O livro de Urântia



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6. O Triunfo do Amor

(618.4)


 

54:6.1


 Quaisquer sejam as dificuldades que os mortais evolucionários possam encontrar,

nos seus esforços de compreender a rebelião de Lúcifer, deveria parecer claro, a todos os

pensadores que meditam, que a técnica de lidar com os rebeldes constitui uma demonstração

do amor divino. A misericórdia amorosa estendida aos rebeldes parece ter envolvido muitos

seres inocentes em provações e atribulações; mas todas essas personalidades afligidas podem,

com segurança, confiar nos Juízes, infinitamente sábios, para julgar também os seus próprios

destinos, tanto em misericórdia, quanto em justiça.

(618.5)


 

54:6.2


 Sempre que lidam com seres inteligentes, tanto o Filho Criador, quanto o seu Pai do

Paraíso, são conduzidos pelo amor. É impossível compreender muitas fases da atitude dos

governantes do universo para com os rebeldes e a rebelião — o pecado e os pecadores — , a

menos que seja lembrado que Deus, como Pai, tem precedência sobre todas as outras fases de

manifestação da sua Deidade, em qualquer tratativa que a divindade tenha com a humanidade.

Deveria também ser lembrado que todos os Filhos Criadores do Paraíso são motivados pela

misericórdia.

(618.6)


 

54:6.3


 Se um pai afeiçoado de uma grande família, escolhe demonstrar misericórdia a um

dos seus filhos, culpado por graves erros, pode muito bem acontecer que essa extensão da

misericórdia, ao filho mal-comportado, resulte em provações temporárias para todos os outros

filhos bem-comportados. Essas eventualidades são inevitáveis; e tal risco se faz inseparável

da situação da realidade de se ter um pai cheio de amor e ser um membro de um grupo

familiar. Cada membro de uma família beneficia-se da conduta justa de todos os outros

membros; do mesmo modo, cada membro deve sofrer a conseqüência imediata, no tempo, da

má conduta de todos os outros membros. Famílias, grupos, nações, raças, mundos, sistemas,

constelações e universos são relacionamentos de associação que possuem individualidade;

portanto, cada membro de todo o grupo, grande ou pequeno, colhe os benefícios e sofre as

conseqüências das boas ações e dos erros de todos os outros membros do grupo envolvido.

(619.1)


 

54:6.4


 Entretanto, uma coisa deve ficar clara: caso sejais levados a sofrer as

conseqüências más, por causa do pecado de algum membro da vossa família, de um

compatriota ou companheiro mortal, ou mesmo por causa da rebelião no sistema, ou em outra

parte — não importa o que vós possais ter de suportar, por causa do erro de conduta dos

vossos parceiros, companheiros ou superiores — , podeis ficar seguros na certeza eterna de

que tais atribulações serão aflições passageiras. Nenhuma dessas conseqüências do erro dos

seres fraternos, do mau comportamento grupal, pode jamais colocar em perigo as vossas



perspectivas eternas, nem vos privar, no mínimo grau que seja, do vosso direito divino de

ascensão ao Paraíso e de alcançar a Deus.

(619.2)

 

54:6.5



 E há uma compensação para tais provações, para esses adiamentos e

desapontamentos, que invariavelmente acompanham o pecado da rebelião. Entre as muitas

repercussões consideráveis da rebelião de Lúcifer que podem ser nomeadas, apenas chamarei

a atenção para as carreiras enaltecidas dos mortais ascendentes, os cidadãos de Jerusém que,

por resistirem aos sofismas do pecado, se colocaram na posição de tornarem-se futuros

Mensageiros Poderosos, companheiros da minha própria ordem. Cada ser que haja resistido

ao teste daquele episódio do mal, por esse mesmo motivo avançou imediatamente no seu status

administrativo e elevou o seu valor espiritual.

