O livro de Urântia



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6. O Regime Edênico

(586.5)


 

51:6.1


 Na maioria dos mundos habitados os Jardins do Éden persistem como magníficos

centros culturais e continuam a funcionar como modelos sociais para os usos e a conduta

planetária, idade após idade. Mesmo nos tempos iniciais, quando os povos violetas ficam

relativamente segregados, suas escolas recebem os candidatos apropriados, provenientes das

raças do mundo, enquanto os desenvolvimentos industriais do Jardim abrem novos canais de

intercâmbio comercial. Assim, os Adãos, as Evas e sua progênie, contribuem para uma súbita

expansão cultural e para o rápido aperfeiçoamento das raças evolucionárias dos seus mundos.

E todas essas relações são implementadas e seladas pela miscigenação das raças

evolucionárias com os filhos de Adão, resultando em uma imediata elevação do status

biológico, advindo uma estimulação do potencial intelectual e um aumento da receptividade

espiritual.

(586.6)


 

51:6.2


 Nos mundos normais, o Jardim, sede da raça violeta, transforma-se no segundo

centro de cultura do mundo e, juntamente com a cidade sede-central do Príncipe Planetário,

dita o ritmo do desenvolvimento da civilização. Por séculos, as escolas da cidade sede-

central do Príncipe Planetário e as escolas do Jardim de Adão e Eva permanecem

contemporâneas. Em geral, não ficam muito distantes e trabalham juntas em cooperação

harmoniosa.

(587.1)

 

51:6.3



 Pensai sobre o que significaria, para o vosso mundo, se em algum lugar no Levante

houvesse um centro mundial de civilização, uma grande universidade planetária de cultura,

que teria funcionado, ininterruptamente, por 37 000 anos. E, de novo, parai para considerar

como a autoridade moral de um centro tão antigo não seria reforçada se estivesse situada não

muito distante de uma outra sede-central, mais antiga ainda e de ministração celeste, cuja

tradição teria exercido uma força acumulativa de 500 000 anos de influência evolucionária

integrada. São os hábitos que acabam por disseminar os ideais do Éden a todo um mundo.

(587.2)


 

51:6.4


 As escolas do Príncipe Planetário ocupam-se principalmente da filosofia, religião,

moral, realizações intelectuais e artísticas. As escolas do Jardim de Adão e Eva devotam-se,

geralmente, às artes aplicadas, educação intelectual fundamental, cultura social,

desenvolvimento econômico, relações de comércio, aptidão física e governo civil.

Finalmente, esses centros mundiais fundem-se, mas tal afiliação de verdade algumas vezes não

acontece, até os tempos do primeiro Filho Magisterial.




(587.3)

 

51:6.5



 A existência continuada do Adão e Eva Planetários, aliada ao núcleo da filiação

pura da raça violeta, confere uma estabilidade de crescimento à cultura Edênica, pois essa

cultura passa a atuar sobre a civilização de um mundo com a força convincente da tradição.

Nesses Filhos e Filhas Materiais imortais, encontramos o último e indispensável elo que

conecta Deus ao homem, elo este que reduz o abismo quase infinito entre o Criador eterno e as

personalidades finitas inferiores do tempo. Eis, pois, um ser de alta origem que é físico,

material e, mesmo, uma criatura sexuada, como os mortais de Urântia, que pode ver e

compreender o Príncipe Planetário invisível e interpretá-lo para as criaturas mortais do reino;

pois os Filhos e Filhas Materiais são capazes assim de ver todas as ordens menos elevadas de

seres espirituais; eles enxergam o Príncipe Planetário e toda a sua assessoria, visível e

invisível.

(587.4)


 

51:6.6


 Com o passar dos séculos, por meio da amalgamação da sua progênie com as raças

dos homens, esses mesmos Filho e Filha Materiais passam a ser aceitos como ancestrais da

humanidade, como pais comuns dos agora misturados descendentes das raças evolucionárias.

O propósito é que os mortais, que começam em um mundo habitado, tenham a experiência de

reconhecer sete pais:

(587.5)


 

51:6.7


 1. O pai biológico — o pai na carne.

(587.6)


 

51:6.8


 2. O pai do reino — o Adão Planetário.

(587.7)


 

51:6.9


 3. O pai das esferas — o Soberano do Sistema.

(587.8)


 

51:6.10


 4. O Pai Altíssimo — o Pai da Constelação.

(587.9)


 

51:6.11


 5. O Pai do Universo — o Filho Criador e governante supremo das criações

locais.


(587.10)

 

51:6.12



 6. Os Super-Pais — os Anciães dos Dias, que governam o superuniverso.

(587.11)


 

51:6.13


 7. O Pai do espírito ou o Pai de Havona — o Pai Universal, que se encontra

no Paraíso e que outorga o Seu espírito para viver e trabalhar nas mentes das criaturas

inferiores que habitam o universo dos universos.



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