O livro de Urântia


 A Liberdade Verdadeira e a Falsa Liberdade



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1. A Liberdade Verdadeira e a Falsa Liberdade

(613.3)


 

54:1.1


 Entre os problemas de grande perplexidade, advindos da rebelião de Lúcifer,

nenhum tem causado mais dificuldades do que a incapacidade com a qual os mortais

evolucionários imaturos se defrontam ao tentar distinguir entre a verdadeira e a falsa

liberdade.

(613.4)

 

54:1.2



 A liberdade verdadeira é uma busca de idades e a recompensa do progresso

evolucionário. A falsa liberdade é o engano sutil do erro, no tempo, e do mal, no espaço. A

liberdade que perdura, funda-se na realidade da justiça — inteligência, maturidade,

fraternidade e eqüidade.

(613.5)

 

54:1.3



 A liberdade transforma-se em um instrumento de autodestruição na existência

cósmica quando a sua motivação é pouco inteligente, incondicionada e descontrolada. A

verdadeira liberdade, progressivamente, encontra-se relacionada à realidade e considera

sempre a eqüidade social, a justiça cósmica, a fraternidade universal e as obrigações divinas.

(613.6)

 

54:1.4



 A liberdade torna-se suicida quando divorciada da justiça material, da honestidade

intelectual, da paciência social, do dever moral e de valores espirituais. A liberdade não




existe fora da realidade cósmica; e toda a realidade da personalidade é proporcional às suas

relações com a divindade.

(613.7)

 

54:1.5



 A vontade própria incontida e a auto-expressão não regradas igualam-se ao

egoísmo não mitigado: o ponto mais distante da divindade. A liberdade que não está associada

à conquista e automestria do ego, que sempre devem estar em crescimento, é uma invenção da

imaginação mortal egoísta. A liberdade motivada apenas no ego é uma ilusão conceitual, um

engano cruel. E a licenciosidade mascarada com a veste da liberdade é precursora de uma

escravidão abjeta.

(614.1)

 

54:1.6



 A verdadeira liberdade é derivada do auto-respeito genuíno; a falsa liberdade é

companheira da auto-admiração. A verdadeira liberdade é fruto do controle de si próprio; a

liberdade falsa é fruto da pretensão da afirmação do ego. O autocontrole conduz ao serviço

altruísta. A admiração de si próprio tende a conduzir à exploração dos outros, visando um

engrandecimento individual egoísta e no erro. Tal indivíduo, por egoísmo, dispõe-se a

sacrificar a realização, na retidão, pela posse de um poder injusto sobre os seus semelhantes.

(614.2)

 

54:1.7



 Mesmo a sabedoria, é divina e segura apenas quando é cósmica, no seu alcance; e

espiritual, pela sua motivação.

(614.3)

 

54:1.8



 Não há erro maior do que a prática de enganar a si próprio, o que leva os seres

inteligentes a aspirarem ao exercício do poder sobre outros seres, resultando no propósito de

privá-los das suas liberdades naturais. A regra de ouro da justiça humana põe-se contra todas

essas fraudes, injustiças, egoísmos e falta de retidão. Só a liberdade genuína e verdadeira é

compatível com o Reino do amor e o ministério da misericórdia.

(614.4)


 

54:1.9


 Como se atreve, a criatura movida pela vontade do ego, a intrometer-se nos

direitos dos semelhantes, em nome de uma liberdade pessoal, quando mesmo os Governantes

Supremos do universo abstêm-se, em respeito misericordioso, diante das prerrogativas e

potenciais da vontade da personalidade! Nenhum ser, no exercício de uma suposta liberdade

pessoal, tem o direito de privar qualquer outro ser dos privilégios da existência, conferidos

pelos Criadores e devidamente respeitados por todos os seus leais companheiros,

subordinados e súditos.

(614.5)


 

54:1.10


 O homem evolucionário pode ter de lutar pelas suas liberdades materiais contra

tiranos e opressores, num mundo de pecado e iniqüidade; ou durante os tempos iniciais de uma

esfera primitiva, em evolução; mas não é assim nos mundos moronciais, nem nas esferas do

espírito. A guerra faz parte da herança do homem evolucionário primitivo, mas, nos mundos

em que a civilização tem um avanço normal, o combate físico, como uma técnica de

ajustamento para os mal-entendidos raciais, há muito tempo caiu em descrédito.





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