(619.3)

 

54:6.6



 A princípio, o levante de Lúcifer pareceu constituir uma calamidade sem atenuantes

para o sistema e mesmo para o universo. Gradualmente os benefícios começaram a acumular-

se. Com o decorrer de vinte e cinco mil anos do tempo do sistema (vinte mil anos do tempo de

Urântia), os Melquisedeques começaram a ensinar que o bem resultante da loucura de Lúcifer

chegava a igualar o mal incorrido. A soma do mal, àquela altura, havia-se tornado quase

estacionária, continuando a crescer apenas em alguns mundos isolados, enquanto as

repercussões benéficas multiplicavam-se e estendiam-se pelo universo e o superuniverso,

chegando mesmo até Havona. Os Melquisedeques ensinam agora que o bem que resulta da

rebelião de Satânia é mais do que mil vezes a soma de todo o mal.

(619.4)


 

54:6.7


 Mas uma colheita tão extraordinária e benéfica, extraída de erros e malfeitos,

apenas poderia advir por intermédio da atitude sábia, divina e misericordiosa de todos os

superiores de Lúcifer, desde os Pais das Constelações, em Edêntia, até o Pai Universal, no

Paraíso. O passar do tempo elevou o bem conseqüente derivado da loucura de Lúcifer; e,

desde que o mal a ser penalizado desenvolveu-se totalmente, num período de tempo

relativamente curto, torna-se evidente que os governantes do universo, infinitamente sábios e

de ampla visão, prolongariam com certeza o tempo no qual iriam colher resultados cada vez

mais benéficos. A despeito das muitas outras razões para retardar a detenção e o julgamento

dos rebeldes de Satânia, esse ganho seria já suficiente, em si, para justificar o porquê de tais

pecadores não terem sido confinados há mais tempo; e o porquê de não haverem sido julgados

nem destruídos.

(619.5)


 

54:6.8


 As mentes mortais de pouca visão e tolhidas pelo tempo deveriam ser menos

apressadas ao criticar as demoras no tempo geradas na amplidão de visão e sabedoria dos

administradores dos assuntos do universo.

(620.1)


 

54:6.9


 Um erro no pensamento humano, a respeito desses problemas, consiste na idéia de

que todos os mortais evolucionários, num planeta em evolução, escolheriam aderir à carreira

do Paraíso, caso o pecado não houvesse amaldiçoado o seu mundo. A aptidão para recusar a

sobrevivência não data dos tempos da rebelião de Lúcifer. O homem mortal sempre possuiu o

dom da escolha de livre-arbítrio, com respeito à carreira do Paraíso.



(620.2)

 

54:6.10



 Na medida que ascenderdes na experiência da sobrevivência, vós ireis ampliar os

vossos conceitos do universo e estender os vossos horizontes de significados e valores; e,

desse modo, tornar-vos mais capazes de entender melhor por que é permitido a seres tais

como Lúcifer e Satã continuarem em rebelião. Ireis também compreender melhor como o bem

último (se não o bem imediato) pode derivar-se do mal, limitado pelo tempo. Após

alcançardes o Paraíso, sereis realmente esclarecidos e confortados ao escutardes os filósofos

superseráficos dissecando e explicando esses profundos problemas de ajustamentos no

universo. Mas, mesmo então, duvido de que estejais plenamente satisfeitos, nas vossas

próprias mentes. Ao menos eu não fiquei, nem mesmo quando havia alcançado a cúspide da

filosofia do universo. Não atingi uma compreensão plena dessas complexidades, senão após

haver sido designado para os deveres administrativos no superuniverso, onde, por meio da

experiência real e prática, adquiri a capacidade conceitual adequada à compreensão desses

problemas multifacetados, da eqüidade cósmica e da filosofia espiritual. À medida que

ascenderdes na direção do Paraíso, ireis aprender, mais e mais, que muitos dos aspectos

problemáticos da administração do universo só poderão ser compreendidos depois da

aquisição de uma capacidade experiencial maior e um discernimento espiritual mais elevado.

A sabedoria cósmica é essencial ao entendimento das situações cósmicas.

(620.3)


 

54:6.11


 [Apresentado por um Mensageiro Poderoso que sobreviveu experiencialmente à

primeira rebelião sistêmica nos universos do tempo; esse Mensageiro Poderoso está

vinculado, atualmente, ao governo do superuniverso de Orvônton e atuou nesta tarefa a pedido

de Gabriel de Sálvington.]






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