O livro de Urântia



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6. O Período de Transição

(669.2)


 

58:6.1


 Há 450 milhões de anos, aconteceu a transição da vida vegetal para a vida

animal. Essa metamorfose teve lugar nas águas rasas das lagoas e das baías tropicais,

abrigadas ao longo das linhas costeiras extensas dos continentes que se separavam. E esse

desenvolvimento, todo ele inerente aos padrões originais da vida, deu-se gradativamente.

Havia muitos estágios de transição entre as formas iniciais primitivas de vida vegetal e os

organismos animais posteriores bem definidos. E, ainda hoje, persistem as formas de limos de



transição, as quais não podem ser classificadas, seja como plantas, seja como animais.

(669.3)


 

58:6.2


 Ainda que a evolução da vida vegetal em vida animal possa ser determinada, e

embora hajam sido encontradas séries graduais de plantas e animais que progressivamente se

desenvolveram dos mais simples aos mais complexos e avançados organismos, vós não sereis

capazes de encontrar esses elos de ligação entre as grandes divisões do reino animal, nem

entre o mais elevado dos tipos de animais pré-humanos e o alvorecer dos homens das raças

humanas. Esses chamados “elos perdidos” permanecerão para sempre perdidos, pela simples

razão de nunca haverem existido.

(669.4)


 

58:6.3


 De era para era, aparecem espécies radicalmente novas de vida animal. Elas não

evoluem como conseqüência da acumulação gradual de pequenas variações; surgem como

novas ordens de vida, plenamente desenvolvidas, e aparecem subitamente.

(669.5)


 

58:6.4


 O aparecimento súbito de novas espécies e de ordens diversificadas de organismos

vivos é totalmente biológico, estritamente natural. Nada há de sobrenatural ligado a essas

mutações genéticas.

(669.6)


 

58:6.5


 No grau apropriado de salinidade nos oceanos, a vida animal evoluiu, e foi

relativamente simples permitir que as águas salgadas circulassem nos corpos animais de vida

marinha. Quando, porém, os oceanos se contraíram e a porcentagem de sal aumentou

consideravelmente, esses mesmos animais desenvolveram a capacidade de reduzir a

salinidade dos fluidos dos seus corpos, exatamente como aqueles organismos que aprenderam

a viver na água doce adquiriram a capacidade de manter o grau adequado de cloreto de sódio

nos fluidos dos seus corpos, por meio de técnicas engenhosas de conservação desse sal.

(669.7)


 

58:6.6


 O estudo das fossilizações de vida marinha dentro de rochas revela as lutas iniciais

dos ajustamentos desses organismos primitivos. As plantas e os animais nunca deixaram de

efetuar tais experimentos de ajustes. O ambiente mantém-se em constante alteração e os

organismos vivos estão sempre lutando para acomodar-se a essas flutuações sem fim.

(670.1)

 

58:6.7



 O equipamento fisiológico e a estrutura anatômica de todas as ordens novas de vida

respondem continuamente à ação das leis físicas, mas o dom subseqüente da mente é uma

dádiva dos espíritos ajudantes da mente, de acordo com a capacidade inata do cérebro. A

mente, ainda que não seja proveniente da evolução física, é integralmente dependente da

capacidade do cérebro, proporcionada por desenvolvimentos puramente físicos e

evolucionários.

(670.2)

 

58:6.8



 Durante ciclos quase sem fim de ganhos e perdas, de ajustes e reajustes, todos os

organismos vivos progridem e regridem de uma idade para outra. Aqueles que alcançam a

unidade cósmica perduram, enquanto aqueles que perdem essa meta cessam de existir.



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