O livro de Urântia


 Os Serafins dos Mundos Moronciais — Os Ministros de Transição



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6. Os Serafins dos Mundos Moronciais — Os Ministros de Transição

(551.6)


 

48:6.1


 Embora todas as ordens de anjos, desde os ajudantes planetários até os serafins

supremos, ministrem nos mundos moronciais, os ministros de transição são mais

exclusivamente designados para essas atividades. Esses anjos são da sexta ordem de

servidores seráficos, e a sua ministração é devotada a facilitar o trânsito, para as criaturas

materiais e mortais, da vida temporal na carne até os primeiros estágios da existência

moroncial nos sete mundos das mansões.

(551.7)

 

48:6.2



 Devíeis compreender que a vida moroncial de um mortal ascendente realmente tem

o seu início nos mundos habitados, quando se dá a concepção da alma, naquele momento em

que a mente da criatura de status moral é residida pelo espírito Ajustador. Desse momento em

diante, a alma mortal tem capacidade potencial para uma função supramortal, e até mesmo

para ser reconhecida nos níveis mais elevados das esferas moronciais do universo local.

(552.1)


 

48:6.3


 Não sereis, contudo, conscientes da ministração dos serafins de transição, antes de

atingirdes os mundos das mansões, onde eles trabalham incansavelmente, para o avanço dos

seus pupilos mortais, sendo designados ao serviço segundo as sete divisões seguintes:

(552.2)


 

48:6.4


 1. Os Evangelhos Seráficos. No momento em que retomais a consciência, nos


mundos das mansões, sereis classificados como espíritos em evolução nos registros do

sistema. É bem verdade, na realidade, que então ainda não sereis espíritos, mas já não

sereis mais seres mortais nem materiais, já tereis embarcado na carreira de pré-espíritos

e já fostes devidamente admitidos à vida moroncial.

(552.3)

 

48:6.5



 Nos mundos das mansões, os evangelhos seráficos vos ajudarão a escolher,

sabiamente, entre os caminhos opcionais para Edêntia, Sálvington, Uversa e Havona. Se

houver um certo número de caminhos igualmente aconselháveis, estes serão colocados

diante de vós; e ser-vos-á permitido escolher aquele que mais vos atrair. Esses serafins,

então, fazem recomendações aos vinte e quatro conselheiros em Jerusém a respeito

daquele curso que deve ser o mais favorável para cada alma ascendente.

(552.4)

 

48:6.6



 Não vos é dado escolher, irrestritamente, o vosso futuro percurso; todavia,

podereis optar, dentro dos limites daquilo que determinam os ministros de transição e os

superiores deles, sabiamente, como a via mais adequada para realizardes vossa meta

espiritual futura. O mundo espiritual é governado pelo princípio do respeito à escolha

feita pelo vosso livre-arbítrio, desde que o percurso que possais escolher não esteja em

detrimento de vós próprios e desde que não vá causar danos aos vossos companheiros.

(552.5)

 

48:6.7



 Esses evangelhos seráficos estão dedicados à proclamação da palavra de

Deus para a progressão eterna, para o triunfo ao atingir a perfeição. Nos mundos das

mansões, eles proclamam a grande lei da conservação e do predomínio da bondade:

nenhum ato de bondade jamais se perde totalmente; pode permanecer frustrado por muito

tempo, mas nunca é totalmente anulado, e é eternamente potente na proporção da

divindade da sua motivação.

(552.6)

 

48:6.8



 Mesmo em Urântia, eles aconselham os mestres humanos da verdade e retidão

a aderir à pregação “da bondade de Deus, que leva ao arrependimento” e a proclamar “o

amor de Deus, que elimina todo o temor”. E, desse modo, as verdades têm sido

declaradas no vosso mundo:

(552.7)

 

48:6.9



 Os Deuses são os meus guardiães; eu não me perderei;

(552.8)


 

48:6.10


 Lado a lado, conduzem-me pelos belos caminhos e na glória revigorante

da vida eterna.

(552.9)

 

48:6.11



 E, nessa divina presença, não terei fome de alimento nem sede de água.

(552.10)


 

48:6.12


 Ainda que eu desça ao vale da incerteza ou ascenda aos mundos da

dúvida,


(552.11)

 

48:6.13



 Ainda que caminhe na solidão ou com os meus semelhantes,


(552.12)

 

48:6.14



 Mesmo que eu triunfe nos coros da luz ou titubeie nos locais solitários

das esferas,

(552.13)

 

48:6.15



 O Vosso bom espírito ministrará a mim, e o Vosso anjo glorioso

confortar-me-á.

