O livro de Urântia



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5. Sabedoria no Adiamento

(617.1)


 

54:5.1


 Das muitas razões conhecidas por mim, pelas quais Lúcifer e seus confederados

não foram confinados nem julgados mais cedo, me é permitido mencionar as seguintes:

(617.2)

 

54:5.2



 1. A misericórdia requer que todos os malfeitores tenham tempo suficiente

para formular uma atitude deliberada e plenamente determinada a partir dos seus maus

pensamentos e atos transgressores.

(617.3)


 

54:5.3


 2. A justiça suprema é dominada pelo amor do Pai; portanto a justiça jamais

destruirá aquilo que a misericórdia pode salvar. Um período de tempo para aceitar a

salvação é garantido a todo malfeitor.

(617.4)


 

54:5.4


 3. Nenhum pai afeiçoado precipita-se em aplicar uma punição a um membro

da sua família que cometeu um erro. A paciência não pode funcionar independentemente

do tempo.

(617.5)


 

54:5.5


 4. Embora o erro seja sempre deletério para uma família, a sabedoria e o

amor exortam os filhos justos a agirem com paciência para com um irmão que erra,

durante o tempo concedido pelo pai afeiçoado, necessário para que o pecador possa

enxergar o erro no seu caminho e abraçar a salvação.

(617.6)

 

54:5.6



 5. Independentemente da atitude de Michael para com Lúcifer, não obstante

ser ele o Criador-pai de Lúcifer, não seria da alçada desse Filho Criador exercer a

jurisdição sumária, sobre o Soberano apóstata do Sistema, pois Michael não havia, até

então, completado a sua carreira de auto-outorgas, por intermédio da qual alcançaria a

soberania incondicional de Nébadon.

(617.7)


 

54:5.7


 6. Os Anciães dos Dias poderiam ter aniquilado imediatamente com esses

rebeldes, mas raramente executam os malfeitores sem haverem ouvido tudo sobre o seu

caso. Nessa instância recusaram-se a passar por cima das decisões de Michael.

(617.8)


 

54:5.8


 7. É evidente que Emanuel aconselhou Michael a permanecer distante dos

rebeldes permitindo que a rebelião chegasse, por seu curso natural, à auto-obliteração. A

sabedoria dos Uniões dos Dias é reflexo, no tempo, da sabedoria unificada da Trindade

do Paraíso.

(617.9)

 

54:5.9



 8. Os Fiéis dos Dias, em Edêntia, aconselharam os Pais da Constelação a

permitirem o livre trânsito aos rebeldes, com o fito de que toda a compaixão por esses

malfeitores acabasse sendo extirpada o mais cedo possível dos corações de cada

cidadão presente e futuro de Norlatiadeque — de todas as criaturas mortais, moronciais

ou espirituais.



(617.10)

 

54:5.10



 9. O representante pessoal do Executivo Supremo de Orvônton em Jerusém

aconselhou Gabriel a prover todas as oportunidades para que cada criatura viva fizesse

uma escolha, deliberadamente amadurecida, sobre todas as questões envolvendo a

Declaração de Liberdade de Lúcifer. Havendo sido levantadas as questões da rebelião, o

conselheiro de Gabriel, vindo do Paraíso em tais emergências, declarou que se uma

oportunidade plena e livre como aquela não fosse dada a todas as criaturas de

Norlatiadeque, então, a quarentena do Paraíso efetuada contra todas essas criaturas,

possivelmente indecisas ou tomadas pela dúvida, seria estendida, em nome da

autoproteção, a toda a constelação. Para manter as portas do Paraíso abertas para a

ascensão, aos seres de Norlatiadeque, seria necessário dar chances de pleno

desenvolvimento à rebelião e assegurar a completa determinação de atitude da parte de

todos os seres relacionados, de algum modo, a ela.

(617.11)

 

54:5.11



 10. A Ministra Divina de Sálvington emitiu, como a sua terceira

proclamação independente, um mandado ordenando que nada fosse feito para curar pela

metade, para suprimir covardemente ou, de qualquer outro modo, ocultar o rosto horrível

dos rebeldes e da rebelião. Foi instruído às hostes angélicas que trabalhassem por uma

plena divulgação e fosse dada oportunidade ilimitada à expressão do pecado, afirmando

ser essa a técnica mais rápida para realizar a cura perfeita, e final, da praga do mal e do

pecado.

(618.1)


 

54:5.12


 11. Foi organizado em Jerusém um conselho de emergência de ex-mortais

constituído de Mensageiros Poderosos, mortais glorificados com experiência pessoal em

situações semelhantes, juntamente com seus colegas. Eles advertiram Gabriel de que

seria, pelo menos, três vezes maior o número de seres a se perderem, caso fossem

tentados métodos arbitrários ou sumários de supressão. Todo o corpo de conselheiros de

Uversa se pôs de acordo para aconselhar Gabriel a permitir que a rebelião tomasse o seu

curso pleno e natural, ainda que fosse necessário um milhão de anos para eliminar as

conseqüências.

(618.2)

 

54:5.13



 12. O tempo é relativo, até mesmo num universo temporal: se um mortal de

Urântia, com um período mediano de vida, cometesse um crime que precipitasse um

pandemônio mundial e, caso ele fosse apreendido, julgado e executado, dois ou três dias

após haver cometido o crime, pareceria muito tempo para vós? E tal seria uma

comparação aproximadamente válida, considerando a duração da vida de Lúcifer; ainda

que o seu julgamento, agora iniciado, não terminasse nem dentro de cem mil anos do

tempo de Urântia. O lapso relativo de tempo, do ponto de vista de Uversa, onde o litígio

está pendente, poderia ser indicado, se disséssemos que o crime de Lúcifer foi levado a

julgamento dois segundos e meio depois de cometido. Do ponto de vista do Paraíso, no

entanto, o julgamento é simultâneo ao ato.

(618.3)

 

54:5.14



 Existe um número igual de motivos para que não se tivesse terminado

arbitrariamente a rebelião de Lúcifer, os quais seriam parcialmente compreensíveis para vós;




todavia não me é permitido descrevê-los. Posso informar-vos que, em Uversa, ensinamos

sobre quarenta e oito motivos para possibilitar que o mal tome o curso pleno da sua própria

bancarrota moral e da sua extinção espiritual. Não duvido que haja pelo menos um número

igual de razões, além dessas, que eu não conheça.





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