documentos, com os significados que se seguem.

(4.6)


 

0:2.12


 1. Deus, o Pai — Criador, Controlador e Sustentador. O Pai Universal, a

Primeira Pessoa da Deidade.

(4.7)

 

0:2.13



 2. Deus, o Filho — Criador Coordenado, Controlador do Espírito e

Administrador Espiritual. O Filho Eterno, a Segunda Pessoa da Deidade.

(4.8)

 

0:2.14



 3. Deus, o Espírito — Agente Conjunto, Integrador Universal e Outorgador da

Mente. O Espírito Infinito, a Terceira Pessoa da Deidade.

(4.9)

 

0:2.15



 4. Deus, o Supremo — o Deus do tempo e do espaço, em factualização e em

evolução. A Deidade Pessoal que associativamente alcança a realização experiencial da

identidade criatura-Criador no tempo-espaço. O Ser Supremo está pessoalmente

experienciando a realização da unidade da Deidade, como o Deus evolutivo e

experiencial das criaturas evolucionárias do tempo e do espaço.

(4.10)


 

0:2.16


 5. Deus, o Sétuplo — é a personalidade da Deidade, funcionando de modo

factual em todos os lugares, no tempo e no espaço. São as Deidades pessoais do Paraíso

e os seus coligados criadores, funcionando dentro e além das fronteiras do universo

central e que estão personalizando o poder como Ser Supremo, no primeiro nível da

criatura, para a revelação unificadora da Deidade, no tempo e no espaço. Esse nível, o

grande universo, é a esfera na qual as personalidades do Paraíso fazem a sua descensão,

no tempo-espaço, em associação recíproca com a ascensão, no espaço e no tempo, das

criaturas evolucionárias.

(4.11)

 

0:2.17



 6. Deus, o Último — o Deus em processamento corrente, do supratempo e do

espaço transcendido. O segundo nível experiencial de manifestação da Deidade

unificadora. Deus, o Último, implica a realização adquirida dos valores sintetizados



absonitos-suprapessoais, dos valores de espaço e tempo transcendidos e dos valores

experienciais em processamento (factualizados), coordenados nos níveis criadores finais

da realidade da Deidade.

(4.12)


 

0:2.18


 7. Deus, o Absoluto — o Deus que se experiencializa, dos valores

suprapessoais transcendidos e dos significados da divindade, tornando-se agora

existencial como o Absoluto da Deidade. Este é o terceiro nível da expressão e da

expansão da Deidade unificadora. Neste nível supracriador, a Deidade experiencia a

exaustão do potencial personalizável, encontra Sua completude de divindade, passando

pelo esvaziamento da capacidade da revelação de Si nos níveis sucessivos e

progressivos de personalização-no-outro. A Deidade agora alcança o Absoluto

Inqualificável, impinge-se nele, encontra-se nele e com ele experiencia a identidade.



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