O livro de Urântia


 A Civilização Progressiva



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5. A Civilização Progressiva

(576.4)


 

50:5.1


 Os príncipes leais dos mundos habitados ficam permanentemente agregados aos

planetas para os quais foram designados originalmente. Os Filhos do Paraíso e as suas

dispensações podem ir e vir, mas um Príncipe Planetário que tenha tido êxito continua sempre

como governante do seu reino. O seu trabalho é inteiramente independente das missões dos

Filhos mais elevados, pois é destinado a fomentar o desenvolvimento da civilização

planetária.

(576.5)

 

50:5.2



 O progresso da civilização nunca é semelhante em dois planetas distintos. Os

detalhes do desenrolar da evolução mortal são muito diferentes nos inúmeros mundos

dessemelhantes. Apesar das muitas diferenças dos desenvolvimentos planetários, nos

domínios físico, intelectual e social, todas as esferas evolucionárias progridem em certas

direções bem definidas.

(576.6)


 

50:5.3


 Sob o governo benigno de um Príncipe Planetário, intensificado pela presença dos

Filhos Materiais e marcado pelas missões periódicas dos Filhos do Paraíso, as raças mortais,

em um mundo do tempo e do espaço dentro da carreira normal, passarão sucessivamente pelas

sete épocas seguintes de desenvolvimento:

(576.7)

 

50:5.4



 1. A época da nutrição. As criaturas pré-humanas e as raças iniciais do


homem primitivo ocupam-se principalmente com os problemas da nutrição. Esses seres

em evolução passam o tempo em que estão despertos à procura de alimento ou em

combates, ofensiva ou defensivamente. A busca da comida é fundamental nas mentes

desses ancestrais primitivos da civilização subseqüente.

(576.8)

 

50:5.5



 2. A idade da segurança. Tão logo possa ter algum tempo de sobra, entre os

períodos de procura de alimento, o caçador primitivo usa desse lazer para aumentar a sua

segurança. E uma atenção cada vez maior é dedicada à técnica da guerra. Os lares são

fortificados e os clãs solidificam-se em conseqüência do medo mútuo e com a inculcação

de ódio aos grupos estranhos. A autopreservação é uma meta que vem sempre em seguida

à da automanutenção.

(577.1)

 

50:5.6



 3. A era do conforto material. Depois que os problemas da alimentação

hajam sido parcialmente resolvidos e algum nível de segurança houver sido alcançado, o

tempo de lazer adicional é utilizado para promover o conforto pessoal. O luxo, ocupando

o centro do palco das atividades humanas, passa a rivalizar-se com a simples

necessidade. Essa idade é muito freqüentemente caracterizada pela tirania, intolerância,

glutonaria e bebedeira. Os elementos mais fracos das raças têm uma inclinação para os

excessos e a brutalidade. Gradativamente tais seres debilitam-se na busca do prazer e

são subjugados pelos elementos mais fortes e amantes da verdade na civilização em

avanço.

(577.2)


 

50:5.7


 4. A busca de conhecimento e sabedoria. O alimento, a segurança, o prazer e

o lazer fornecem a base para o desenvolvimento da cultura e a disseminação do

conhecimento. O esforço para colocar em prática o conhecimento resulta em sabedoria e,

quando houver aprendido como tirar proveito da experiência e assim aprimorar-se, uma

cultura terá realmente atingido a época de civilização. O alimento, a segurança e o

conforto material ainda dominam a sociedade; mas muitos indivíduos de visão mais

ampla têm fome de conhecimento e sede de sabedoria. Cada criança terá a oportunidade

de aprender praticando; a educação é a palavra de ordem dessas idades.

(577.3)

 

50:5.8



 5. A época da filosofia e da fraternidade. Quando os mortais aprendem a

pensar e começam a tirar proveito da experiência, tornam-se filosóficos — e começam a

raciocinar por si próprios e exercer o juízo do discernimento. A sociedade, nessa idade,

torna-se ética; e os mortais dessa época estão realmente transformando-se em seres

morais. E seres morais sábios são capazes de estabelecer uma irmandade entre os

homens, em um mundo que progride desse modo. Os seres morais e éticos podem

aprender a viver segundo a regra de ouro.

(577.4)


 

50:5.9


 6. A idade das batalhas espirituais. Quando os mortais em evolução

houverem passado pelos estágios do desenvolvimento físico, intelectual e social,

atingem, mais cedo ou mais tarde, aquele nível de visão interior pessoal que os impele a

buscar a satisfação espiritual e o entendimento cósmico. A religião faz por completar a




elevação, desde os domínios emocionais do medo e da superstição, aos níveis elevados

de sabedoria cósmica e experiência espiritual pessoal. A educação leva à aspiração de

alcançar os significados, e a cultura apreende as relações cósmicas e os valores

verdadeiros. Tais mortais em evolução são genuinamente cultos, verdadeiramente

educados e primorosamente conhecedores de Deus.

(577.5)


 

50:5.10


 7. A era de luz e vida. Este é o florescimento das eras sucessivas, de

segurança física, expansão intelectual, cultura social e realização espiritual. Essas

realizações humanas são agora combinadas, associadas e coordenadas em unidade

cósmica e para o serviço não-egoísta. Dentro das limitações da natureza finita e dos dons

materiais, não há fronteiras estabelecidas para o alcance das possibilidades da

realização evolucionária das gerações em avanço, que vivem sucessivamente nesses

mundos supernos e estabelecidos do tempo e do espaço.

(577.6)


 

50:5.11


 Depois de servirem às suas esferas, nas sucessivas dispensações da história do

mundo e das épocas progressivas de avanço planetário, os Príncipes Planetários são elevados

à posição de Soberanos Planetários, quando da inauguração da era de luz e vida.



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