O livro de Urântia


 A Estabilização da Crosta Terrestre



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8. A Estabilização da Crosta Terrestre

A Idade dos Terremotos

O Oceano Mundial e o Primeiro Continente

(660.3)


 

57:8.1


 Há um bilhão de anos, deu-se o começo efetivo da história de Urântia. O planeta

havia atingido aproximadamente o seu tamanho atual. E, por volta dessa época, foi colocado

nos registros físicos de Nébadon e lhe foi dado o seu nome: Urântia.

(660.4)


 

57:8.2


 A atmosfera, junto com uma contínua precipitação de umidade, facilitava o

resfriamento da crosta terrestre. A ação vulcânica logo equalizou a pressão do calor interno e

a contração da crosta; e, quando a atividade vulcânica decresceu, rapidamente, os terremotos

surgiram e, enquanto isso, o período de resfriamento e ajustamento da crosta progredia.

(660.5)

 

57:8.3



 A história geológica efetiva de Urântia começa quando a crosta terrestre se resfria

suficientemente para permitir a formação do primeiro oceano. A condensação do vapor de

água na superfície em resfriamento da Terra, uma vez iniciada, continuou virtualmente até

completar-se. Ao fim desse período, o oceano recobria todo o planeta com uma profundidade

média de quase dois quilômetros. As marés movimentavam-se então quase do mesmo modo

observado atualmente, mas esse oceano primitivo não era salgado; praticamente consistia

numa cobertura de água doce por todo o mundo. Naqueles dias, a maior parte do cloro estava

combinada com vários metais, mas havia o suficiente, em combinação com o hidrogênio, para

tornar essa água levemente ácida.

(660.6)


 

57:8.4


 No princípio dessa era longínqua, Urântia deve ser vista como um planeta coberto

de água. Mais tarde, fluxos mais profundos de lava e mais densos, portanto, afloraram do

fundo do que é o oceano Pacífico atual; e essa parte da superfície coberta de água tornou-se

uma depressão considerável. A primeira massa de terra continental emergiu do oceano

mundial como um ajuste que restabelecia o equilíbrio da crosta terrestre, a qual se tornava

gradativamente mais espessa.

(660.7)

 

57:8.5



 Há 950 milhões de anos, Urântia apresenta o quadro de um grande continente de

terra, cercado por uma vasta extensão de água, o oceano Pacífico. Os vulcões ainda são

numerosos; e os terremotos tão freqüentes quanto graves. Os meteoros continuam a

bombardear a Terra, mas vão diminuindo, de freqüência e tamanho. A atmosfera se limpa, mas

a quantidade de dióxido de carbono continua elevada. A crosta terrestre estabiliza-se



gradativamente.

(660.8)


 

57:8.6


 Por volta dessa época, Urântia foi designada para o sistema de Satânia, quanto à

administração planetária, havendo sido colocada no registro de vida de Norlatiadeque. Então

começou o reconhecimento administrativo da pequena e insignificante esfera, destinada a ser o

planeta no qual, subseqüentemente, Michael engajar-se-ia no empreendimento estupendo da

auto-outorga mortal, participando das experiências que levaram Urântia a tornar-se localmente

conhecida desde então como o “mundo da cruz”.

(661.1)

 

57:8.7



 Há 900 milhões de anos, Urântia presenciou a chegada do primeiro grupo de

exploração de Satânia, enviado de Jerusém, a fim de examinar o planeta e elaborar um

relatório sobre a sua adaptabilidade para transformar-se numa estação de vida experimental.

Essa comissão, constituída de vinte e quatro membros, abrangia Portadores da Vida, Filhos

Lanonandeques, Filhos Melquisedeques, serafins e outras ordens de vida celeste, vinculadas à

organização e administração inicial dos planetas.

(661.2)

 

57:8.8



 Após efetuar uma pesquisa cuidadosa no planeta, essa comissão retornou a Jerusém

e apresentou um relatório favorável ao Soberano do Sistema, recomendando que Urântia fosse

colocada no registro de vida experimental. O vosso mundo, desse modo, foi registrado em

Jerusém como um planeta decimal; e os Portadores da Vida foram notificados de que lhes

seria dada a permissão para instituir novos modelos de mobilização mecânica, química e

elétrica, assim que, em um momento subseqüente, viessem com os mandados de transplantação

e implantação da vida.

