O livro de Urântia


 A Nova Idade dos Répteis



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2. A Nova Idade dos Répteis

(687.2)


 

60:2.1


 Há 120 milhões de anos, começou uma nova fase na idade dos répteis. O grande

acontecimento desse período foi a evolução e declínio dos dinossauros. A vida animal

terrestre alcançou o seu maior desenvolvimento, em tamanho, e havia virtualmente perecido da

face da Terra ao final dessa idade. Os dinossauros evoluíram, em todos os tamanhos, de uma

espécie de menos de sessenta centímetros de comprimento, até os imensos dinossauros não

carnívoros, de vinte e dois metros de comprimento, que, desde então, jamais foram igualados,

em porte, por nenhuma outra criatura viva.

(687.3)


 

60:2.2


 O maior dos dinossauros originou-se na parte oeste da América do Norte. Esses

répteis monstruosos estão enterrados em toda a região das Montanhas Rochosas, ao longo de

toda a costa do Atlântico na América do Norte, oeste da Europa, África do sul e Índia, mas

não na Austrália.

(687.4)

 

60:2.3



 Essas criaturas pesadas tornaram-se menos ativas e fortes quando cresceram

demais; e exigiam uma quantidade enorme de alimento, e a terra estava tão infestada por eles

que literalmente morreram de fome e tornaram-se extintos — faltava-lhes inteligência para

enfrentar a situação.

(687.5)

 

60:2.4



 Nessa época, a maior parte do leste da América do Norte, que desde muito se havia


elevado, nivelou-se escoando para dentro do oceano Atlântico, de modo que a costa estendeu-

se por várias centenas de quilômetros mais do que hoje. A parte oeste do continente ainda

estava elevada, mas mesmo essas regiões foram mais tarde invadidas, tanto pelo mar do norte

quanto pelo oceano Pacífico, que se estendeu para o leste até a região das Montanhas Negras

de Dakota.

(687.6)


 

60:2.5


 Essa foi uma idade de água doce, caracterizada por muitos lagos interiores, como é

mostrado pelos abundantes fósseis de água doce dos leitos chamados de Morrison, no

Colorado, Montana e Wyoming. A espessura desses depósitos combinados de água doce e

salgada varia entre 600 e 1 500 metros; mas pouquíssimo calcário está presente nessas

camadas.

(687.7)


 

60:2.6


 O mesmo mar polar que se estendeu até tão distante na América do Norte, de igual

modo, cobriu toda a América do Sul, excetuando-se as montanhas andinas que surgiram em

seguida. A maior parte da China, bem como da Rússia foi inundada, mas a maior invasão de

água entre todas se deu na Europa. Foi durante essa submersão que se depositou a admirável

pedra litográfica da Alemanha do sul, aqueles extratos em que os fósseis, entre os quais as

asas mais delicadas dos insetos de outrora, ficaram preservados como se fossem de ontem.

(687.8)

 

60:2.7



 A flora dessa idade foi muito como a da era precedente. Os fetos perduraram,

enquanto as coníferas e pinheiros tornaram-se mais e mais como as variedades dos dias atuais.

Algum carvão ainda estava sendo formado nas margens do norte do Mediterrâneo.

(687.9)


 

60:2.8


 O retorno dos mares melhorou o clima. Os corais espalharam-se pelas águas

européias, atestando que o clima era ainda suave e regular, mas eles nunca mais apareceram

nos mares polares, os quais lentamente se resfriavam. A vida marinha dessa época

aperfeiçoou-se e desenvolveu-se bastante, especialmente nas águas européias. Tanto os corais

quanto os crinóides, temporariamente, apareceram em maiores quantidades do que as até então

existentes, enquanto os amonites dominaram a vida invertebrada dos oceanos, o seu tamanho

médio era de sete a dez centímetros, embora uma espécie tenha atingido o diâmetro de dois

metros. As esponjas estavam em toda parte; e não apenas as lulas, mas também as ostras

continuaram a evoluir.

(688.1)


 

60:2.9


 Há 110 milhões de anos, os potenciais da vida marinha continuaram a despontar. O

ouriço do mar foi uma das mutações destacadas dessa época. Caranguejos, lagostas, e os tipos

modernos de crustáceos amadureciam. Mudanças notáveis ocorriam na família dos peixes, um

tipo de esturjão surgiu pela primeira vez, mas as ferozes serpentes do mar, descendentes dos

répteis terrestres, ainda infestavam os mares, todos, e ameaçavam destruir todas as famílias de

peixes.


(688.2)

 

60:2.10



 Essa continuou a ser, por excelência, a era dos dinossauros. Eles devastaram a

terra de um modo tal que duas espécies se refugiaram na água para se sustentar durante o

período precedente de invasão dos mares. Essas serpentes marinhas representam um



retrocesso na evolução. Enquanto algumas espécies novas progrediam, algumas linhagens

permaneciam estacionárias e outras pendiam para o retrocesso, revertendo-se a um estado

anterior. E isso foi o que aconteceu quando essas duas espécies de répteis abandonaram a

terra.


(688.3)

 

60:2.11



 Com o passar do tempo, as serpentes marinhas cresceram, atingindo um tamanho

tal que se tornaram muito morosas; e finalmente pereceram, por não possuírem cérebros

suficientemente grandes que propiciassem a elas proteger os seus corpos imensos. Os seus

cérebros pesavam menos do que sessenta gramas, não obstante o fato de que esses imensos

ictiossauros algumas vezes crescessem até quinze metros de comprimento; a maioria sendo

maior do que dez metros de comprimento. Os crocodilos marinhos foram também uma

reversão do tipo terrestre de réptil; todavia, diferentemente das serpentes do mar, esses

animais sempre retornavam à terra para porem os seus ovos.

(688.4)

 

60:2.12



 Logo depois que duas espécies de dinossauros migraram para a água, em uma

tentativa fútil de autopreservação, dois outros tipos se lançaram ao ar por causa da amarga

competição pela vida na terra. Mas esses pterossauros voadores não foram os ancestrais dos

verdadeiros pássaros das idades subseqüentes. Eles evoluíram de dinossauros saltadores de

ossos ocos, e as suas asas, com um comprimento de seis a oito metros, tinham o formato das

asas dos morcegos. Esses antigos répteis voadores cresceram até três metros de comprimento,

e tinham mandíbulas separadas como as das cobras atuais. Durante um certo tempo, esses

répteis voadores pareciam ter tido muito êxito, mas deixaram de evoluir em linhagens que os

capacitassem a sobreviver como navegadores aéreos. Eles representam os grupos de não-

sobreviventes dos ancestrais dos pássaros.

(688.5)

 

60:2.13



 As tartarugas proliferaram durante esse período, aparecendo primeiro na América

do Norte. Os seus ancestrais vieram da Ásia, passando pela ponte de terra do norte.

(688.6)

 

60:2.14



 Há cem milhões de anos, a idade dos répteis estava chegando ao seu fim. Os

dinossauros, apesar da sua massa enorme, não passavam de animais sem cérebro, carentes de

uma inteligência que lhes possibilitasse prover alimento suficiente para nutrir corpos de

massas tão enormes. E, assim, esses preguiçosos répteis terrestres pereceram em números

cada vez maiores. Daí em diante, a evolução seguirá o crescimento dos cérebros, não o da

massa física, e o desenvolvimento dos cérebros caracterizará cada uma das épocas seguintes

de evolução animal e progresso planetário.

(688.7)


 

60:2.15


 Esse período, abrangendo o apogeu e o começo do declínio dos répteis, estendeu-

se por vinte e cinco milhões de anos, aproximadamente, e é conhecido como o Jurássico.





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