O livro de Urântia


 O Status Atual da Rebelião



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9. O Status Atual da Rebelião

(610.6)


 

53:9.1


 Nos primeiros dias da rebelião de Lúcifer, a salvação foi oferecida a todos os

rebeldes, por Michael. A todos aqueles que dessem prova de arrependimento sincero, ele

ofereceu, quando chegasse a alcançar a sua soberania completa no universo, o perdão e o

restabelecimento em alguma forma de serviço no universo. Nenhum dos líderes aceitou essa

oferta misericordiosa. Mas milhares de anjos e ordens inferiores de seres celestes, incluindo

centenas de Filhos e Filhas Materiais, aceitaram a misericórdia proclamada pelos Panoptianos

e lhes foi dada a reabilitação na época da ressurreição de Jesus, há cerca de mil e novecentos

anos. Esses seres, desde então, foram transferidos para o mundo do Pai, em Jerusém, onde




devem ser mantidos, tecnicamente presos, até que as cortes de Uversa baixem alguma decisão

sobre o caso de Gabriel versus Lúcifer. Contudo, ninguém duvida de que, quando o veredicto

da aniquilação for emitido, essas personalidades arrependidas e salvas ficarão eximidas do

decreto de extinção. Tais almas, em provação, trabalham agora com os Panoptianos na tarefa

de cuidar do mundo do Pai.

(611.1)


 

53:9.2


 O arquifarsante nunca mais esteve em Urântia, depois dos dias em que tentou

desviar Michael do propósito de completar a auto-outorga e estabelecer a si próprio, final e

seguramente, como o governante irrestrito de Nébadon. Quando Michael tornou-se o soberano

estabelecido do universo de Nébadon, Lúcifer foi levado em custódia pelos agentes dos

Anciães dos Dias de Uversa e, desde então, tem estado prisioneiro, no satélite de número um,

do grupo do Pai, nas esferas de transição de Jerusém. E, ali, os governantes de outros mundos

e sistemas podem contemplar o fim do infiel Soberano de Satânia. Paulo sabia do status

desses líderes rebeldes, depois da auto-outorga de Michael, pois escreveu sobre os chefes de

Caligástia como as “hostes espirituais da maldade, nas regiões celestes”.

(611.2)


 

53:9.3


 Michael, ao assumir a soberania suprema de Nébadon, solicitou aos Anciães dos

Dias a autorização para internar todas as personalidades que participaram da rebelião de

Lúcifer, até serem emitidas as sentenças dos tribunais do superuniverso para o caso Gabriel

versus Lúcifer, assinalado nos registros da suprema corte de Uversa há quase duzentos mil

anos, na medida de tempo adotada por vós. A respeito do grupo da capital do sistema, os

Anciães dos Dias concederam o pedido de Michael, mas com uma única exceção: a Satã foi

permitido fazer visitas periódicas aos príncipes apóstatas nos mundos caídos, até um outro

Filho de Deus ser aceito por esses mundos apóstatas, ou até o momento em que as cortes de

Uversa comecem o julgamento do caso de Gabriel versus Lúcifer.

(611.3)

 

53:9.4



 Satã podia vir a Urântia, porque vós não tínheis nenhum Filho de categoria com

residência aqui — nem Príncipe Planetário, nem Filho Material. Machiventa Melquisedeque,

desde então, foi proclamado Príncipe Planetário vice-regente de Urântia; e a abertura do caso

Gabriel versus Lúcifer assinalou a inauguração de regimes planetários temporários, em todos

os mundos isolados. É verdade que Satã visitou periodicamente Caligástia e outros príncipes

caídos, exatamente até o momento da apresentação dessas revelações, quando aconteceu a

primeira das audiências solicitadas por Gabriel para o aniquilamento dos líderes rebeldes.

Satã, no entanto, está agora incondicionalmente detido nos mundos de prisão de Jerusém.

(611.4)

 

53:9.5



 Desde a auto-outorga final de Michael, ninguém, em todo o Satânia, desejou ir aos

mundos de prisão para ministrar aos rebeldes internados. E nenhum outro ser foi conquistado

pela causa dos enganadores. Por mil e novecentos anos, tal status não sofreu alteração.

(611.5)


 

53:9.6


 Nós não antecipamos uma eliminação das restrições atuais feitas a Satânia, antes

que os Anciães dos Dias hajam tomado uma decisão final sobre os líderes rebeldes. Os

circuitos do sistema não serão reinstalados enquanto Lúcifer estiver vivo. Nesse meio tempo,

ele está totalmente inativo.




(611.6)

 

53:9.7



 A rebelião terminou em Jerusém. Ela cessa, nos mundos caídos, tão logo os Filhos

divinos cheguem até eles. Acreditamos que os rebeldes que algum dia iriam aceitar a

misericórdia já o fizeram, todos. Aguardamos pela teletransmissão que, em um clarão de

relâmpago, irá privar tais traidores da existência da sua personalidade. Antecipamos que o

veredicto de Uversa, a ser anunciado nessa transmissão, indicará a ordem de execução que irá

efetivar a aniquilação desses rebeldes aprisionados. E então vós ireis procurá-los nos lugares

deles, mas eles não serão encontrados. “E aqueles que vos conhecem, entre os mundos,

espantar-se-ão convosco; pois fostes um terror, mas nunca mais o sereis novamente”. E assim

todos esses traidores indignos “serão como se nunca houvessem existido”. Todos aguardam o

decreto de Uversa.

(611.7)

 

53:9.8



 Contudo, durante idades, os sete mundos de prisão, de escuridão espiritual em

Satânia, constituíram um solene aviso para todo o Nébadon, proclamando eloqüente e

efetivamente a grande verdade “de que o caminho do transgressor é duro”; “pois dentro de

cada pecado está oculta a semente da sua própria destruição”; e que “a recompensa do pecado

é a morte”.

(612.1)


 

53:9.9


 [Apresentado por Manovandet Melquisedeque, anteriormente vinculado à

administração provisória de Urântia.]






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