(661.3)


 

57:8.9


 No tempo devido, foram tomadas medidas para a ocupação planetária pela

comissão mista dos doze de Jerusém, aprovadas pela comissão planetária dos setenta de

Edêntia. E os planos propostos pelos conselheiros assessores dos Portadores da Vida,

finalmente, foram aceitos em Sálvington. Logo depois, as teledifusões de Nébadon divulgaram

o anúncio de que Urântia tornar-se-ia um cenário onde os Portadores da Vida iriam executar o

seu sexagésimo experimento em Satânia, destinado a ampliar e a melhorar o tipo Satânia de

modelos de vida de Nébadon.

(661.4)


 

57:8.10


 Pouco tempo depois de Urântia haver sido reconhecida pela primeira vez por

intermédio das transmissões universais a todo Nébadon, foi-lhe conferido o status pleno de

aceitação no universo. Logo depois, ela foi registrada nos arquivos dos planetas-sede do setor

menor e do setor maior do superuniverso; e, antes que essa idade terminasse, Urântia havia

entrado no registro da vida planetária em Uversa.

(661.5)


 

57:8.11


 Toda essa idade ficou caracterizada por tempestades freqüentes e violentas. A

crosta inicial da Terra estava em um estado de fluência contínua. O resfriamento superficial

alternava-se com imensos fluxos de lava. Em nenhum lugar podia ser encontrado,

superficialmente, nada que fosse da crosta original do planeta. Tudo estava sendo misturado,

muitas vezes, às lavas de origens profundas em extrusão; e de novo tudo era juntado aos



depósitos subseqüentes do oceano primitivo, que abrangia todo o mundo.

(661.6)


 

57:8.12


 Em nenhum lugar, na superfície do mundo, serão encontradas mais das

remanescentes modificadas dessas antigas rochas pré-oceânicas, do que no nordeste do

Canadá, perto da baía de Hudson. Aquela extensa elevação granítica é composta de pedra que

pertence às idades pré-oceânicas. As suas camadas de rocha foram aquecidas, dobradas,

torcidas; e, de novo recurvadas e, uma vez mais, ainda, submetendo-se a todas essas

experiências metamórficas de deformação.

(661.7)

 

57:8.13



 Ao longo das idades oceânicas, depositaram-se enormes camadas de pedra

estratificada, livre de fossilizações, sobre esse antiqüíssimo fundo de oceano (a pedra

calcária pode formar-se como resultado de uma precipitação química; nem todo o calcário

mais antigo foi produzido por depósito de vida marinha). Em nenhuma dessas formações

rochosas antigas serão encontradas evidências de vida; elas não contêm fósseis, a não ser que,

por acaso, depósitos mais recentes, da idade das águas, se hajam misturado a essas camadas

mais antigas, anteriores à vida.

(662.1)


 

57:8.14


 A crosta inicial da Terra era altamente instável, mas as montanhas não estavam em

processo de formação. O planeta contraiu-se sob a pressão da gravidade, enquanto se

formava. As montanhas não são resultado do colapso da crosta em resfriamento de uma esfera

em contração; elas surgem mais tarde, sendo o resultado da ação da chuva, da gravidade e da

erosão.

(662.2)


 

57:8.15


 A massa continental terrestre dessa era foi aumentando, até que cobriu quase dez

por cento da superfície da Terra. Os terremotos graves só tiveram início depois que a massa

continental de terra emergiu até bem acima do nível da água. Uma vez iniciados, aumentaram

em freqüência e severidade, por idades sucessivas. Durante milhões e milhões de anos, os

terremotos foram diminuindo, mas Urântia ainda apresenta uma média de quinze tremores por

dia.


(662.3)

 

57:8.16



 Há 850 milhões de anos, teve início a primeira época de estabilização real da

crosta da Terra. A maior parte dos metais mais pesados se havia assentado na direção do

centro do globo; a crosta em resfriamento havia deixado de sofrer recalques em uma escala

tão extensa quanto nas idades anteriores. Ficou estabelecido um melhor equilíbrio entre a

extrusão de terra e o leito mais pesado do oceano. O fluxo do leito de lava sob a camada da

crosta tomou quase uma dimensão mundial, e isso compensou e estabilizou as flutuações

devidas ao resfriamento, contração e deslizamentos superficiais.

(662.4)


 

57:8.17


 A freqüência e a severidade das erupções vulcânicas e terremotos continuaram a

diminuir. A atmosfera estava limpando-se dos gases vulcânicos e do vapor de água, mas a

porcentagem de dióxido de carbono ainda era alta.

