O livro de Urântia


 O Estágio Secundário da Nebulosa



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3. O Estágio Secundário da Nebulosa

(653.1)


 

57:3.1


 A enorme nebulosa agora começa gradualmente a assumir a forma de uma espiral e

torna-se claramente visível, mesmo para os astrônomos de universos distantes. E a história

natural da maioria das nebulosas é a mesma; antes de começarem a arrojar sóis e empreender

o trabalho de construção de um universo, tais nebulosas espaciais secundárias em geral são

vistas como fenômenos espirais.

(653.2)


 

57:3.2


 Quando os estudantes de astronomia, de sistemas vizinhos, naquela era longínqua,

observaram essa metamorfose da nebulosa de Andronover, divisaram exatamente o mesmo que

os astrônomos do século vinte divisam, quando apontam os seus telescópios para o espaço, e

vêem as nebulosas espirais da idade presente no espaço exterior adjacente.

(653.3)

 

57:3.3



 Por volta da época do alcance da sua massa máxima, o controle da gravidade do

conteúdo gasoso começou a enfraquecer e sobreveio o estágio da fuga do gás; o gás escapava

em forma de dois braços gigantescos e distintos, tendo origem em lados opostos da massa-

mãe. As rápidas revoluções desse enorme núcleo central logo conferiram uma aparência

espiral a essas duas correntes de gás projetadas para fora. O resfriamento e condensação

subseqüente de partes desses braços protuberantes finalmente conferiram a eles a sua

aparência nodosa. Essas partes mais densas constituíram vastos sistemas e subsistemas de

matéria física girando no espaço em meio à nuvem gasosa da nebulosa, enquanto esta se

mantinha seguramente dentro da atração da gravidade da roda-mãe.

(653.4)


 

57:3.4


 Contudo, a nebulosa havendo começado a contrair-se, o acréscimo da sua

velocidade de rotação reduzia ainda mais o controle da gravidade. Pouco tempo depois, as

regiões gasosas exteriores começaram finalmente a escapar do abraço imediato do núcleo da

nebulosa, passando ao espaço em circuitos de contornos irregulares, retornando às regiões

nucleares para completar os seus circuitos, e assim sucessivamente. Mas isso foi apenas um

estágio temporário de progressão nebular. A velocidade de giro, sempre crescente, logo fez

com que enormes sóis fossem atirados ao espaço, em órbitas independentes.

(653.5)


 

57:3.5


 E foi isso o que aconteceu com Andronover, em idades extremamente longínquas. A

roda de energia cresceu ainda mais, até atingir a sua expansão máxima e, então, quando

sobreveio a contração, girou cada vez mais rápidamente até que, finalmente, o estágio



centrífugo crítico foi alcançado e teve início a grande desagregação.

(653.6)


 

57:3.6


 Há 500 bilhões de anos nasceu o primeiro sol de Andronover. Este, como um raio

flamejante, desprendeu-se da atração da gravidade materna e precipitou-se no espaço, em uma

aventura independente no cosmo da criação. A sua órbita ficou determinada pela sua trajetória

de escape. Esses jovens sóis rapidamente tornam-se esféricos e iniciam suas carreiras longas

e cheias de acontecimentos como estrelas do espaço. Excetuando-se aqueles vindos de

núcleos nebulares terminais, a grande maioria dos sóis de Orvônton teve um nascimento

análogo. Esses sóis, que escapam desse modo, passam por períodos variados de evolução e

serviço posterior no universo.

(653.7)

 

57:3.7



 Há 400 bilhões de anos, a nebulosa de Andronover iniciou o seu período de

recaptação. Muitos dos sóis vizinhos e menores foram recaptados, em conseqüência do

crescimento gradual e condensação posterior do núcleo materno. Logo foi inaugurada a fase

terminal da condensação nebular, período que sempre precede à desagregação final de tais

acumulações espaciais imensas de energia e de matéria.

(654.1)


 

57:3.8


 Foi cerca de um milhão de anos depois dessa época que Michael de Nébadon,

Filho Criador do Paraíso, escolheu essa nebulosa em desintegração como local para a sua

aventura de construção de um universo. Quase imediatamente, teve início a construção dos

mundos arquitetônicos de Sálvington e os cem grupos de planetas-sede das constelações.

Quase um milhão de anos foram necessários para completar esses agrupamentos de mundos

especialmente criados. Os planetas-sede dos sistemas locais foram construídos durante um

período que perdurou desde aquela época até cerca de cinco bilhões de anos atrás.

(654.2)


 

57:3.9


 Há 300 bilhões de anos, os circuitos solares de Andronover achavam-se bem

estabelecidos; e o sistema nebular estava passando por um período transitório de relativa

estabilidade física. Nessa época, o corpo de assessores de Michael chegou a Sálvington e o

governo de Orvônton, em Uversa, deu reconhecimento à existência física do universo local de

Nébadon.

(654.3)


 

57:3.10


 Há 200 bilhões de anos, presenciou-se a progressão na sua contração e

condensação com enorme geração de calor no agrupamento central de Andronover, ou na

massa do seu núcleo. Um espaço relativo surgiu até mesmo nas regiões próximas da roda do

sol materno central. As regiões exteriores tornavam-se mais estabilizadas e bem organizadas;

alguns planetas, girando em torno dos sóis recém-formados; e haviam resfriado-se

suficientemente para tornarem-se adequados à implantação da vida. Os mais antigos planetas

habitados de Nébadon datam dessas épocas.

(654.4)


 

57:3.11


 Então, o mecanismo completo do universo de Nébadon começa a funcionar pela

primeira vez, e a criação de Michael é registrada em Uversa, como um universo para ser

habitado e para a ascensão mortal progressiva.



(654.5)

 

57:3.12



 Há 100 bilhões de anos, o ápice nebular na tensão de condensação foi atingido; e

o ponto de tensão máxima de aquecimento, alcançado. Esse estágio crítico de contenção do

aquecimento-gravidade perdura por idades, algumas vezes, porém, mais cedo ou mais tarde, o

calor vence a luta com a gravidade e o período espetacular de dispersão do sol tem início. E

isso marca o fim da carreira secundária de uma nebulosa do espaço.



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