O livro de Urântia


 O Homem Pós-Filho Auto-outorgado



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5. O Homem Pós-Filho Auto-outorgado

(595.6)


 

52:5.1


 Quando um certo padrão de desenvolvimento intelectual e espiritual é alcançado

em um mundo habitado, sempre um Filho de auto-outorga do Paraíso advém. Nos mundos

normais ele não aparece na carne até que as raças hajam ascendido a níveis mais elevados de

desenvolvimento intelectual e qualidade ética. Em Urântia, contudo, o Filho de auto-outorga, o

próprio Filho Criador vosso, apareceu ao final da dispensação Adâmica, mas não é essa a

seqüência normal e comum dos acontecimentos nos mundos do espaço.

(595.7)

 

52:5.2



 Quando os mundos houverem amadurecido para a espiritualização, o Filho auto-

outorgado vem. Esses Filhos sempre pertencem à ordem Magisterial ou à Avonal, excetuando-

se aquele caso em que, uma vez em cada universo local, o Filho Criador prepara-se para a sua

auto-outorga terminal, em algum mundo evolucionário, como ocorreu quando Michael de

Nébadon apareceu em Urântia para se auto-outorgar junto às vossas raças mortais. Apenas um

mundo, dentre quase dez milhões, pode gozar de uma tal dádiva; todos os outros mundos

avançam espiritualmente com a auto-outorga de um Filho do Paraíso, da ordem Avonal.

(596.1)


 

52:5.3


 O Filho auto-outorgado ao chegar em um mundo de alta cultura educacional,

encontra uma raça espiritualmente educada e preparada para assimilar os ensinamentos




avançados e dar o devido valor à missão de auto-outorga. Essa é uma idade caracterizada pela

busca mundial da cultura moral e da verdade espiritual. A paixão dos mortais nessa

dispensação é penetrar na realidade cósmica e comungar da realidade espiritual. As

revelações da verdade são ampliadas, passando a incluir o superuniverso. Surgem sistemas

inteiramente novos, de educação e governo, para suplantar os regimes imaturos das épocas

anteriores. A alegria de viver ganha novas cores, e as reações da vida são exaltadas, em tom e

timbre, até as alturas celestes.

(596.2)


 

52:5.4


 O Filho auto-outorgado vive e morre pela elevação espiritual das raças mortais em

um mundo. Ele estabelece o “caminho novo e vivo”; a sua vida é a encarnação da verdade do

Paraíso na carne mortal, é aquela mesma verdade — o próprio Espírito da Verdade — dentro

de cujo conhecimento os homens tornar-se-ão livres.

(596.3)

 

52:5.5



 Em Urântia, o estabelecimento deste “caminho vivo e novo” foi uma questão de

fato, bem como de verdade. O isolamento de Urântia, na rebelião de Lúcifer, havia suspendido

o procedimento pelo qual os mortais podem passar, com a morte, diretamente às margens dos

mundos das mansões. Antes dos dias de Cristo Michael, em Urântia, todas as almas dormiam

até as ressurreições dispensacionais ou até as ressurreições milenares especiais. Mesmo a

Moisés não foi permitido ir para o outro lado, até a ocasião da ressurreição especial; e foi

Caligástia, o Príncipe Planetário caído, que se opôs a essa liberação. Mas desde o dia de

Pentecostes, de novo os mortais de Urântia podem prosseguir diretamente para as esferas

moronciais.

(596.4)


 

52:5.6


 Quando da sua ressurreição, ao terceiro dia, depois de terminar a sua vida

encarnada, um Filho auto-outorgado ascende à mão direita do Pai Universal, recebe a

confirmação da aceitação da missão de auto-outorga e retorna para o Filho Criador na sede-

central do universo local. Após isso, o Filho Avonal auto-outorgado e o Criador Michael

enviam o espírito conjunto deles, o Espírito da Verdade, ao mundo da auto-outorga. Essa é a

ocasião em que o “espírito do Filho triunfante é efundido sobre toda a carne”. O Espírito

Materno do Universo também participa dessa efusão do Espírito da Verdade e,

concomitantemente, há a proclamação da ordem para a outorga dos Ajustadores do

Pensamento. A partir de então toda criatura volitiva de mente normal, daquele mundo,

receberá o Ajustador tão logo atinja a idade da responsabilidade moral e de escolha

espiritual.

(596.5)


 

52:5.7


 Se esse Avonal auto-outorgado devesse retornar a um mundo, depois da missão de

auto-outorga, ele não se encarnaria, mas viria “na glória, com as hostes seráficas”.

(596.6)

 

52:5.8



 A idade pós-Filho auto-outorgado pode estender-se de dez mil a cem mil anos. Não

há um limite de tempo arbitrado para qualquer dessas eras dispensacionais. Estas são épocas

de grande progresso ético e espiritual. Sob a influência espiritual dessas idades, o caráter

humano passa por transformações tremendas e experimenta um desenvolvimento fenomenal.

Torna-se possível aplicar a regra dourada na prática. Os ensinamentos de Jesus são realmente



aplicáveis a um mundo mortal que teve o aperfeiçoamento preliminar dos Filhos de pré-

outorga, com as suas dispensações de enobrecimento de caráter e ampliação da cultura.

(596.7)

 

52:5.9



 Durante essa era, os problemas das doenças e delinqüência são virtualmente

resolvidos. A degenerescência já foi amplamente eliminada pela reprodução seletiva. A

doença já foi praticamente dominada por meio das altas qualidades de resistência das

linhagens Adâmicas e a aplicação inteligente e em âmbito mundial das descobertas das

ciências físicas, nas idades precedentes. A longevidade média, durante esse período, sobe até

bem acima do equivalente a trezentos anos do tempo de Urântia.

(597.1)

 

52:5.10



 Durante essa época, há uma redução gradual da supervisão governamental. O

verdadeiro autogoverno está começando a funcionar; as leis restritivas fazem-se cada vez

menos necessárias. As ramificações militares de resistência nacional estão findando; a era da

harmonia internacional está realmente chegando. Há muitas nações, a maioria determinada

pela distribuição de terras; mas há apenas uma raça, uma língua e uma religião. Os assuntos

dos mortais alcançaram um ponto quase utópico, mas não completamente ainda. Essa é

verdadeiramente uma idade grande e gloriosa!



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