(662.5)


 

57:8.18


 As perturbações elétricas no ar e na terra também diminuíam. Os fluxos de lava


haviam trazido à superfície uma mistura de elementos que diversificavam a crosta, isolando

melhor o planeta de algumas das energias do espaço. E tudo isso foi muito útil para facilitar o

controle da energia terrestre e estabilizar o seu fluxo, o que é revelado pelo funcionamento

dos pólos magnéticos.

(662.6)

 

57:8.19



 Há 800 milhões de anos, presenciou-se a inauguração da primeira grande época

de solo firme, a idade da emergência crescente dos continentes.

(662.7)

 

57:8.20



 Desde a condensação da hidrosfera terrestre, inicialmente em um oceano mundial

e subseqüentemente no oceano Pacífico, deve-se ter em conta que este último corpo de água

então cobria nove décimos da superfície da Terra. Os meteoros, caindo no mar, acumularam-

se no fundo dos oceanos; pois, de um modo geral, os meteoros são compostos de materiais

pesados. Aqueles que caíam em terra eram, em grande medida, oxidados e subseqüentemente

desgastados pela erosão e, ainda, arrastados como aluviões até as bacias do oceano. Assim, o

fundo do oceano tornou-se cada vez mais pesado e, acrescentado a isso havia o peso de um

corpo de água de cerca de quinze quilômetros de profundidade, em alguns pontos.

(662.8)

 

57:8.21



 O crescente peso do oceano Pacífico continuou a agir no sentido de levantar a

massa continental de Terra. A Europa e a África começaram a emergir das profundezas do

Pacífico e, concomitantemente, também emergiram aquelas massas atualmente chamadas de

Austrália, América do Sul e do Norte, e o continente da Antártida; enquanto o leito do oceano

Pacífico iniciou mais um afundamento compensatório. Ao fim desse período, quase um terço

da superfície do planeta consistia em terras, todas em um único corpo continental.

(662.9)

 

57:8.22



 Com esse aumento na elevação das terras, apareceram as primeiras diferenças

climáticas no planeta. A elevação das terras, as nuvens cósmicas e as influências oceânicas

constituíram-se nos fatores principais a causar as flutuações climáticas. A espinha dorsal da

massa de terra asiática alcançou uma altitude de quase quinze mil metros, na época da

emergência máxima das terras. Tivesse havido muita umidade no ar, flutuando sobre essas

regiões sumamente elevadas, enormes capas de gelo ter-se-iam formado; e a idade do gelo

teria chegado muito antes. Centenas de milhões de anos se passariam antes que tanta terra de

novo surgisse acima da água.

(663.1)

 

57:8.23



 Há 750 milhões de anos, surgiram as primeiras fendas na massa de terra

continental, como a grande fenda separando o norte e o sul, a qual mais tarde foi preenchida

pelas águas do oceano e preparou o caminho para o movimento no sentido oeste dos

continentes da América do Norte e América do Sul, inclusive a Groenlândia. A longa falha

leste-oeste separou a África da Europa, distanciando do continente asiático as massas de terra

da Austrália, das ilhas do Pacífico, e da Antártida.

(663.2)

 

57:8.24



 Há 700 milhões de anos, Urântia estava aproximando-se da maturidade em termos

de condições necessárias à manutenção da vida. Os movimentos dos continentes continuavam;

o oceano penetrava cada vez mais nas terras, formando longos dedos de mar e criando aquelas



águas rasas e abrigadas, nas baías, que tão adequadas são como habitat da vida marinha.

(663.3)


 

57:8.25


 Há 650 milhões de anos, presenciou-se mais uma separação das massas terrestres

e, conseqüentemente, mais uma expansão dos mares continentais. E essas águas estavam

rapidamente atingindo aquele grau de salinidade essencial à vida de Urântia.

(663.4)


 

57:8.26


 Esses mares e os seus sucessores estabeleceram os registros de vida em Urântia,

como foi subseqüentemente descoberto em páginas de pedra bem conservadas, volume sobre

volume, à medida que uma era sucedeu à outra, e uma idade à outra. Na realidade esses mares

internos das épocas remotas foram os berços da evolução.

(663.5)

 

57:8.27



 [Apresentado por um Portador da Vida, membro do Corpo original de Urântia e,

atualmente, observador residente.]






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