O livro de Urântia



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7. A Mota Moroncial

(556.1)


 

48:7.1


 Os planos mais baixos da mota moroncial confluem, tangenciando, imediatamente

abaixo, os mais altos níveis da filosofia humana. No primeiro mundo das mansões a prática é

ensinar aos estudantes menos avançados pela técnica das paralelas; isto é, em uma coluna são

apresentados os mais simples conceitos dos significados da mota, e numa coluna ao lado são

colocadas as citações de afirmações análogas da filosofia mortal.

(556.2)


 

48:7.2


 Há pouco tempo, enquanto cumpria um compromisso no primeiro mundo das

mansões de Satânia, eu tive a ocasião de observar esse método de ensino; e, embora não possa

eu apresentar a parte da lição que corresponde à mota, é-me permitido recordar as vinte e oito

afirmações da filosofia humana que aquele instrutor moroncial estava utilizando como material

ilustrativo, destinado a ajudar esses recém-chegados ao mundo das mansões nos seus

primeiros esforços para compreender o significado e o sentido da mota. Essas ilustrações da

filosofia humana eram:

(556.3)


 

48:7.3


 1. Uma demonstração de habilidade especializada não significa a posse de

capacidade espiritual. A engenhosidade não substitui o caráter verdadeiro.

(556.4)

 

48:7.4



 2. Poucas pessoas vivem à altura da fé que na verdade possuem. O medo

irracional é uma fraude intelectual madrasta, praticada contra a alma mortal em evolução.

(556.5)

 

48:7.5



 3. As capacidades inerentes não podem ser superadas; em um copo jamais

pode caber um litro. O conceito espiritual não pode ser mecanicamente imposto aos

moldes da memória material.

(556.6)


 

48:7.6


 4. Poucos mortais ousam atribuir a soma dos créditos da sua personalidade

aos ministérios combinados da natureza e da graça. A maioria das almas empobrecidas é

verdadeiramente rica, mas se recusa a acreditar nisso.

(556.7)


 

48:7.7


 5. As dificuldades podem desafiar a mediocridade e derrotar os temerosos,

mas apenas estimulam os verdadeiros filhos dos Altíssimos.




(556.8)

 

48:7.8



 6. Desfrutar do privilégio sem abuso, ter liberdade sem licença, possuir o

poder e firmemente se recusar a usá-lo para o auto-engrandecimento — essas marcas

indicam uma alta civilidade, numa alta civilização.

(556.9)


 

48:7.9


 7. Acidentes cegos e imprevistos não ocorrem no cosmo. Nem os seres

celestes ajudam um ser mais baixo que se recusa a agir sob a luz da sua verdade.

(556.10)

 

48:7.10



 8. O esforço nem sempre produz alegria, mas não existe felicidade sem

esforço inteligente.

(556.11)

 

48:7.11



 9. A ação gera a força; a moderação resulta em encanto.

(556.12)


 

48:7.12


 10. A retidão toca as cordas da harmonia da verdade; e a melodia vibra em

todo o cosmo, para reconhecer até mesmo o Infinito.

(556.13)

 

48:7.13



 11. Os fracos condescendem em tomar resoluções, mas os fortes agem. A

vida não é senão um dia de trabalho — faça-o bem. O ato é nosso; as conseqüências são

de Deus.

(556.14)


 

48:7.14


 12. A maior aflição em todo o cosmo é nunca ter sido afligido. Os mortais

apenas aprendem a sabedoria pela experiência da tribulação.

(556.15)

 

48:7.15



 13. É do isolamento solitário das profundezas experienciais que as estrelas

são mais bem discernidas, não dos cumes iluminados e deslumbrantes das montanhas.

(556.16)

 

48:7.16



 14. Estimulai o apetite dos vossos companheiros pela verdade; e, conselhos,

vós o dareis apenas quando vos for pedido.

(557.1)

 

48:7.17



 15. A afetação é o esforço ridículo do ignorante para parecer sábio, a

tentativa da alma estéril de parecer rica.

(557.2)

 

48:7.18



 16. Vós não podeis perceber a verdade espiritual até que a vossa experiência

a tenha provado, contudo muitas verdades não são realmente sentidas senão na

adversidade.

(557.3)


 

48:7.19


 17. A ambição é perigosa até que ela seja integralmente socializada. Vós não

adquirireis, verdadeiramente, uma virtude sequer, antes que os vossos atos vos façam

dignos dela.

(557.4)


 

48:7.20


 18. A impaciência é um veneno para o espírito; a raiva é como uma pedra

atirada em um ninho de vespas.

(557.5)

 

48:7.21



 19. A ansiedade deve ser abandonada. As decepções mais difíceis de serem


toleradas são as que nunca chegam.

(557.6)


 

48:7.22


 20. Apenas um poeta pode ver poesia na prosa lugar-comum da existência

rotineira.

(557.7)

 

48:7.23



 21. A missão elevada de qualquer arte é, por meio das suas ilusões,

prenunciar uma realidade universal superior, é cristalizar as emoções do tempo no

pensamento da eternidade.

(557.8)


 

48:7.24


 22. A alma em evolução não se torna divina pelo que faz, mas por aquilo que

se esforça por fazer.

(557.9)

 

48:7.25



 23. A morte nada acrescenta à posse intelectual nem à dotação espiritual, mas

ao cabedal experiencial acrescenta a consciência da sobrevivência.

(557.10)

 

48:7.26



 24. O destino da eternidade é determinado, momento a momento, por aquilo

que é realizado na vida do dia-a-dia. Os atos de hoje são o destino de amanhã.

(557.11)

 

48:7.27



 25. A grandeza não repousa tanto em possuir força, quanto em fazer um uso

sábio e divino dessa força.

(557.12)

 

48:7.28



 26. O conhecimento é adquirido apenas pelo compartilhamento; ele é

salvaguardado pela sabedoria e socializado pelo amor.

(557.13)

 

48:7.29



 27. O progresso requer o desenvolvimento da individualidade; a

mediocridade busca a perpetuação na padronização.

(557.14)

 

48:7.30



 28. A necessidade de defender uma proposição por meio da argumentação é

inversamente proporcional ao teor da sua verdade implícita.

(557.15)

 

48:7.31



 Esse é um trabalho para os iniciantes no primeiro mundo das mansões, enquanto

os alunos mais avançados, nos mundos seguintes, estão já cuidando da própria mestria sobre

níveis mais elevados do discernimento cósmico e da mota moroncial.



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