O livro de Urântia


 O Estágio Recente de Inundações



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2. O Estágio Recente de Inundações

A Idade dos Mamíferos Avançados

(694.7)


 

61:2.1


 Este período ficou caracterizado por uma evolução rápida e favorecida dos

mamíferos placentários, a forma mais adiantada de vida mamífera desenvolvida durante essa

época.

(694.8)


 

61:2.2


 Embora os primeiros mamíferos placentários hajam-se originado de ancestrais

carnívoros, ramificações herbívoras logo se desenvolveram e, em breve, as famílias dos

mamíferos onívoros também surgiram. As angiospermas eram o alimento principal dos

mamíferos os quais rapidamente cresciam em número; a flora terrestre moderna, incluindo a

maioria das plantas e árvores atuais, aparecera durante épocas anteriores.

(695.1)


 

61:2.3


 Há 35 milhões de anos, fica assinalado o começo da idade da predominância dos

mamíferos placentários no mundo. A ponte de terra do sul era abrangente, religando o então

enorme continente da Antártida à América do Sul, à África do sul e à Austrália. A despeito da

concentração de massas de terra nas latitudes altas, o clima do mundo permaneceu

relativamente suave, por causa do aumento enorme no tamanho dos mares tropicais; e também

porque as terras não foram elevadas suficientemente a ponto de produzirem geleiras. Grandes

fluxos de lava ocorreram na Groenlândia e na Islândia, e uma certa quantidade de carvão foi

depositada entre essas camadas.

(695.2)

 

61:2.4



 Mudanças notáveis estavam ocorrendo na fauna do planeta. A vida marinha passava

por uma grande modificação; a maior parte das ordens atuais de vida marinha existia, e os

foraminíferos continuavam a exercer um importante papel. A vida dos insetos era muito

semelhante à dos da era anterior. As camadas dos depósitos fósseis de Florissant, no

Colorado, pertencem aos últimos anos dessa época longínqua. A maior parte das famílias dos

insetos vivos remonta a esse período, porém muitos dos que então existiam estão extintos

atualmente; os seus fósseis contudo ainda permaneçam.



(695.3)

 

61:2.5



 Essa foi, sobretudo, a idade da renovação e da expansão para os mamíferos, em

terra firme. Dentre os mamíferos anteriores e mais primitivos, mais de cem espécies estavam

extintas antes do término dessa época. Mesmo os mamíferos de grande porte, e de cérebros

pequenos, pereceram logo. Os cérebros e a agilidade haviam substituído a couraça e o

tamanho, na linha de progresso da sobrevivência animal. E, com a família dos dinossauros em

declínio, os mamíferos assumiam lentamente o domínio da terra, destruindo rápida e

completamente o remanescente dos seus ancestrais répteis.

(695.4)


 

61:2.6


 Com o desaparecimento dos dinossauros, outras grandes mudanças ocorreram nos

vários ramos da família sauriana. Os membros sobreviventes das famílias primitivas de

répteis são as tartarugas, as cobras e os crocodilos, junto com a venerável rã, o único grupo

remanescente a representar os ancestrais iniciais do homem.

(695.5)

 

61:2.7



 Vários grupos de mamíferos tiveram a sua origem em um único animal, agora

extinto. Essa criatura carnívora era algo como um cruzamento de um gato e uma foca; podia

viver na terra ou na água e era altamente inteligente e muito ativa. Na Europa, o ancestral da

família canina evoluiu, dando logo origem a muitas espécies de pequenos cães. Nessa mesma

época, apareceram os roedores, incluindo os castores, os esquilos, os geômis, os

camundongos e os coelhos, e logo se transformaram em uma forma notável de vida, e pouca

mudança ocorreu nessa família desde então. Os depósitos posteriores desse período contêm os

remanescentes fósseis de cães, gatos, guaxinins e doninhas, nas suas formas ancestrais.

(695.6)

 

61:2.8



 Há 30 milhões de anos, os tipos modernos de mamíferos começaram a surgir. Até

então, os mamíferos haviam vivido, em grande parte, nas colinas, sendo do tipo das

montanhas; subitamente começou a evolução do tipo das planícies, ou o tipo que tem casco,

de espécies herbívoras, diferenciadas das com garras, de comedores de carne. Esses

herbívoros vieram de um ancestral não diferenciado, que tinha cinco dedos nas patas e

quarenta e quatro dentes, e que pereceu antes do fim dessa idade. A evolução dos dedos não

avançou para além do estágio de três dedos durante esse período.

(695.7)


 

61:2.9


 O cavalo, um exemplo notável de evolução, viveu, durante essas épocas, tanto na

América do Norte quanto na Europa, embora o seu desenvolvimento não se haja completado

totalmente antes do fim da idade do gelo. Se bem que a família dos rinocerontes tenha

aparecido no final desse período, apenas posteriormente ela conseguiu a sua maior expansão.

Também se desenvolveu uma criatura pequena, semelhante a um porco, e que se tornou o

ancestral de muitas espécies de suínos, queixadas e hipopótamos. Os camelos e as lhamas

tiveram a sua origem na América do Norte, por volta da metade desse período, e povoaram as

planícies do oeste. Mais tarde, as lhamas migraram para a América do Sul, os camelos para a

Europa e logo ambos acabaram sendo extintos na América do Norte, embora uns poucos

camelos hajam sobrevivido até a idade do gelo.

(696.1)

 

61:2.10



 Por volta dessa época, uma coisa notável aconteceu no lado oeste da América do

Norte: os primeiros ancestrais dos antigos lêmures fizeram a sua primeira aparição. Embora




essa família não possa ser considerada como a dos verdadeiros lêmures, o seu surgimento

marcou o estabelecimento da linha da qual se originaram, subseqüentemente, os lêmures

verdadeiros.

(696.2)


 

61:2.11


 Tal como as serpentes terrestres de uma idade anterior, que se fizeram aos mares,

agora, uma tribo inteira de mamíferos placentários desertou a terra e fez dos oceanos a sua

residência. E, desde então, permaneceu no mar, gerando as modernas e variadas baleias,

golfinhos, masorpas, focas e leões-marinhos.

(696.3)

 

61:2.12



 A vida avícola do planeta continuou a desenvolver-se, mas com poucas mudanças

evolucionárias importantes. A maioria dos pássaros modernos existia, incluindo as gaivotas,

garças, flamingos, abutres, falcões, águias, corujas, codornas e avestruzes.

(696.4)


 

61:2.13


 Por volta do fechamento dessa época Oligocena, cobrindo dez milhões de anos, a

vida vegetal, junto com a vida marinha e a dos animais terrestres, desenvolveu-se amplamente

e tinha presença na Terra de um modo semelhante ao de hoje. Uma especialização

considerável ocorreu subseqüentemente, mas as formas ancestrais da maioria das coisas vivas

já existiam então.



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