(552.14)

 

48:6.16



 Ainda que desça às profundezas da escuridão e da própria morte,

(552.15)


 

48:6.17


 Não duvidarei de Vós, nem Vos temerei,

(552.16)


 

48:6.18


 Pois sei que, na plenitude dos tempos e na glória do Vosso nome,

(552.17)


 

48:6.19


 Vós me elevareis, para que eu me assente Convosco nas fortificações

das alturas.

(553.1)

 

48:6.20



 Essa foi a história sussurrada ao menino pastor durante a noite. Ele não

conseguiu guardar palavra por palavra, mas, com o melhor da sua memória, nos deu o

que ainda hoje é relembrado do modo acima.

(553.2)


 

48:6.21


 Esses serafins são também os evangelhos, a palavra de Deus, para que todo o

sistema atinja a perfeição, tanto quanto o ascendente individual. E, mesmo agora, no

jovem sistema de Satânia, os seus ensinamentos e planos abrangem provisões para as

idades futuras, quando os mundos das mansões não mais servirem aos ascendentes

mortais como patamares para as esferas do alto.

(553.3)


 

48:6.22


 2. Os Intérpretes Raciais. As raças dos seres mortais não são todas iguais. É

bem verdade que há um modelo planetário a reger a natureza e tendências físicas, mentais

e espirituais das várias raças de um dado mundo; mas também há tipos raciais distintos e

tendências sociais bastante definidas que caracterizam as progênies desses tipos básicos,

mas diferentes, de seres humanos. Nos mundos do tempo, os intérpretes raciais seráficos

suplementam os esforços dos comissários da raça, no sentido de harmonizar os pontos de

vista variados das raças; e eles continuam a funcionar nos mundos das mansões, onde

essas mesmas diferenças tendem a persistir em certa medida. Num planeta confuso, tal

como Urântia, esses seres brilhantes mal tiveram uma oportunidade condigna de

funcionar à altura, no entanto, são hábeis sociólogos e sábios conselheiros étnicos do

primeiro céu.

(553.4)


 

48:6.23


 Deveríeis considerar a declaração sobre o “céu” e sobre o “céu dos céus”. O

céu concebido pela maioria dos vossos profetas é o primeiro mundo das mansões do

sistema local. Quando o apóstolo falou sobre ter sido “levado ao terceiro céu”, referia-se

ele à experiência na qual o seu Ajustador destacava-se dele durante o sono e, nesse

estado inusitado, fazia uma projeção ao terceiro dos sete mundos das mansões. Alguns

dos vossos sábios tiveram a visão do céu maior, “o céu dos céus”, do qual a experiência




sétupla no mundo das mansões não é senão o primeiro céu; o segundo, sendo Jerusém; o

terceiro, Edêntia e seus satélites; o quarto, Sálvington e as esferas educacionais que a

circundam; o quinto, Uversa; o sexto, Havona; e o sétimo, o Paraíso.

(553.5)


 

48:6.24


 3. Os Planejadores da Mente. Estes serafins devotam-se a agrupar

efetivamente os seres moronciais e organizar o seu trabalho em equipes, nos mundos das

mansões. Eles são os psicólogos do primeiro céu. A maioria dessa divisão especial de

ministros seráficos teve uma experiência anterior como anjos guardiães de filhos do

tempo, mas os seus pupilos, por alguma razão, fracassaram na sua personalização nos

mundos das mansões, ou, então, sobreviveram por meio da técnica de fusão com o

Espírito.

(553.6)


 

48:6.25


 É tarefa dos planejadores da mente estudar a natureza, experiência e status

das almas que têm Ajustadores, e que estão em trânsito nos mundos das mansões,

facilitando os agrupamentos delas para os serviços e o avanço. Esses planejadores da

mente, porém, não tramam, não manipulam, nem tiram vantagem de nenhum modo em

vista da ignorância e outras limitações dos estudantes do mundo das mansões. São

integralmente equânimes e eminentemente justos. Eles respeitam a vossa recém-nascida

vontade moroncial; vos consideram como seres volitivos independentes e procuram

encorajar o vosso rápido desenvolvimento e avanço. Aqui, estareis face a face com

amigos verdadeiros e com conselheiros compreensivos, anjos que são realmente capazes

de ajudar-vos a “verdes a vós próprios como os outros vos vêem” e de “conhecer-vos

como os anjos vos conhecem”.

