O livro de Urântia


 O Primeiro Estágio de Inundação Continental



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2. O Primeiro Estágio de Inundação Continental

A Idade dos Animais Invertebrados

(674.7)


 

59:2.1


 Os fenômenos periódicos de elevação e afundamento das terras, característicos

dessa época, foram bem graduais e não-espetaculares, sendo acompanhados de pouca ou

nenhuma atividade vulcânica. Em todas essas sucessivas elevações e depressões de terras, o

continente-mãe asiático não compartilhou totalmente da história das outras extensões de terra.

Ele experimentou muitas inundações, mergulhando primeiro em uma direção, e depois em

outra, mais particularmente na sua história primitiva, mas não apresenta os depósitos

uniformes de rocha que podem ser descobertos nos outros continentes. Em épocas recentes, a

Ásia tem sido a mais estável de todas as massas de terra.

(675.1)

 

59:2.2



 Há 350 milhões de anos, presenciou-se o começo da grande inundação de todos os

continentes, exceto da Ásia Central. As massas de terra foram repetidamente cobertas de água;




apenas as terras altas da costa permaneceram acima dessas oscilações de mares internos

rasos, mas espalhados. Três inundações maiores caracterizaram esse período, mas, antes que

ele terminasse, os continentes de novo emergiram; a emersão total de terra sendo em quinze

por cento maior do que é atualmente. A região do Caribe estava bastante elevada. Esse

período não é bem discernido na Europa, porque as flutuações de terra foram menores,

enquanto a ação vulcânica foi mais persistente.

(675.2)

 

59:2.3



 Há 340 milhões de anos, ocorreu um outro extenso afundamento de terras, exceto na

Ásia e na Austrália. As águas dos oceanos do mundo eram geralmente compartilhadas. Essa

foi a grande idade dos depósitos calcários; grande parte das suas rochas foi depositada pelas

algas que segregavam calcários.

(675.3)

 

59:2.4



 Uns poucos milhões de anos mais tarde, grandes porções dos continentes

americanos e europeu começaram a emergir da água. No hemisfério ocidental, apenas um

braço do oceano Pacífico permaneceu sobre o México e sobre a região das atuais Montanhas

Rochosas, mas, perto do fim dessa época, as costas do Atlântico e do Pacífico começaram

novamente a afundar.

(675.4)


 

59:2.5


 Há 330 milhões de anos, o mundo assistiu ao início de uma época de relativa

calma, com muita terra novamente acima da água. A única exceção desse regime de quietude

terrestre foi a erupção do grande vulcão da América do Norte, a leste do Kentucky, em uma

das maiores atividades solitárias de vulcões que o mundo jamais conheceu. As cinzas desse

vulcão cobriram mil e trezentos quilômetros quadrados, a uma profundidade de cinco a seis

metros.


(675.5)

 

59:2.6



 Há 320 milhões de anos, ocorreu a terceira maior inundação desse período. As

águas dessa inundação cobriram as terras submergidas pelo dilúvio precedente e, ao mesmo

tempo, se estenderam até mais longe, em muitas direções, em todas as Américas e Europa. A

parte leste da América do Norte e o oeste da Europa ficaram entre 3 000 e 4 500 metros sob a

água.

(675.6)


 

59:2.7


 Há 310 milhões de anos, as massas de terra do mundo estavam novamente bem

elevadas, excetuando-se a parte sulina da América do Norte. O México emergiu, criando

assim o mar do golfo; e, desde então, este manteve a sua identidade.

(675.7)


 

59:2.8


 A vida, nesse período, continua a evoluir. O mundo, uma vez mais, está calmo e

relativamente pacífico; o clima permanece suave e uniforme; as plantas das terras estão

migrando para distâncias cada vez mais extensas e distantes das linhas litorâneas. Os modelos

de vida acham-se bem desenvolvidos, embora poucos fósseis de plantas dessa época sejam

encontrados.

(675.8)


 

59:2.9


 Essa foi a grande idade da evolução do organismo animal individual, embora

muitas das mudanças básicas, tais como a transição de vegetal para animal, hajam ocorrido




anteriormente. A fauna marinha desenvolveu-se até o ponto em que todo tipo de vida, abaixo

da escala do vertebrado, estava representado nos fósseis daquelas rochas, que foram

depositadas durante esses tempos. Mas todos esses animais eram organismos marinhos.

Nenhum animal terrestre havia surgido ainda, excetuando-se uns poucos tipos de vermes que

escavavam ao longo das linhas da costa; nem as plantas terrestres haviam ainda coberto os

continentes; existia então muito dióxido de carbono no ar, para permitir a existência de

respiradores de ar. Primariamente, todos os animais, excetuando-se alguns dos mais

primitivos, dependiam direta ou indiretamente da vida vegetal para a sua existência.

(676.1)

 

59:2.10



 Os trilobitas ainda eram predominantes. Esses pequenos animais existiam em

dezenas de milhares de modelos e foram os predecessores dos modernos crustáceos. Alguns

dos trilobitas tinham entre vinte e cinco e quatro mil olhos minúsculos; outros possuíam

rudimentos de olhos. Com o término desse período, os trilobitas dividiram o domínio dos

mares com várias outras formas de vida invertebrada. Contudo, desapareceram totalmente

durante o começo do período seguinte.

(676.2)

 

59:2.11



 As algas que segregavam o calcário estavam bastante espalhadas. Existiam

milhares de espécies de ancestrais primitivos dos corais. Os vermes do mar eram abundantes,

e havia muitas variedades de medusas que depois ficaram extintas. Os corais e os tipos

posteriores de esponjas, então, evoluíram. Os cefalópodes estavam bem desenvolvidos, e

sobreviveram como náutilos perolados, polvos, sibas e lulas dos tempos atuais.

(676.3)


 

59:2.12


 Havia muitas variedades de animais portadores de conchas, mas estas, então, não

se faziam tão necessárias para propósitos defensivos, como nas idades subseqüentes. Os

gastrópodes estavam presentes nas águas dos antigos mares, e incluíam os caramujos marinhos

univalves, os moluscos e caracóis. Os gastrópodes bivalves atravessaram os milhões de anos,

que nos separam daquela época, quase do mesmo modo como existiam então, e abrangem

outros moluscos, mexilhões, ostras e vieiras. Os organismos valvulares abrigados em conchas

também evoluíram, e esses braquiópodes viviam naquelas águas antigas de um modo bastante

semelhante ao de hoje; inclusive, possuíam uma articulação e outras espécies de arranjos de

proteção nas suas conchas.

(676.4)


 

59:2.13


 E assim termina a história evolucionária do segundo grande período da vida

marinha, que é conhecido pelos vossos geólogos como o Ordoviciano.





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