O livro de Urântia



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1. O Homem Primitivo

(589.10)


 

52:1.1


 Desde a época do surgimento do homem, vindo do nível animal — quando ele

pode já escolher adorar o Criador — até a chegada do Príncipe Planetário, as criaturas

mortais de vontade são chamadas de homens primitivos. Há seis tipos básicos, ou raças, de

homens primitivos, e esses povos iniciais aparecem sucessivamente na ordem das cores do

espectro, começando pelo vermelho. A duração desse período de evolução da vida primitiva

varia muito nos diversos mundos, indo desde cento e cinqüenta mil anos até mais de um

milhão de anos do tempo de Urântia.



(589.11)

 

52:1.2



 As raças evolucionárias de cor — vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul e

índigo — começam a aparecer por volta da época em que o homem primitivo está

desenvolvendo uma linguagem simples e começando a exercitar a imaginação criativa. Nessa

época, o homem já se acha bem acostumado a permanecer ereto.

(589.12)

 

52:1.3



 Os homens primitivos são caçadores poderosos e lutadores ferrenhos. A lei dessa

idade é a da sobrevivência física do mais apto; o governo dessas épocas é inteiramente tribal.

Durante as lutas raciais iniciais, em muitos mundos, algumas das raças evolucionárias são

eliminadas, como ocorreu em Urântia. Aquelas que sobrevivem, geralmente, misturam-se com

a raça violeta dos povos Adâmicos, importada posteriormente.

(589.13)


 

52:1.4


 À luz da civilização subseqüente, essa era do homem primitivo é um capítulo

longo, escuro e sangrento. A ética da selva e a moral das florestas primitivas não se encontram

em harmonia com os padrões das dispensações posteriores, de religião revelada, que trazem

um desenvolvimento espiritual mais elevado. Em mundos normais e não-experimentais essa

época é bastante diferente das lutas prolongadas e extraordinariamente brutais que

caracterizaram tal idade em Urântia. Quando houverdes emergido após a vossa primeira

experiência em um mundo, começareis a perceber por que essa longa e dolorosa luta ocorre

nos mundos evolucionários e, na medida em que prosseguirdes no caminho ao Paraíso,

compreendereis cada vez mais a sabedoria desses feitos aparentemente estranhos. Entretanto,

apesar de todas as vicissitudes das idades primitivas de surgimento do homem, as atuações do

homem primitivo representam um capítulo esplêndido, e heróico mesmo, nos anais de um

mundo evolucionário do tempo e do espaço.

(590.1)

 

52:1.5



 O homem evolucionário, nos seus primórdios, não é uma criatura pitoresca. Em

geral, os mortais primitivos habitam em cavernas ou falésias. E também constroem cabanas

rudes, em árvores amplas. Antes de adquirirem uma ordem elevada de inteligência, algumas

vezes, os planetas são invadidos por tipos maiores de animais. Mas, muito cedo nessa era, os

mortais aprendem a acender e manter o fogo e, com imaginação inventiva crescente e o

aperfeiçoamento dos utensílios, o homem em evolução logo vence os animais maiores e menos

ágeis. As raças primitivas também fazem um uso extenso dos animais voadores maiores. Esses

pássaros enormes são capazes de carregar um ou dois homens, de tamanho médio, em um vôo

ininterrupto de mais de oitocentos quilômetros. Em alguns planetas, esses pássaros são de

grande valia, pois possuem uma ordem de inteligência suficientemente elevada, sendo

freqüentemente capazes de falar várias palavras das línguas do reino. Esses pássaros são

muito inteligentes, obedientes e incrivelmente afetuosos. E tais pássaros de transporte estão

extintos, há muito, em Urântia, mas os vossos ancestrais primitivos desfrutaram dos serviços

deles.


(590.2)

 

52:1.6



 O momento em que o homem adquire o juízo ético, a vontade moral, coincide

normalmente com o surgimento da linguagem primitiva. Alcançando o nível humano, depois

dessa emergência da vontade do mortal, esses seres tornam-se receptivos à residência

temporária dos Ajustadores divinos e, quando da morte, vários deles são devidamente




escolhidos como sobreviventes e marcados com um selo, pelos arcanjos, para a subseqüente

ressurreição e fusão com o Espírito. Os arcanjos sempre acompanham os Príncipes

Planetários e, simultaneamente com a chegada do Príncipe, um juízo dispensacional do reino

acontece,.

(590.3)

 

52:1.7



 Todos os mortais resididos por Ajustadores do Pensamento são adoradores em

potencial; foram “iluminados pela luz verdadeira” e possuem a capacidade de buscar o

contato recíproco com a divindade. Contudo, a religião primeva ou biológica do homem

primitivo é mais como uma persistência do medo animal combinado ao espanto ignorante e à

superstição tribal. A sobrevivência da superstição, nas raças de Urântia, não é complementar

ao vosso desenvolvimento evolucionário, nem compatível com as vossas realizações

esplêndidas, por tantos outros motivos, de progresso material. Mas essa religião primitiva do

medo serve ao propósito bastante útil de dominar os temperamentos ferozes das criaturas

primitivas. É a precursora da civilização e constitui solo para o subseqüente plantio das

sementes da religião revelada pelo Príncipe Planetário e seus ministros.

(590.4)

 

52:1.8



 Cem mil anos depois que o homem adquire a postura ereta, o Príncipe Planetário

normalmente chega, despachado que foi pelo Soberano do Sistema, depois de um informe dos

Portadores da Vida de que a vontade está atuando, ainda que relativamente poucos indivíduos

hajam-se desenvolvido nesse sentido. Os mortais primitivos normalmente acolhem bem o

Príncipe Planetário e a sua assessoria visível; de fato os homens os vêem com admiração e

reverência, quase com adoração, se não forem refreados.





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