(553.7)


 

48:6.26


 Mesmo em Urântia, esses serafins ensinam a eterna verdade: Se a vossa

própria mente não vos presta um bom serviço, podeis substituí-la pela mente de Jesus de

Nazaré, que vos irá sempre servir bem.

(554.1)


 

48:6.27


 4. Os Conselheiros Moronciais. Estes ministros recebem tal nome porque

são designados para ensinar, direcionar e aconselhar os mortais sobreviventes dos

mundos de origem humana, almas em trânsito para as escolas mais altas da sede-central

do sistema. Eles são educadores daqueles que buscam discernir interiormente, pela

unidade experiencial dos níveis divergentes de vida, aqueles que estão tentando a

integração dos significados e a unificação dos valores. Essa função, na vida mortal, é da

filosofia e, nas esferas moronciais, é função da mota.

(554.2)


 

48:6.28


 A mota é mais que uma filosofia superior; ela está para a filosofia assim

como dois olhos estão para um olho só; ela gera um efeito estereoscópico sobre os

significados e valores. O homem material vê o universo como ele é, mas apenas com um

olho — no plano. Os estudantes dos mundos das mansões alcançam a perspectiva

cósmica — a profundidade — pela superposição das percepções da vida moroncial, por

sobre as percepções da vida física. E tornam-se capazes de colocar esses pontos de vista

materiais e moronciais sob um enfoque verdadeiro, em grande parte graças à ministração



incansável dos conselheiros seráficos, que tão pacientemente ensinam aos estudantes dos

mundos das mansões e progressores moronciais. Muitos dos conselheiros mestres, da

ordem dos serafins supremos, começaram as suas carreiras como conselheiros das almas

recém-liberadas dos mortais do tempo.

(554.3)

 

48:6.29



 5. Os Técnicos. Estes são os serafins que ajudam os novos ascendentes a

ajustarem-se ao novo e relativamente estranho meio ambiente das esferas moronciais. A

vida, nos mundos de transição, acarreta um contato real com as energias e materiais, tanto

do nível físico quanto dos níveis moronciais e, em uma certa medida, com as realidades

espirituais. Os ascendentes devem aclimatar-se a cada novo nível moroncial e, para tudo

isso, são grandemente ajudados pelos técnicos seráficos. Esses serafins atuam como

ligações, com os Supervisores do Poder Moroncial e com os Mestres Controladores

Físicos, e funcionam abrangentemente como instrutores para os peregrinos ascendentes,

no que diz respeito à natureza das energias que são utilizadas nas esferas de transição.

Eles servem como cruzadores espaciais de emergência, e executam numerosos outros

deveres regulares e especiais.

(554.4)


 

48:6.30


 6. Os Mestres Registradores. Estes serafins são os registradores das

transações fronteiriças entre o espiritual e o físico, das relações entre homens e anjos,

das transações moronciais nos mais baixos dos reinos do universo. Também servem

como instrutores das técnicas eficientes e definitivas de registro dos fatos. Há uma arte

na reunião e na coordenação inteligente de dados correlatos; essa arte é aprimorada em

colaboração com os artesãos celestes, e mesmo os mortais ascendentes podem afiliar-se

assim a esse aprendizado junto aos serafins registradores.

(554.5)


 

48:6.31


 Os registradores de todas as ordens seráficas devotam um certo período de

tempo à educação e aperfeiçoamento dos progressores moronciais. Esses custódios

angélicos dos fatos do tempo são instrutores ideais para todos aqueles que buscam os

fatos. Antes de deixar Jerusém, vos tornareis bastante familiarizados com a história de

Satânia e seus 619 mundos habitados, sendo que muito dessa história vos será passada

pelos registradores seráficos.

(554.6)

 

48:6.32



 Todos esses anjos fazem parte da corrente de registradores que se estende

desde os mais baixos aos mais altos custódios dos fatos do tempo e verdades da

eternidade. Algum dia, eles irão ensinar-vos a buscar a verdade, tanto quanto os fatos,

para que possais expandir a vossa alma, bem como a vossa mente. E, mesmo agora,

devíeis aprender a regar o jardim do vosso coração, bem como buscar as areias secas do

conhecimento. As formas passam a não ter valor quando as lições são aprendidas.

