O livro de Urântia


 A Idade Primitiva dos Répteis



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1. A Idade Primitiva dos Répteis

(685.3)


 

60:1.1


 Os depósitos de erosão desse período foram, na sua maioria, de conglomerados,

xisto e arenito. A gipsita e as camadas vermelhas, em todas essas sedimentações, tanto na

América quanto na Europa, indicam que o clima desses continentes era árido. Esses distritos

áridos estavam submetidos à grande erosão das violentas cargas de água periódicas, vindas

dos planaltos da vizinhança.

(685.4)


 

60:1.2


 Poucos fósseis são encontrados nessas camadas, mas numerosas pegadas de répteis

terrestres podem ser observadas no arenito. Em muitas regiões, os trezentos metros de arenito

vermelho depositado nesse período não contêm fósseis. A vida dos animais terrestres era

contínua apenas em certas partes da África.

(685.5)

 

60:1.3



 A espessura desses depósitos varia de 900 a 3 000 metros, chegando a 5 500

metros na costa do Pacífico. Posteriormente, a lava foi forçada, por entre muitas dessas

camadas. As paliçadas do rio Hudson formaram-se pela extrusão da lava de basalto entre

essas camadas de estratos triássicos. A ação vulcânica foi extensa em partes diferentes do

mundo.

(685.6)


 

60:1.4


 Na Europa, especialmente na Alemanha e na Rússia, podem ser encontrados

depósitos desse período. Na Inglaterra, o novo arenito vermelho pertence a essa época. O

calcário ficou depositado nos Alpes do sul, em resultado de uma invasão marítima e pode

agora ser visto nas peculiares paredes de calcário dolomítico, nos picos e pilares daquelas

regiões. Essa camada é encontrada em toda a África e Austrália. O mármore de Carrara vem



desse calcário modificado. Nada desse período será encontrado nas regiões sulinas da

América do Sul, pois essa parte do continente permaneceu imersa, apresentando por isso

apenas um depósito marinho em continuidade com as épocas anteriores e posteriores.

(686.1)


 

60:1.5


 Há 150 milhões de anos, começaram os períodos primitivos da vida terrestre da

história do mundo. Em geral, a vida não foi bem, mas foi melhor do que durante o fechamento

extenuante e hostil da era de vida marinha.

(686.2)


 

60:1.6


 Na abertura dessa era, as partes oriental e central da América do Norte, a metade

norte da América do Sul, a maior parte da Europa, e toda a Ásia estão bem acima do nível do

mar. A América do Norte, pela primeira vez, encontra-se isolada geograficamente, mas não

por muito tempo, pois a ponte de terra do estreito de Behring emerge de novo, logo em

seguida, ligando o continente com a Ásia.

(686.3)


 

60:1.7


 Grandes depressões desenvolveram-se na América do Norte, paralelamente às

costas do Atlântico e do Pacífico. A grande falha a leste de Connecticut apareceu, um lado

afinal afundando três quilômetros. Muitas dessas depressões norte-americanas foram mais

tarde preenchidas por depósitos de erosão, como o foram também muitas das bacias de lagos

de água doce e salgada das regiões montanhosas. Mais tarde, essas depressões preenchidas de

terra elevaram-se grandemente pelos fluxos de lava ocorridos subterraneamente. As florestas

petrificadas de muitas regiões pertencem a essa época.

(686.4)


 

60:1.8


 A costa do Pacífico, usualmente acima da água, durante as submersões continentais,

ficou abaixo, excetuando-se a parte sulina da Califórnia e uma grande ilha, então existente,

consistindo naquilo que é agora o oceano Pacífico. Esse antigo mar da Califórnia era rico em

vida marinha e estendia-se para o leste até ligar-se à velha bacia do mar da região do meio-

oeste.

(686.5)


 

60:1.9


 Há 140 milhões de anos, subitamente, e com apenas o indício dos dois ancestrais

pré-répteis que se desenvolveram na África durante a época precedente, os répteis

apareceram na sua forma plenamente evoluída. Eles desenvolveram-se rapidamente logo

gerando crocodilos, répteis escamados e, finalmente, tanto as serpentes do mar como os

répteis voadores. Os seus ancestrais de transição logo desapareceram.

(686.6)


 

60:1.10


 Esses dinossauros répteis, que evoluíram rapidamente, logo se tornaram os

monarcas da sua idade. Eles eram ovíparos e distinguiam-se de todos os animais por causa

dos seus pequenos cérebros que, pesando menos de meio quilo, controlavam corpos que

chegaram, mais tarde, a pesar quarenta toneladas. Contudo, os répteis anteriores eram

menores, carnívoros e caminhavam como os cangurus, nas suas pernas traseiras. Tinham os

ossos ocos das aves e subseqüentemente desenvolveram apenas três dedos nos pés traseiros, e

muitas das suas pegadas fósseis foram confundidas com as dos pássaros gigantes. Mais tarde,

os dinossauros herbívoros evoluíram. Eles andavam sobre todas as quatro pernas, e uma

ramificação desse grupo desenvolveu uma couraça protetora.



(686.7)

 

60:1.11



 Vários milhões de anos mais tarde, os primeiros mamíferos apareceram. Não eram

placentários e demonstraram uma ligeira falha: nenhum sobreviveu. Esse foi um esforço

experimental para melhorar os tipos de mamíferos, mas não teve êxito em Urântia.

(686.8)


 

60:1.12


 A vida marinha desse período era escassa, mas melhorou rapidamente com a nova

invasão do mar, que novamente fez surgir longas linhas costeiras de águas rasas. E por que

havia mais águas rasas circundando a Europa e a Ásia, as camadas mais ricas de fósseis

podem ser encontradas nesses continentes. Hoje, ao estudardes a vida dessa idade, deveis

examinar as regiões do Himalaia, Sibéria e Mediterrâneo, bem como da Índia e ilhas da bacia

do Pacífico sul. Um traço importante da vida marinha foi a presença de multidões de belas

amonites, cujos remanescentes fósseis são encontrados por todo o mundo.

(686.9)


 

60:1.13


 Há 130 milhões de anos, os mares haviam mudado pouquíssimo. A Sibéria e

América do Norte estavam conectadas pela ponte de terra do estreito de Bering. Uma vida

marinha rica e única apareceu na costa californiana do Pacífico, onde mais de mil espécies de

amonites desenvolveram-se dos tipos mais elevados de cefalópodes. As mudanças na vida

durante esse período foram de fato revolucionárias, não obstante haverem sido transitórias e

graduais.

(687.1)

 

60:1.14



 Esse período se estendeu por mais de vinte e cinco milhões de anos e é conhecido

como o Triássico.





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