O livro de Urântia


 O Homem Pós-Príncipe Planetário



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2. O Homem Pós-Príncipe Planetário

(591.1)


 

52:2.1


 Com a chegada do Príncipe Planetário uma nova dispensação começa. O governo

aparece na Terra e uma época tribal avançada advém. Durante uns poucos milênios, sob esse

regime, um grande progresso social é alcançado. Em condições normais, os mortais atingem

um alto estado de civilização durante essa idade. Não lutam por tanto tempo na barbárie, como

o fizeram as raças de Urântia. Mas a vida em um mundo habitado é tão modificada pela

rebelião, que vós não podeis ter senão uma pálida idéia de um regime como esse em um

planeta normal.

(591.2)


 

52:2.2


 A duração média dessa dispensação é de cerca de quinhentos mil anos, algumas

sendo mais longas e outras, mais curtas. Durante essa era, o planeta estabelece-se nos

circuitos do sistema e uma quota plena de ajudantes seráficos e outros assistentes celestes é

designada para a sua administração. Em números cada vez maiores os Ajustadores do

Pensamento vêm, e os guardiães seráficos amplificam o seu regime de supervisão dada aos

mortais.


(591.3)

 

52:2.3



 Quando da chegada do Príncipe Planetário em um mundo primitivo, prevalecia uma

religião evolucionária, de medo e ignorância. O Príncipe e o seu corpo de assessores fazem as




primeiras revelações sobre a verdade mais elevada e a organização do universo. Essas

apresentações iniciais da religião revelada são muito simples e, normalmente, pertinentes aos

assuntos do sistema local. A religião é integralmente um processo da evolução, antes da

chegada do Príncipe Planetário. Subseqüentemente, a religião progride por meio da revelação

gradativa, bem como pelo crescimento evolucionário. Cada dispensação, cada época mortal,

recebe uma apresentação ampliada da verdade espiritual e da ética religiosa. A evolução da

capacidade religiosa de receptividade, entre os habitantes de um mundo determina em grande

parte o grau do seu avanço espiritual e o alcance da revelação religiosa.

(591.4)

 

52:2.4



 Essa dispensação testemunha um alvorecer espiritual e as diferentes raças e suas

várias tribos tendem a desenvolver sistemas especializados de pensamento religioso e

filosófico. Uniformemente, duas forças fazem-se presentes em todas essas religiões das raças:

os primeiros temores do homem primitivo e as primeiras revelações do Príncipe Planetário.

Sob alguns pontos de vista os urantianos parecem não haver saído ainda inteiramente desse

estágio na sua evolução planetária. À medida que prosseguirdes neste estudo, mais claramente

ireis discernir o quanto o vosso mundo encontra-se desviado do curso do progresso

evolucionário e do seu desenvolvimento.

(591.5)

 

52:2.5



 O Príncipe Planetário, contudo, não é “o Príncipe da Paz”. As lutas raciais, as

guerras tribais, continuam nessa dispensação; mas com uma freqüência e severidade

decrescentes. Essa é a grande idade da dispersão racial e culmina em um período de

nacionalismo intenso. A cor é a base dos agrupamentos tribais e nacionais e, muitas vezes, as

diferentes raças desenvolvem idiomas distintos. Cada grupo em expansão, de mortais, tende a

buscar o isolamento. Essa segregação é favorecida pela existência de muitas línguas. Antes da

unificação das várias raças, algumas vezes, as suas guerras incansáveis resultam na

eliminação de povos inteiros; as raças de homens alaranjados e homens verdes ficam

especialmente sujeitas a tal extinção.

(591.6)


 

52:2.6


 Em mundos dentro da normalidade, durante uma parte adiantada do governo do

Príncipe, a vida nacional começa a substituir a organização tribal ou, melhor, a sobrepor-se à

dos grupos tribais existentes. Mas a grande realização da época do Príncipe é o surgimento da

vida da família. Até então, as relações humanas haviam sido sobretudo tribais; a partir de

agora o lar começa a se materializar.

(591.7)


 

52:2.7


 Essa é a dispensação da realização da igualdade dos sexos. Em alguns planetas, o

masculino pode governar o feminino; em outros, prevalece o inverso. Durante essa idade nos

mundos normais, é estabelecida uma igualdade plena entre os sexos, e isso ocorre como uma

preliminar para a realização mais plena dos ideais da vida doméstica do lar. E esse é o

alvorecer da idade dourada do lar. A idéia do governo tribal, gradualmente, dá lugar ao

conceito dual da vida nacional e da vida familiar.

(592.1)

 

52:2.8



 Durante essa idade surge a agricultura. O desenvolvimento da idéia da família é

incompatível com a vida errante e instável do caçador. Gradualmente, se estabelece o hábito




de ficarem mais fixas as habitações e o cultivo do solo torna-se um hábito definitivo. A

domesticação dos animais e o desenvolvimento de artesanatos do lar têm um rápido

crescimento. Ao atingir o ápice da evolução biológica, um alto nível de civilização terá sido

alcançado, mas há pouco desenvolvimento de ordem mecânica; a invenção é característica da

idade seguinte.

(592.2)


 

52:2.9


 As raças são purificadas e elevadas a um alto estado de perfeição física e vigor

intelectual, antes do fim dessa era. O desenvolvimento inicial de um mundo normal é muito

ajudado pelo plano de promover um aumento do número de tipos mais elevados de mortais,

com um decréscimo proporcional dos inferiores. E o fracasso dos vossos povos iniciais em

discernir entre esses tipos foi o que acarretou a presença de tantos indivíduos defeituosos e

degenerados entre as raças atuais de Urântia.

(592.3)

 

52:2.10



 Uma das grandes realizações da idade do Príncipe é a restrição da multiplicação

dos indivíduos mentalmente deficientes e socialmente mal adaptados. Muito antes dos tempos

da chegada dos Adãos, os segundos Filhos, a maior parte dos mundos dedica-se seriamente à

tarefa de purificação da raça, algo que os povos de Urântia ainda nem sequer tentaram fazer a

sério.

(592.4)


 

52:2.11


 Essa questão do aperfeiçoamento racial não é uma tarefa tão prolongada, se

enfrentada nessa época inicial da evolução humana. O período precedente, de lutas tribais e

severa competição para a sobrevivência racial, eliminou a maior parte das linhagens anormais

e deficientes. Um idiota não tem muita chance de sobrevivência em uma organização social

tribal primitiva e em guerra. É um sentimentalismo falso das vossas civilizações, parcialmente

perfeccionadas, o de fomentar, proteger e perpetuar as linhagens irremediavelmente

defeituosas dentre as raças evolucionárias humanas.

(592.5)


 

52:2.12


 Não é ternura nem altruísmo oferecer uma compaixão fútil, a seres humanos

degenerados e inferiores, a mortais anormais e sem salvação. Mesmo nos mais normais dos

mundos evolucionários, existem diferenças suficientes entre os indivíduos e os inúmeros

grupos sociais; diferenças que permitem o pleno exercício de todos esses traços nobres de

sentimento altruísta e não-egoísta de ministração mortal, mas sem perpetuar as linhagens

desajustadas sociais e moralmente degeneradas da humanidade evolucionária. Há

oportunidades abundantes para o exercício e a função da tolerância e do altruísmo, em defesa

dos indivíduos desafortunados e necessitados que não hajam perdido, irremediavelmente, sua

herança moral, nem destruído para sempre o seu patrimônio espiritual trazido do berço.



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