O livro de Urântia


 A Unidade do Absoluto Universal



Baixar 9.33 Mb.
Pdf preview
Página606/675
Encontro29.07.2021
Tamanho9.33 Mb.
1   ...   602   603   604   605   606   607   608   609   ...   675
9. A Unidade do Absoluto Universal

(644.3)


 

56:9.1


 O Absoluto Inqualificável e o Absoluto da Deidade estão unificados no Absoluto

Universal. Os Absolutos são coordenados no Último, condicionados no Supremo, e

modificados, no tempo-espaço, em Deus, o Sétuplo. Em níveis subinfinitos, existem três

Absolutos, mas na infinitude eles surgem como um. No Paraíso há três personalizações da

Deidade, mas na Trindade elas são Uma.

(644.4)


 

56:9.2


 A maior proposta filosófica do universo-mestre é esta: O Absoluto (os três

Absolutos feitos um, na infinitude) existe antes da Trindade? E o Absoluto é ancestral da

Trindade? Ou é a Trindade antecedente ao Absoluto?

(644.5)


 

56:9.3


 O Absoluto Inqualificável é uma presença de força independente da Trindade? A

presença do Absoluto da Deidade conota a função ilimitada da Trindade? E o Absoluto

Universal é a função final da Trindade ou, ainda, de uma Trindade das Trindades?



(644.6)

 

56:9.4



 Num primeiro pensamento, um conceito do Absoluto como sendo ancestral de todas

as coisas — mesmo da Trindade — parece oferecer satisfação transitória, de gratificação

consistente e de unificação filosófica, mas uma tal conclusão é invalidada pela factualidade da

eternidade da Trindade do Paraíso. Aprendemos e acreditamos que o Pai Universal e os Seus

Coligados da Trindade sejam eternos por natureza e existência. Há, então, uma única

conclusão filosófica consistente, que é: o Absoluto é, para todas as inteligências do universo,

a reação impessoal e coordenada da Trindade (das Trindades) a todas situações espaciais

básicas e primárias, intra-universais ou extra-universais. Para todas as personalidades

inteligentes do grande universo, a Trindade do Paraíso, continuamente, surge como absoluta

em finalidade, eternidade, supremacia e ultimidade; e também como absoluta, para todos os

fins e propósitos práticos de compreensão pessoal e de realização da criatura.

(644.7)


 

56:9.5


 Da forma como as mentes das criaturas podem ver essa questão, elas são levadas

ao postulado final do EU SOU Universal como a causa primordial e fonte inqualificável, tanto

da Trindade, quanto do Absoluto. Quando, entretanto, aspiramos manter um conceito pessoal

do Absoluto, nos remetemos às nossas idéias e ideais do Pai do Paraíso. Quando desejamos

facilitar a compreensão ou ampliar a consciência desse Absoluto, que, de outra forma é

impessoal, nos remetemos ao fato de que o Pai Universal é o Pai existencial da personalidade

absoluta; o Filho Eterno é a Pessoa Absoluta, embora não seja, no sentido experiencial, a

personalização do Absoluto. E então continuamos a visualizar as Trindades experienciais

como culminando na personalização experiencial do Absoluto da Deidade, enquanto

concebemos o Absoluto Universal como constituindo os fenômenos, no universo e no extra-

universo, da presença manifesta das atividades impessoais das associações da Deidade,

unificadas e coordenadas, de supremacia, ultimidade e infinitude — a Trindade das Trindades.

(645.1)

 

56:9.6



 Deus, o Pai, é discernível em todos os níveis, do finito ao infinito, e, ainda que as

suas criaturas, desde o Paraíso até os mundos evolucionários, hajam-No percebido de formas

variadas, apenas o Filho Eterno e o Espírito Infinito conhecem-No como uma infinitude.

(645.2)


 

56:9.7


 A personalidade espiritual é absoluta somente no Paraíso e o conceito do Absoluto

é inqualificável apenas na infinitude. A presença da Deidade é absoluta apenas no Paraíso; e a

revelação de Deus deve sempre ser parcial, relativa e progressiva, até que o Seu poder se

torne experiencialmente infinito, na potência espacial do Absoluto Inqualificável, enquanto a

manifestação da sua personalidade torna-se experiencialmente infinita na presença manifesta

do Absoluto da Deidade, e enquanto esses dois potenciais de infinitude tornam-se uma

realidade unificada no Absoluto Universal.

(645.3)


 

56:9.8


 Mas, para além dos níveis subinfinitos, os três Absolutos são um e, sendo assim, a

infinitude é realizada por parte da Deidade, independentemente de que qualquer outra ordem

de existência, a qualquer momento, se auto-realize em consciência de infinitude.

(645.4)


 

56:9.9


 O status existencial na eternidade implica autoconsciência existencial de infinitude,

ainda que se possa fazer necessária outra eternidade para experienciar a auto-realização das




potencialidades experienciais inerentes a uma eternidade em infinitude — uma infinitude

eterna.


(645.5)

 

56:9.10



 E Deus, o Pai, é a fonte pessoal de todas as manifestações da Deidade e da

realidade, para todas as criaturas inteligentes e seres dotados de espírito, em todo o universo

dos universos. Enquanto personalidades, agora, ou nas sucessivas experiências no universo do

futuro eterno, não importa que alcanceis a aproximação de Deus, o Sétuplo, que compreendais

a Deus, o Supremo, que encontreis Deus, o Último; nem que tenteis alcançar o conceito de

Deus, o Absoluto; vós descobrireis, para a vossa satisfação eterna, que, na consumação de

cada aventura, em novos níveis experienciais, tereis redescoberto o Deus eterno — o Pai do

Paraíso de todas as personalidades do universo.

(645.6)

 

56:9.11



 O Pai Universal é a explicação da unidade universal como esta deve ser,

supremamente, e, em ultimidade mesmo, realizada na unidade pós-ultimizada dos valores e

dos significados absolutos — a Realidade inqualificável.

(645.7)


 

56:9.12


 Os Mestres Organizadores da Força saem para o espaço e mobilizam as suas

energias, com o fito de fazerem que elas se tornem responsivas gravitacionalmente à atração

do Paraíso, do Pai Universal; e subseqüentemente vêm os Filhos Criadores, que organizam

essas forças, de resposta à gravidade, segundo universos habitados nos quais evoluem as

criaturas inteligentes, as quais recebem em si mesmas o espírito do Pai do Paraíso e que,

subseqüentemente, ascendem ao Pai, para se tornarem como Ele em todos os atributos

possíveis de divindade.

(645.8)


 

56:9.13


 A marcha incessante e expansiva das forças criativas do Paraíso, no espaço,

parece ser um presságio do domínio todo-extensivo da atração da gravidade, exercida pelo

Pai Universal, e da multiplicação sem fim dos tipos variados de criaturas inteligentes, que são

capazes de amar a Deus e serem por Ele amadas e que, ao tornarem-se conhecedoras assim de

Deus, podem escolher ser como Ele, podem eleger alcançar o Paraíso e encontrar Deus.

(646.1)


 

56:9.14


 O universo dos universos é completamente unificado. Deus é Um, em poder e

personalidade. Há coordenação em todos os níveis de energia e em todas as fases da

personalidade. Filosófica e experiencialmente, em conceito e em realidade, todas as coisas e

seres são centrados no Pai do Paraíso. Deus é tudo e está em tudo e nada ou nenhum ser existe

fora Dele.



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   602   603   604   605   606   607   608   609   ...   675


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal