O livro de Urântia



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O Livro de Urantia - Urantia Foundation Staff
5. A Natureza do Conflito

(605.5)


 

53:5.1


 Quando a rebelião de Satânia estourou, Michael aconselhou-se com Emanuel, o seu

irmão do Paraíso. Em seguida a essa significativa conferência, Michael anunciou que seguiria

a mesma política que havia caracterizado o tratamento dado a levantes semelhantes no

passado: uma atitude de não-interferência.

(605.6)

 

53:5.2



 Na época dessa rebelião e das duas que a precederam, não havia nenhuma

autoridade soberana absoluta e pessoal no universo de Nébadon. Michael governava por

direito divino, como vice-regente do Pai Universal, mas não ainda pelo seu próprio direito

pessoal. Não havendo completado a sua carreira de auto-outorgas, Michael ainda não havia

sido investido com “todo o poder nos céus e na Terra”.

(605.7)


 

53:5.3


 Desde o momento da eclosão da rebelião até o dia da sua entronização como

governante soberano de Nébadon, Michael nunca interferiu nas forças rebeldes de Lúcifer; a

elas foi permitido que agissem livremente por quase duzentos mil anos do tempo de Urântia.

Cristo Michael agora tem amplo poder e autoridade para lidar prontamente, e até mesmo

sumariamente, com esses rompantes de deslealdade; mas duvidamos que a autoridade

soberana o levasse a agir diferentemente se outro desses levantes ocorresse.

(605.8)

 

53:5.4



 Posto que Michael escolheu permanecer à margem da atividade da guerra, na

rebelião de Lúcifer, Gabriel reuniu o seu corpo pessoal de assistentes em Edêntia e, em

conselho com os Altíssimos, optou por assumir o comando das hostes leais de Satânia.

Michael permaneceu em Sálvington, enquanto Gabriel rumou para Jerusém e, estabelecendo-




se na esfera dedicada ao Pai — o mesmo Pai Universal cuja personalidade Lúcifer e Satã

punham em dúvida — , na presença das hostes reunidas das personalidades leais, Gabriel içou

a bandeira de Michael, o emblema material do governo da Trindade para toda a criação: três

círculos concêntricos na cor azul-celeste sobre um fundo branco.

(606.1)

 

53:5.5



 O emblema de Lúcifer era uma bandeira branca com um círculo vermelho ao

centro, e dentro do qual se inseria um círculo todo em negro.

(606.2)

 

53:5.6



 “Houve guerra nos céus; o comandante de Michael e os seus anjos lutaram contra o

dragão (Lúcifer, Satã e os príncipes apóstatas); e o dragão e os seus anjos rebeldes lutaram,

mas não prevaleceram.” Essa ‘guerra nos céus” não foi uma batalha física, como um conflito

dessa ordem poderia ser concebido em Urântia. Nos primeiros dias da luta, Lúcifer

permaneceu continuamente no anfiteatro planetário. Gabriel conduziu uma interminável

exposição dos sofismas rebeldes, da sua sede-central estabelecida nas cercanias. As várias

personalidades presentes à esfera, e que estavam em dúvida quanto à própria atitude, iam e

voltavam em meio a essas discussões, até que chegaram a uma decisão final.

(606.3)

 

53:5.7



 Mas essa guerra nos céus foi muito terrível e muito real. Ainda que não haja havido

uma demonstração das barbáries tão características da guerra física dos mundos imaturos,

esse conflito foi ainda mais mortal; a vida material fica em perigo no combate material, mas a

guerra nos céus foi travada pondo em risco a vida eterna.




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