O livro de Urântia



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2. A Morte e o Translado

(623.1)


 

55:2.1


 A morte natural, física, não é uma inevitabilidade para os mortais. A maioria dos

seres evolucionários avançados, cidadãos dos mundos que já se encontram na era final de luz

e vida, não morre; eles são transladados diretamente da vida na carne para a existência

moroncial.

(623.2)

 

55:2.2



 Essa experiência de translado da vida material ao estado moroncial — a fusão da

alma imortal com o Ajustador residente — , cresce em uma freqüência proporcional ao

progresso evolucionário do planeta. Inicialmente, apenas uns poucos mortais em cada idade

alcançam os níveis de progresso espiritual necessário a esse translado mas, com o início das

idades sucessivas dos Filhos Instrutores, ocorrem mais e mais fusões com os Ajustadores,

antes do final da vida, cada vez mais longa, desses mortais em progresso; e, à época da

missão terminal dos Filhos Instrutores, aproximadamente um quarto desses magníficos mortais

estará eximido da morte natural.

(623.3)

 

55:2.3



 Num momento mais avançado, na era de luz e vida, as criaturas intermediárias ou

os seus aliados sentem a aproximação de uma provável união entre a alma e o Ajustador, e

apontam isso aos guardiães do destino, que, por sua vez, comunicam tal questão ao grupo de

finalitores sob cuja jurisdição esse mortal pode estar funcionando; e então é emitida uma

convocação, pelo Soberano Planetário, para que esse mortal renuncie a todos os seus deveres

planetários, dê adeus ao mundo da sua origem e se dirija ao templo interno do Soberano

Planetário, para, ali, aguardar pelo trânsito moroncial, pelo clarão do translado, do domínio



material de evolução, ao nível moroncial pré-espiritual de progressão.

(623.4)


 

55:2.4


 Quando a família, os amigos e o grupo de trabalho desse candidato à fusão

estiverem reunidos, no templo moroncial, eles se distribuirão em volta da cena central onde

descansam os candidatos à fusão os quais, durante esse meio tempo, permanecem ainda

conversando livremente com os amigos reunidos. Um círculo de personalidades celestes

intermediárias é formado para proteger os mortais materiais da ação das energias que se

manifestam no instante do “clarão de vida”; e este libera o candidato à ascensão das cadeias

materiais da carne fazendo, assim, por esse mortal evolucionário tudo aquilo que a morte

natural faz pelos que por meio dela são libertados da carne.

(623.5)

 

55:2.5



 Vários candidatos à fusão podem ser reunidos ao mesmo tempo no templo

espaçoso. E, que bela ocasião, quando os mortais reúnem-se assim para testemunhar a

ascensão dos seus entes queridos em meio às chamas espirituais. Que contraste com aquelas

idades anteriores, nas quais os mortais haveriam de submeter os seus mortos ao abraço dos

elementos terrestres! As cenas, de lágrimas e lamentos característicos de épocas anteriores, na

evolução humana, são agora substituídas pela alegria jubilosa e o entusiasmo os mais

sublimes, no momento em que, sabedores de Deus, esses mortais dão aos seus entes amados

um adeus transitório, antes de serem extraídos das suas ligações materiais pelo fogo espiritual,

em grandeza consumidora, da glória da ascensão. Nos mundos estabelecidos em luz e vida,

tais “funerais” são ocasiões de alegria suprema, de profunda satisfação e esperança

inexprimível.

(623.6)


 

55:2.6


 As almas desses mortais em progresso são cada vez mais preenchidas de fé,

esperança e convicção. O ânimo que impregna a todos aqueles que se reúnem em torno do

santuário de translado assemelha-se ao de um grupo de amigos e parentes que, cheios de

alegria, estivesse reunido para uma cerimônia de graduação de um dos seus integrantes, ou

presenciando uma grande honra sendo conferida a um dos seus. E decididamente seria de

muita ajuda se os mortais menos avançados ao menos pudessem aprender a ver a morte natural

com um pouco dessa mesma alegria corajosa e leveza de coração.

(624.1)


 

55:2.7


 Os observadores mortais nada podem ver dos seus companheiros transladados

depois do clarão da fusão. Tais almas transladadas seguem, por meio do transporte do

Ajustador, diretamente para a sala de ressurreição do mundo de aperfeiçoamento moroncial

adequado. Essas transações, envolvendo o translado de seres humanos vivos ao mundo

moroncial, são supervisionadas por um arcanjo designado para um tal mundo no mesmo dia

em que este houver sido estabelecido em luz e vida.

(624.2)

 

55:2.8



 Quando um mundo atinge o quarto estágio de luz e vida, mais da metade dos

mortais passam a deixar o planeta por meio do translado de entre os vivos. O fenômeno da

morte vai diminuindo cada vez mais; mas não conheço nenhum sistema cujos mundos

habitados, ainda que há muito estabelecidos em luz e vida, estejam inteiramente isentos da

morte natural como técnica para escapar dos laços da carne. E, até que um tal estágio de



elevação, na evolução planetária, seja uniformemente atingido, os mundos de aperfeiçoamento

moroncial do universo local devem continuar em serviço, como esferas educacionais e

culturais para os progressores moronciais em evolução. A eliminação da morte é possível,

teoricamente, mas ainda não ocorreu, segundo a minha observação. Talvez esse status possa

ser atingido durante as etapas longínquas das sucessivas épocas já no sétimo estágio da vida

planetária estabelecida.

(624.3)

 

55:2.9



 As almas transladadas de idades florescentes das esferas estabelecidas não passam

pelos mundos das mansões. E também não permanecem como estudantes nos mundos

moronciais do sistema ou da constelação. Elas não passam por nenhuma das fases anteriores

da vida moroncial. São os únicos mortais ascendentes que quase escapam da transição

moroncial entre a existência material e o estado de semi-espírito. A experiência inicial desses

mortais arrebanhados pelo Filho, na carreira ascensional, é feita nos serviços dos mundos de

progressão da sede-central do universo. E desses mundos de estudo de Sálvington eles

retornam como instrutores, para os mesmos mundos pelos quais passaram, dirigindo-se depois

no sentido interior, ao Paraíso, pelo caminho estabelecido para a ascensão dos mortais.

(624.4)


 

55:2.10


 Caso pudésseis visitar um planeta em um estágio avançado de desenvolvimento,

iríeis captar rapidamente as razões pelas quais é dada uma recepção diferenciada aos mortais

ascendentes, nas mansões e nos mundos moronciais mais elevados. Iríeis compreender

prontamente como os seres procedentes dessas esferas altamente evoluídas estão preparados

para reassumir as suas ascensões até o Paraíso muito antes do que os mortais comuns,

provenientes de um mundo desordenado e retrógrado como o de Urântia.

(624.5)

 

55:2.11



 Seja qual for o nível de realização do planeta de onde provêm os seres humanos

que ascendem aos mundos moronciais, as sete esferas das mansões proporcionam a eles uma

oportunidade ampla de adquirir a experiência de estudantes-instrutores, em tudo e por tudo

que não tenham ainda experienciado, devido ao baixo nível de avanço do seu planeta nativo.

(624.6)

 

55:2.12



 O universo é infalível quanto à aplicação dessas técnicas de equalização

destinadas a assegurar que nenhum ser ascendente seja privado de nada essencial à sua

experiência de ascensão.



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