O livro de Urântia


 Os Primeiros Seres Humanos



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O Livro de Urantia - Urantia Foundation Staff
5. Os Primeiros Seres Humanos

(707.7)


 

62:5.1


 Do ano 1934 d.C. até o nascimento dos dois primeiros seres humanos, contam-se

exatamente 993 419 anos.

(707.8)

 

62:5.2



 Esses dois seres notáveis eram verdadeiros seres humanos. Possuíam polegares

humanos perfeitos, como os tiveram muitos dos seus ancestrais, e tinham pés tão perfeitos

quanto os das raças humanas atuais. Eles andavam e corriam na vertical, não eram trepadores;

a função de agarrar com o dedo grande do pé havia desaparecido completamente. Quando o

perigo os levava aos topos das árvores, eles subiam exatamente como os humanos de hoje o

fariam. Eles escalariam um tronco de uma árvore como um urso, não como fariam o chipanzé

ou o gorila, pendurando-se e pulando nos galhos.

(708.1)


 

62:5.3


 Esses primeiros seres humanos (e os descendentes deles) alcançavam plena

maturidade aos doze anos de idade e possuíam um potencial de longevidade de cerca de

setenta e cinco anos.

(708.2)


 

62:5.4


 Muitas emoções novas logo surgiram nesses humanos gêmeos. Eles experimentaram

a admiração por objetos, tanto quanto por outros seres, e demonstraram ter uma vaidade

considerável. Mas o avanço mais notável no desenvolvimento emocional foi o aparecimento

súbito de um grupo novo de sentimentos realmente humanos, do grupo da adoração,

abrangendo o respeito, a reverência, a humildade e até mesmo uma forma primitiva de

gratidão. O medo, somado à ignorância quanto aos fenômenos naturais, estava para dar

nascimento à religião primitiva.

(708.3)


 

62:5.5


 Não apenas tais sentimentos humanos manifestaram-se nesses humanos primitivos,

mas muitos sentimentos mais altamente evoluídos estiveram também presentes, nas suas

formas rudimentares. Eles eram levemente conhecedores da piedade, da vergonha e da

reprovação, bem como conscientes de um modo mais acentuado do amor, ódio e vingança,

estando também acentuadamente susceptíveis ao sentimento do ciúme.

(708.4)


 

62:5.6


 Esses primeiros seres humanos — os gêmeos — foram uma grande provação para

os seus progenitores primatas. Eles eram tão curiosos e aventureiros que quase perderam as

suas vidas, em várias ocasiões, antes dos seus oito anos de idade. E, como não podia deixar

de ser, eles estavam já bastante marcados com cicatrizes, na época em que tinham doze anos.

(708.5)

 

62:5.7



 Muito cedo aprenderam a comunicação verbal; na idade de dez anos já haviam

criado e aperfeiçoado uma linguagem de sinais e de palavras de quase cinqüenta idéias e




haviam aperfeiçoado, em muito, e expandido a técnica de comunicação primitiva dos seus

ancestrais. Todavia, por mais que tentassem, eles não foram capazes de ensinar, aos seus

progenitores, senão umas poucas palavras, sinais e símbolos novos.

(708.6)


 

62:5.8


 Quando tinham cerca de nove anos de idade, e passeavam rio abaixo, em um dia

luminoso, eles tiveram um relacionamento memorável. Todas as inteligências celestes

estacionadas em Urântia, incluindo eu próprio, estavam presentes como observadoras das

transações desse encontro amoroso ao meio-dia. Nesse dia memorável, eles chegaram ao

entendimento de viverem juntos, um para o outro, e essa foi a primeira de uma série desses

acordos, que finalmente culminou na decisão de partir, abandonando os seus semelhantes

animais inferiores, indo na direção norte, mal sabendo que estavam assim fundando a raça

humana.


(708.7)

 

62:5.9



 Embora estivéssemos todos grandemente preocupados com o que aqueles dois

pequenos selvagens estavam planejando, nós éramos impotentes para controlar o trabalho das

suas mentes; nós não influenciamos — nem poderíamos influenciar — arbitrariamente as suas

decisões; todavia, dentro dos limites permissíveis da função planetária, nós, os Portadores da

Vida, junto com os nossos colaboradores, todos conspiramos para conduzir os gêmeos

humanos para o norte e para muito distante do seu povo peludo e ainda parcialmente habitante

das árvores. E assim, em razão da escolha da própria inteligência deles, os gêmeos migraram

e, devido à nossa supervisão, eles migraram em direção ao norte, para uma região apartada,

onde escaparam da possibilidade da degradação biológica, que viria, caso se miscigenassem

com os seus parentes inferiores das tribos primatas.

(708.8)

 

62:5.10



 Pouco antes da partida do seu lar na floresta, eles perderam a sua mãe em um

ataque dos gibãos. Ainda que não possuísse a inteligência deles, ela tinha um afeto mamífero

condigno e de uma ordem elevada pelos seus filhos e, destemidamente, deu a sua vida na

tentativa de salvar o maravilhoso par. E o seu sacrifício não foi em vão, pois ela conteve os

inimigos até que o pai chegasse com reforços para pôr os invasores a correr.

(709.1)


 

62:5.11


 Logo depois, esse jovem casal abandonou os seus companheiros para fundar a

raça humana; o seu pai primata ficou desconsolado — e com o coração despedaçado.

Recusava-se a comer, mesmo quando a comida era trazida a ele pelos seus outros filhos.

Tendo perdido a sua brilhante progênie, a vida já não parecia digna de ser vivida entre os seus

semelhantes comuns; assim, ele vagou pela floresta e foi atacado por gibões hostis, sendo

golpeado até a morte.




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