O livro de Urântia



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5. A Deriva Continental

(668.3)


 

58:5.1


 A deriva da terra continental continuou. O núcleo da Terra havia-se tornado tão

denso e rígido quanto o aço, estando sujeito à pressão de quase 3 500 toneladas por

centímetro quadrado, e, devido à enorme pressão da gravidade, foi e ainda é muito quente no

seu interior profundo. A temperatura cresce, da superfície para dentro, até que, no centro, está

ligeiramente acima da temperatura da superfície do sol.

(668.4)


 

58:5.2


 Os mil e seiscentos quilômetros exteriores da massa da Terra consistem

principalmente em espécies diferentes de rocha. Por baixo, ficam os elementos metálicos mais

densos e pesados. Nas primeiras idades pré-atmosféricas, o mundo estava, no seu estado

altamente aquecido e de fusão, tão perto do estado fluido, que os metais mais pesados

afundavam pesadamente para o interior. Aqueles que hoje se encontram próximos da

superfície representam as exsudações de vulcões antigos, fluxos de lava posteriores e

extensos, e depósitos meteóricos mais recentes.

(668.5)


 

58:5.3


 A crosta externa tinha cerca de sessenta e cinco quilômetros de espessura. Essa

casca externa estava apoiada e repousava diretamente sobre um mar de basalto fundido, de

espessura variável, uma camada móvel de lava fundida, mantida sob alta pressão, mas sempre

tendendo a fluir, aqui e ali, para equalizar as flutuações das pressões planetárias, tendendo,

desse modo, a estabilizar a crosta da Terra.

(668.6)


 

58:5.4


 Mesmo hoje, os continentes continuam a flutuar sobre essa almofada não

cristalizada que é o mar de basalto fundido. Não fosse essa condição protetora, os terremotos

mais severos fariam literalmente o mundo em pedaços. Os terremotos são causados por



deslizamentos e deslocamentos da crosta externa sólida, e não pelos vulcões.

(668.7)


 

58:5.5


 As camadas de lava da crosta da Terra, quando esfriadas, formam granito. A

densidade média de Urântia é um pouco maior do que cinco vezes e meia a da água; a

densidade do granito é de menos do que três vezes a da água. O núcleo da Terra é doze vezes

mais denso do que a água.

(668.8)

 

58:5.6



 Os fundos dos mares são mais densos do que as massas de terra, e é isso que

mantém os continentes acima da água. Quando o fundo dos mares é expelido até um nível

acima do mar, verifica-se que consiste em uma parte maior de basalto, uma forma de lava

consideravelmente mais pesada do que o granito das massas de terra. E, por outro lado, se os

continentes não fossem mais leves do que os fundos dos oceanos, a gravidade arrastaria as

bordas dos oceanos até acima das terras, mas tais fenômenos não acontecem.

(668.9)

 

58:5.7



 O peso dos oceanos é também um fator que aumenta a pressão sobre os fundos dos

oceanos. As camadas mais profundas e relativamente mais pesadas, dos fundos dos oceanos,

mais o peso exercido pela água que está por cima, aproximam-se do peso dos continentes mais

elevados, mas bem menos pesados. Todos os continentes, porém, tendem a deslizar lentamente

para os oceanos. A pressão continental no nível do fundo do oceano é de cerca de 1 300

quilogramas por centímetro quadrado. Quer dizer, esta seria a pressão de uma massa

continental que se eleva a 5 000 metros acima do fundo do oceano. A pressão de água no

fundo do oceano é de cerca de apenas 350 quilogramas por centímetro quadrado. Essas

pressões diferenciais tendem a fazer os continentes deslizarem na direção dos leitos dos

oceanos.


(669.1)

 

58:5.8



 A depressão do fundo dos oceanos, durante as idades anteriores à vida, havia

elevado uma massa continental solitária a uma altura tal que a sua pressão lateral tendia a

fazer com que as bordas orientais, ocidentais e sulinas deslizassem para baixo, sobre os leitos

subjacentes da lava semiviscosa, até as águas do oceano Pacífico, que rodeavam a massa

continental. Isso compensava a pressão continental tão completamente, que não ocorreu

nenhuma ruptura maior na margem oriental do continente asiático anterior, mas, desde então,

essa linha costeira oriental tem estado suspensa sobre o precipício das profundezas oceânicas

adjacentes, ameaçando deslizar para dentro de um túmulo marinho.





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