O livro de Urântia



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3. O Homem Pós-Adâmico

(592.6)


 

52:3.1


 Quando o ímpeto original da vida evolucionária houver percorrido todo o seu

curso biológico, e quando o homem houver alcançado o ápice do desenvolvimento animal, a

segunda ordem de filiação chegará e uma segunda dispensação de graça e ministrações será



inaugurada. Isso é verdadeiro para todos os mundos evolucionários. Quando o nível mais alto

possível de vida evolucionária houver sido atingido, e quando o homem primitivo houver

ascendido tão alto quanto possível na escala biológica, um Filho e uma Filha Materiais

sempre surgem no planeta, havendo sido despachados pelo Soberano do Sistema.

(593.1)

 

52:3.2



 Os Ajustadores do Pensamento são outorgados de modo crescente aos homens pós-

Adâmicos e, em números cada vez maiores, tais mortais alcançam capacidade para uma

posterior fusão com o Ajustador. Enquanto funcionam como Filhos descendentes, os Adãos

não possuem Ajustadores; mas a sua progênie planetária — tanto a direta, quanto a

miscigenada — é de candidatos legítimos à recepção, na época devida, de tais Monitores

Misteriosos. Quando termina a idade pós-Adâmica, o planeta está de posse da sua quota plena

de ministradores celestes; entretanto a outorga dos Ajustadores de fusão não se tornou ainda

universal.

(593.2)

 

52:3.3



 O propósito principal do regime Adâmico é influenciar o homem em evolução,

levando-o a completar a transição de um estágio da civilização, de caçadores e pastores, para

o de agricultores e horticultores, com o fito de, mais tarde, ser suplementado pelo advento dos

acessórios urbanos e industriais da civilização. Dez mil anos na dispensação dos elevadores

biológicos são o suficiente para concretizar uma transformação maravilhosa. Vinte e cinco mil

anos dessa administração da sabedoria do Príncipe Planetário, em conjunto com a dos Filhos

Materiais, em geral, amadurecem a esfera para o advento de um Filho Magisterial.

(593.3)


 

52:3.4


 Essa idade, via de regra, testemunha uma eliminação completa dos mal adaptados e

uma purificação ainda maior das linhagens raciais; nos mundos normais, as tendências bestiais

defeituosas são quase totalmente eliminadas das linhagens reprodutoras do reino.

(593.4)


 

52:3.5


 Os Filhos Adâmicos nunca se miscigenam com as linhagens inferiores das raças

evolucionárias. Nem é do plano divino, para os Adãos e Evas Planetários, que eles se

reproduzam, pessoalmente, com os povos evolucionários. Esse projeto de aperfeiçoamento da

raça é uma tarefa para a progênie deles. Mas a descendência do Filho e Filha Materiais

mobiliza-se isoladamente por gerações, antes de ser inaugurado o ministério da miscigenação

racial.


(593.5)

 

52:3.6



 O resultado da dádiva do plasma da vida Adâmica às raças mortais é uma elevação

imediata da capacidade intelectual e uma aceleração do progresso espiritual. Em geral, há um

aperfeiçoamento físico também. Num mundo normal, a dispensação pós-Adâmica é uma idade

de grande inventividade, de controle da energia e desenvolvimento mecânico. Essa é a era de

surgimento da manufatura multiforme e do controle das forças naturais; é a idade dourada de

exploração e subjugação final do planeta. Grande parte do progresso material de um mundo

ocorre durante esse período de inauguração do desenvolvimento das ciências físicas,

exatamente uma época como a que Urântia está agora experimentando. Considerando o curso

normal para os planetas, o vosso mundo está atrasado uma dispensação inteira, e mesmo mais.



(593.6)

 

52:3.7



 Ao final da dispensação Adâmica, em um planeta normal, as raças estão já

praticamente mescladas, e de um modo tal que pode ser verdadeiramente proclamado que

“Deus fez todas as nações de um só sangue”, e o seu Filho “fez todos os povos de uma só cor”.

A cor dessa raça miscigenada resulta em algo como um matiz oliva, com uma nuança do

violeta, sendo assim o “branco” racial das esferas.

(593.7)


 

52:3.8


 O homem primitivo é carnívoro, na sua grande maioria; os Filhos e as Filhas

Materiais, no entanto, não comem carne; mas a sua descendência, dentro de poucas gerações,

em geral, precipita-se para o nível onívoro, se bem que grupos inteiros de descendentes deles,

algumas vezes, continuam não comendo carne. A origem dupla das raças pós-Adâmicas

explica como essas linhagens humanas miscigenadas trazem vestígios anatômicos tanto dos

grupos animais carnívoros quanto dos herbívoros.

(593.8)

 

52:3.9



 Após dez mil anos de miscigenação racial, as linhagens resultantes apresentam

graus variados de mistura anatômica, algumas das linhagens trazendo mais das características

dos ancestrais não-carnívoros, outras apresentando mais os traços específicos e

características físicas dos seus progenitores evolucionários carnívoros. A maioria dessas

raças dos mundos logo se torna onívora, e subsiste alimentando-se de uma ampla gama de

alimentos, tanto do reino animal quanto do reino vegetal.

(594.1)

 

52:3.10



 A época pós-Adâmica é a da dispensação do internacionalismo. Estando próximo

de completar a tarefa de miscigenação das raças, o nacionalismo desaparece e a irmandade

entre os homens realmente começa a se materializar. O governo representativo começa a tomar

o lugar da monarquia e outras formas paternalistas de governo. O sistema educacional torna-se

mundial e, gradualmente, as línguas das raças dão lugar à língua do povo violeta. A paz

universal e a cooperação raramente são alcançadas antes que as raças estejam bem

miscigenadas, e antes de falarem uma mesma língua.

(594.2)


 

52:3.11


 Durante os séculos finais da era pós-Adâmica é despertado um novo interesse pela

arte, pela música e a literatura; e esse despertar mundial é o sinal para o aparecimento de um

Filho Magisterial. O desenvolvimento coroador dessa era é o interesse universal pelas

realidades intelectuais, a verdadeira filosofia. A religião torna-se menos nacionalista, mais e

mais sendo um assunto planetário. Novas revelações da verdade caracterizam essas idades, e

os Altíssimos das constelações começam a governar nos assuntos dos homens. A verdade é

revelada ao nível da administração das constelações.

(594.3)


 

52:3.12


 Um grande avanço ético caracteriza essa era; a irmandade dos homens passando a

ser a meta na sociedade deles. A paz, de âmbito mundial — a cessação de conflitos entre as

raças e da animosidade nacional — , é indicadora da maturidade planetária para o advento da

terceira ordem de filiação, a do Filho Magisterial.





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