O livro de Urântia



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2. As Causas da Rebelião

(602.4)


 

53:2.1


 Lúcifer e o seu primeiro assistente, Satã, haviam reinado já em Jerusém por mais

de quinhentos mil anos, quando, nos seus corações, começaram a alinhar-se contra o Pai

Universal e o Seu Filho, o então vice-regente Michael.

(602.5)


 

53:2.2


 Não houve qualquer condição peculiar ou especial, no sistema de Satânia, que

sugerisse ou favorecesse a rebelião. Acreditamos que a idéia tomou origem e forma na mente

de Lúcifer; e ele haveria de instigar tal rebelião, não importando onde estivesse servindo.

Inicialmente Lúcifer anunciou os seus planos a Satã, todavia foram necessários vários meses

para que a mente deste parceiro capaz e brilhante fosse corrompida. Contudo, uma vez

convertido às teorias rebeldes, Satã tornou-se um defensor ousado e sincero da “afirmação de

si e da liberdade”.

(602.6)


 

53:2.3


 Ninguém jamais sugeriu a Lúcifer uma rebelião. A idéia da auto-afirmação, em

oposição à vontade de Michael e aos planos do Pai Universal, tais como representados por

Michael, teve a sua origem na própria mente de Lúcifer. As relações dele com o Filho Criador

haviam sido sempre estreitas e cordiais. Em nenhum momento, antes da exaltação da sua

própria mente, Lúcifer chegara a exprimir abertamente qualquer insatisfação com a

administração do universo. Não obstante o seu silêncio, por mais de cem anos do tempo-




padrão, os Uniões dos Dias em Sálvington haviam informado, por refletividade, para Uversa,

que nem tudo estava em paz na mente de Lúcifer. Essa informação foi também encaminhada ao

Filho Criador e aos Pais da Constelação de Norlatiadeque.

(602.7)


 

53:2.4


 Ao longo desse período, Lúcifer tornou-se cada vez mais crítico de todo o plano de

administração do universo; sempre, no entanto, professando lealdade sincera aos Governantes

Supremos. A sua primeira deslealdade, manifestada abertamente, aconteceu por ocasião de

uma visita de Gabriel a Jerusém, poucos dias antes da proclamação aberta da Declaração de

Lúcifer pela Liberdade. Gabriel ficou tão profundamente impressionado que teve a certeza da

iminência de uma ruptura; e foi a Edêntia, diretamente, para conferenciar com os Pais da

Constelação sobre as medidas a serem tomadas no caso de uma rebelião declarada.

(603.1)


 

53:2.5


 Muito difícil torna-se apontar uma causa, ou causas exatas que finalmente

culminaram na rebelião de Lúcifer. Estamos certos quanto a uma única coisa, e esta é:

quaisquer que tenham sido as causas iniciais, elas tiveram a sua origem inteiramente na mente

de Lúcifer. Deve ter havido um orgulho do ego, nutrido por ele próprio, a ponto de levar

Lúcifer a iludir a si mesmo de um modo tal que, durante um certo tempo, realmente se haja

persuadido de que a idéia rebelde, de fato, era para o bem do sistema, se não do universo.

Quando os seus planos haviam já sido desenvolvidos, a ponto de levá-lo à desilusão, sem

dúvida ele havia ido longe demais e o seu orgulho original, gerador da desordem, não lhe

permitiria parar. Em algum ponto nessa experiência, ele tornou-se insincero; e o mal evoluiu

em pecado deliberado e voluntário. A prova de que isso aconteceu está na conduta

subseqüente desse brilhante executivo. A ele foi oferecida, desde longa data, a oportunidade

clara de arrependimento; no entanto, apenas alguns dos seus subordinados aceitaram a

misericórdia oferecida. Os Fiéis dos Dias de Edêntia, a pedido dos Pais da Constelação,

apresentaram pessoalmente o plano de Michael para a salvação desses rebeldes flagrantes; no

entanto, a misericórdia do Filho Criador foi sempre rejeitada, e rejeitada com um desprezo e

desdém sempre maiores.





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