O livro de Urântia



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2. A Atmosfera de Urântia

(665.4)


 

58:2.1


 A atmosfera planetária filtra para a Terra cerca de dois bilionésimos da luz total

emanada do sol. Se a luz que cai sobre a América do Norte fosse taxada, a uma tarifa de dois

centavos por quilowatt-hora, a conta de luz anual subiria a 800 quatrilhões de dólares. A conta

de Chicago, da luz do sol, atingiria a soma considerável de mais de 100 milhões de dólares

por dia. E deveria ser lembrado que vós recebeis do sol outras formas de energia — a luz não

é a única contribuição solar que alcança a vossa atmosfera. Muitas energias solares

derramam-se sobre Urântia, abrangendo comprimentos de ondas tanto acima quanto abaixo do

alcance de reconhecimento da visão humana.

(665.5)

 

58:2.2



 A atmosfera da Terra é quase opaca para muitas das radiações solares no extremo

ultravioleta do espectro. A maioria dessas ondas de comprimentos curtos é absorvida por uma

camada de ozônio que existe até um nível de dezesseis quilômetros acima da superfície da



Terra, e que se estende por mais outros dezesseis quilômetros no espaço. O ozônio que

permeia essa região, nas condições que prevalecem na superfície da Terra, formaria uma

camada de apenas dois milímetros e meio de espessura; essa quantidade relativamente

pequena, e aparentemente insignificante, de ozônio, contudo, protege os habitantes de Urântia

dos excessos das radiações ultravioleta, perigosas e destrutivas, presentes na luz do sol.

Todavia, se essa camada de ozônio fosse ligeiramente mais espessa, vós estaríeis sendo

privados dos raios ultravioleta, altamente importantes e provedores de saúde, que agora

alcançam a superfície da Terra e que são os ancestrais de uma das vossas vitaminas mais

essenciais.

(665.6)


 

58:2.3


 E, ainda assim, alguns dos menos imaginativos entre os vossos mecanicistas

mortais insistem em ver a criação material e a evolução humana como um acaso. Os seres

intermediários de Urântia reuniram cerca de cinqüenta mil fatos da física e da química que

eles julgam ser incompatíveis com as leis das probabilidades do acaso, os quais, segundo eles

defendem, demonstram inequivocamente a presença de propósito inteligente na criação

material. E tudo isso não leva em conta o seu catálogo das mais de cem mil descobertas, fora

do domínio da física e da química, que eles sustentam serem uma prova da presença da mente

no planejamento, criação e manutenção do cosmo material.

(666.1)

 

58:2.4



 O vosso sol derrama um verdadeiro dilúvio de raios mortais, e a agradável vida

que tendes em Urântia acontece devido à influência “fortuita” de mais de quarenta operações

protetoras, aparentemente acidentais, semelhantes à ação dessa camada singular de ozônio.

(666.2)


 

58:2.5


 Não fora o efeito “cobertor” da atmosfera, à noite o calor perder-se-ia por

irradiação e tão rapidamente que seria impossível manter a vida, exceto por dispositivos

artificiais.

(666.3)


 

58:2.6


 A camada dos primeiros oito ou dez quilômetros inferiores da atmosfera da Terra é

a troposfera; é a região dos ventos e correntes de ar que causam os fenômenos meteorológicos.

Acima dessa região, está a ionosfera interna, e, mais acima, está a estratosfera. Subindo, da

superfície da Terra, a temperatura vai caindo constantemente por dez ou doze quilômetros,

altitude em que é registrada a temperatura de cerca de 56 graus Celsius abaixo de zero. Essa

faixa de temperatura, entre 54 e 56 graus abaixo de zero, permanece sem alterações até uma

altitude de mais de sessenta e cinco quilômetros; essa região de temperatura constante é a

estratosfera. A uma altitude de setenta ou oitenta quilômetros, a temperatura começa a

aumentar, e esse aumento continua até que, no nível das auroras boreais, uma temperatura de

650 graus Celsius é atingida, e é esse intenso calor que ioniza o oxigênio. No entanto, a

temperatura nessa atmosfera rarefeita não pode ser comparável à sensação de calor na

superfície da Terra. Lembrai-vos de que a metade de toda a vossa atmosfera está concentrada

nos primeiros cinco mil metros. A altitude da atmosfera da Terra é indicada pelos arcos

luminosos, os da mais elevada altitude, das auroras boreais — de cerca de seiscentos e

cinqüenta quilômetros.



(666.4)

 

58:2.7



 Os fenômenos das auroras boreais estão diretamente relacionados às manchas

solares, aqueles ciclones solares que turbilhonam em direções opostas acima e abaixo do

equador solar, tal como o fazem os furacões terrestres tropicais. Tais perturbações

atmosféricas giram em sentidos opostos, quando ocorrem acima ou abaixo do equador.

(666.5)

 

58:2.8



 O poder que as manchas solares têm de alterar as freqüências da luz mostra que

esses centros de tempestades solares funcionam como enormes magnetos. Esses campos

magnéticos são capazes de arrastar as partículas carregadas, das crateras das manchas solares,

arrojando-as no espaço até a atmosfera externa da Terra, onde a sua influência ionizante

produz os desdobramentos espetaculares da aurora boreal. Por isso, tendes os maiores

fenômenos de auroras quando as manchas solares estão no seu apogeu — ou estarão, logo em

seguida — , momento este em que as manchas estão em geral situadas perto do equador.

(666.6)


 

58:2.9


 Mesmo a agulha de bússolas é sensível a essa influência solar, pois elas inclinam-

se ligeiramente para o leste quando o sol se levanta, e ligeiramente para o oeste quando o sol

está preste a se pôr. Isso acontece todos os dias, mas, durante o apogeu do ciclo das manchas

solares, a variação da bússola é duas vezes maior. Esses desvios diurnos da bússola ocorrem

por reação ao aumento da ionização da atmosfera superior, que é produzida pela luz solar.

(666.7)


 

58:2.10


 É a presença de dois níveis diferentes, de regiões eletrificadas condutoras, na

superestratosfera, que permite a transmissão, a longa distância, das vossas emissões

radiofônicas de ondas curtas e longas. As vossas transmissões radiofônicas são, algumas

vezes, perturbadas pelas terríveis tempestades que ocasionalmente assolam os domínios

dessas ionosferas externas.



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