O livro de Urântia


 Os Mamíferos Precursores do Homem



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2. Os Mamíferos Precursores do Homem

(703.5)


 

62:2.1


 Há pouco mais de um milhão de anos, os mamíferos precursores da Mesopotâmia,

os descendentes diretos dos tipos lemurianos de mamíferos placentários norte-americanos,



subitamente apareceram. Eles eram pequenas criaturas bastante ativas, de quase um metro de

altura; e, se bem que não andassem habitualmente com as suas duas pernas traseiras, eles

podiam facilmente permanecer eretos. Eram peludos e ágeis, e chilreavam à moda dos

macacos; mas, diferentemente dos símios, eram carnívoros. Tinham um polegar primitivo

opositivo, bem como um grande dedo do pé altamente útil para agarrar. Desse ponto em

diante, as espécies pré-humanas desenvolveram sucessivamente o polegar opositivo, na

medida em que perderam progressivamente o poder de agarrar do grande dedo do pé. As

tribos posteriores de macacos mantiveram a capacidade preênsil do dedo grande do pé, mas

nunca desenvolveram o tipo humano de polegar.

(704.1)


 

62:2.2


 Esses mamíferos precursores atingiam o crescimento pleno aos três ou quatro anos

de idade, tendo uma longevidade potencial média de cerca de vinte anos. Em geral a sua

progênie constituía-se de um único filho, embora gêmeos também nascessem ocasionalmente.

(704.2)


 

62:2.3


 Os membros dessa nova espécie tinham os maiores cérebros, em relação ao seu

tamanho, entre todos os animais que haviam até então existido na Terra. Eles experimentaram

muitas emoções e compartilhavam numerosos instintos, que, mais tarde, caracterizaram os

homens primitivos; sendo altamente curiosos e demonstrando uma alegria considerável quando

tinham êxito em qualquer ação. O apetite pelos alimentos e o desejo sexual eram bem

desenvolvidos, e uma seleção sexual bem definida era manifestada em uma forma tosca de

cortejo e de escolha dos companheiros. Eles lutariam ferozmente em defesa dos seus

companheiros e eram bastante ternos nas associações de família, possuindo um senso de

abnegação e de humildade que beirava a vergonha e o remorso. Eles eram muito afetivos e

leais em relação aos seus parceiros, e de um modo tocante; mas, caso as circunstâncias os

separassem, eles escolheriam novos parceiros.

(704.3)


 

62:2.4


 De estatura pequena e mentes aguçadas para avaliar os perigos do seu habitat na

floresta, eles desenvolveram um medo extraordinário que os levou àquelas sábias medidas de

precaução que contribuíram tão enormemente para a sua sobrevivência, tais como a

construção de toscos abrigos que faziam nos topos altos das árvores, o que eliminava muitos

dos perigos da vida no nível do solo. O começo das tendências para o medo, que a

humanidade possui, data bem especificamente desses dias.

(704.4)

 

62:2.5



 Esses mamíferos precursores desenvolveram um espírito tribal como nunca antes

existira. Eles eram, de fato, altamente gregários, sendo, no entanto, excessivamente agressivos,

quando de algum modo perturbados nas buscas comuns da sua vida rotineira, e demonstravam

temperamentos furiosos se a sua raiva fosse totalmente despertada. As suas naturezas

belicosas, contudo, serviram a um bom propósito; grupos superiores não hesitavam em fazer

guerra aos seus vizinhos inferiores e, assim, por meio da sobrevivência seletiva, a espécie foi




melhorada progressivamente. Muito cedo, esses lêmures dominaram a vida das criaturas

menores dessa região, e pouquíssimas das tribos mais antigas de símios não carnívoros

sobreviveram.

(704.5)


 

62:2.6


 Esses agressivos pequenos animais multiplicaram-se e espalharam-se pela

península da Mesopotâmia durante mais de mil anos, aperfeiçoando-se constantemente em tipo

físico e inteligência em geral. Exatamente setenta gerações depois que essa nova tribo havia

sido originada do mais elevado tipo de ancestral lemuriano, chegou a próxima época de

desenvolvimento — a súbita diferenciação dos ancestrais nesse novo passo vital de evolução

dos seres humanos de Urântia.





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