Nenhum pintainho pode existir sem o ovo, e nenhuma casca de ovo tem valor depois de o

pintinho haver saído. Algumas vezes, porém, o erro é tão grande que a sua retificação,

por meio da revelação, seria fatal para aquelas verdades que emergem vagarosamente,

mas que são essenciais para superar experiencialmente o erro. Quando as crianças têm os

seus ideais, não os destruamos; deixemo-los crescer. E enquanto estais aprendendo a



pensar como homens, deveríeis também estar aprendendo a orar como crianças.

(555.1)


 

48:6.33


 A lei é a vida em si mesma e não as regras para conduzi-la. O mal é uma

transgressão da lei; não uma violação das regras de conduta pertinentes à vida, que é a

lei. A falsidade não é uma questão de técnica de narração, mas algo premeditado como

uma perversão da verdade. A criação de novos quadros tirados de velhos fatos, um

restabelecimento da vida dos pais nas vidas da sua prole — esses são os triunfos

artísticos da verdade. A sombra de um cacho de cabelo, premeditada para um propósito

inverdadeiro; o mais leve torcer ou perverter daquilo que é um princípio — isso constitui

a falsidade. Contudo, o fetiche da verdade factualizada, a verdade fossilizada, a

braçadeira de ferro da assim chamada verdade imutável, encerra-nos cegamente dentro

do círculo fechado do fato frio. Podemos estar tecnicamente certos quanto ao fato e

eternamente errados quanto à verdade.

(555.2)


 

48:6.34


 7. As Reservas Ministrantes. Um imenso corpo de todas as ordens de

serafins de transição é mantido no primeiro mundo das mansões. De todas as ordens de

serafins, esses ministros de transição, depois dos guardiães do destino, são os que mais

se aproximam dos humanos, e muitos dos vossos momentos de lazer serão passados junto

a eles. Os anjos têm no serviço um prazer e, quando descompromissados, muitas vezes

ministram como voluntários. A alma de muitos mortais ascendentes foi, pela primeira

vez, tocada pela chama divina da vontade de servir por meio de amizade pessoal com os

servidores voluntários das reservas seráficas.

(555.3)

 

48:6.35



 Deles, ireis aprender a fazer com que as pressões se transformem em

estabilidade e certeza; a serdes fiéis, sérios e alegres, em tudo e por tudo; a aceitar os

desafios sem queixas; e enfrentar dificuldades e incertezas sem medo. Eles perguntarão:

se fracassardes, levantar-vos-eis indômitos para tentar de novo? Se bem-sucedidos, vós

mantereis uma atitude bem equilibrada — uma atitude estável e espiritualizada — em

cada esforço, na longa luta para quebrar as correntes da inércia material, para alcançar a

liberdade da existência espiritual?

(555.4)


 

48:6.36


 Como os próprios mortais, esses anjos têm enfrentado muitas decepções, e eles

vos mostrarão como, algumas vezes, os vossos desapontamentos mais decepcionantes

puderam transformar-se nas vossas maiores bênçãos. Algumas vezes, o plantio de uma

semente necessita da sua morte, a morte das vossas esperanças mais queridas, antes que

renasça para dar os frutos da nova vida e da nova oportunidade. Deles ireis aprender a sofrer

menos, pelas tristezas e desapontamentos, primeiro, fazendo menos planos pessoais

envolvendo outras personalidades, e depois, aceitando a vossa parte quando houverdes

fielmente cumprido o vosso dever.

(555.5)

 

48:6.37



 Ireis aprender que as vossas cargas aumentam e as possibilidades de sucesso

diminuem quando vos levais excessivamente a sério. Nada pode ter precedência sobre o

trabalho na esfera em que possuís o vosso status — esse mundo ou o próximo. Muito



importante é o trabalho de preparação para a próxima e mais elevada esfera; no entanto, em

importância, nada se iguala ao trabalho feito no mundo em que estais de fato vivendo. E assim,

embora o trabalho seja importante, o ego não o é. Quando vos sentis importantes, perdeis

energia por meio do desgaste da dignidade do ego, de modo que pouca energia sobra para

fazer o trabalho. Dar-se muita auto-importância e pouca importância ao trabalho exaure as

criaturas imaturas; é o elemento do ego que exaure, não o esforço para realizar. Podeis fazer

um trabalho importante, se não vos atribuirdes auto-importância excessiva; podeis fazer várias

coisas tão facilmente quanto fazeis uma só, se deixardes a vós próprios de fora. A variedade

descansa; a monotonia é o que desgasta e exaure. O dia após dia é igual — apenas a vida ou a

alternativa da morte.





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