O livro de Urântia



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experiências da raça ou da ordem. E é exatamente por isso que esses artistas são chamados

de diretores de retrospecção — eles ajudam na retrospecção, feita pela memória, na busca de

um estado primário do desenvolvimento ou de um momento anterior de menos experiência do

ser.


(548.6)

 

48:4.11



 Todos os seres têm prazer com essa espécie de retrospecção, exceto aqueles que

são Criadores inerentes e, portanto, auto-rejuvenescedores automáticos, e certos tipos

altamente especializados de criaturas, tais como os centros de potência e os controladores

físicos, que são eterna e meticulosamente pragmáticos em todas as suas reações. As liberações

periódicas das tensões do dever funcional são uma parte regular da vida em todos os mundos

no universo dos universos, mas não na Ilha do Paraíso. Os seres naturais da morada central

são incapazes de se esgotarem e não estão, portanto, sujeitos à reenergização. Além do que,

para esses seres de perfeição eterna do Paraíso não pode haver nenhuma retrospecção de

experiências evolucionárias.

(548.7)


 

48:4.12


 A maioria de nós ascendeu de estágios mais baixos de existência, ou por meio de

níveis progressivos, dentro das nossas ordens; e, em certa medida, é repousante e até

divertido recordar certos episódios das nossas primeiras experiências. Há um repouso na

contemplação do que é antigo, para a nossa própria ordem, e que fica na mente como uma

posse da memória. O futuro significa luta e avanço; representa trabalho, esforço e realização;

mas o passado tem o sabor das coisas já conquistadas e dominadas; a contemplação do

passado permite o descanso e uma revisão tão livre de preocupações que provoca a alegria

espiritual e um estado moroncial de mente que beira à exultação.




(548.8)

 

48:4.13



 Até mesmo o humor mortal fica mais afável, quando ilustra episódios envolvendo

seres cujo estado de desenvolvimento está um pouco abaixo do próprio estado atual, ou

quando envolve supostos superiores como vítimas das experiências comumente associadas

aos seres supostamente inferiores. Vós, de Urântia, permitis, por demais, que muito do que é

ao mesmo tempo vulgar e cruel seja misturado ao vosso humor, mas, no todo, deveis ser

parabenizados por possuir um senso de humor relativamente apurado. Algumas das vossas

raças têm uma rica veia de humorismo que as ajuda grandemente nas carreiras terrenas.

Aparentemente, vós recebestes muito, do sentido do humor, da vossa herança Adâmica, muito

mais do que vos foi assegurado na música tanto quanto nas artes.

(549.1)


 

48:4.14


 Durante as épocas de recreação, naquelas horas em que os seus habitantes fazem

ressurgir, de um modo arrefecido, as memórias de um estágio anterior mais baixo de

existência, todo o Satânia é edificado pelo agradável humor do corpo de diretores de

retrospecção de Urântia. O senso de humor celeste, nós o conservamos sempre conosco,

mesmo quando engajados no mais difícil dos compromissos. Ele nos ajuda a evitar que a

noção da nossa própria importância se desenvolva fora das medidas. Entretanto, não damos

asas a ele, de modo livre, como se diz comumente “divirta-se”; exceto quando estamos em

recesso, fora dos compromissos sérios das nossas respectivas ordens.

(549.2)

 

48:4.15



 Quando somos tentados a maximizar a nossa própria importância, se pararmos

para contemplar a infinitude da grandeza e da magnitude Daqueles que nos fizeram, a nossa

própria autoglorificação torna-se sublimemente ridícula, beirando mesmo ao cômico. Uma das

funções do humor é ajudar cada um a levar-se menos a sério. O humor é o antídoto divino



para a exaltação do ego.

(549.3)


 

48:4.16


 A necessidade da descontração e da diversão trazidas pelo humor é maior nas

ordens de seres ascendentes que, em sua luta para se elevar, estão submetidas a uma tensão

contínua. Os dois extremos da vida pouca necessidade têm da recreação do humorismo. Os

homens primitivos não têm capacidade para tal; e os seres com a perfeição do Paraíso não têm

tal necessidade. As hostes de Havona são, naturalmente, um conjunto de personalidades

supremamente felizes, extremamente cheias de júbilo e hilariantes. No Paraíso, a qualidade da

adoração elimina a necessidade das atividades da retrospecção, mas, em meio àqueles que

iniciam as suas carreiras muito abaixo da meta da perfeição do Paraíso, há bastante lugar para

a ministração dos diretores de retrospecção.

(549.4)


 

48:4.17


 Quanto mais elevada a espécie mortal, maior a tensão e capacidade de humor,

como também maior será a necessidade dele. No mundo do espírito, o oposto é verdadeiro:

quanto mais alto nós ascendermos, menor será a necessidade das diversões com a experiência

da retrospecção. Continuando, porém, escala abaixo na vida do espírito, do Paraíso até as

hostes seráficas, há uma crescente necessidade da missão da alegria e da ministração da

hilariedade. Aqueles seres que mais necessitam do revigoramento de uma retrospecção

periódica, até o estado intelectual de experiências prévias, são os tipos mais elevados de

espécies humanas, os seres moronciais, os anjos e os Filhos Materiais, juntamente com todos




os tipos semelhantes de personalidades.

(549.5)


 

48:4.18


 O humor deveria funcionar como uma válvula automática de segurança para

prevenir o acúmulo de pressões excessivas, causadas pela monotonia de uma

autocontemplação séria e contínua, em ligação com a intensa luta pelo progresso evolutivo e

pelas realizações nobres. O humor também funciona para reduzir o choque do impacto

inesperado de um fato ou da verdade; do fato rígido e inflexível e da verdade flexível e

eternamente viva. A personalidade mortal nunca se sente segura diante daquilo com que se

deparará em seguida; no entanto, por meio do humor, rapidamente vê do que se trata e encontra

o discernimento interior e capta a natureza inesperada da situação, seja do fato, seja da

verdade.

(549.6)


 

48:4.19


 Conquanto o humor de Urântia seja grosseiro demais e quase sem arte, ele tem

valor pelo seu propósito, é tanto uma segurança para a saúde como um liberador da pressão

emocional, impedindo, assim, as tensões nervosas nocivas e uma autocontemplação séria em

demasia. O humor e a recreação — a descontração — nunca são reações de esforços

progressivos; são sempre ecos de uma olhada para trás, de uma reminiscência do passado.

Mesmo em Urântia, e do modo como sois agora, vós sempre achais rejuvenescedor quando,

por um curto período, podeis suspender a tensão dos esforços intelectuais novos e mais

elevados e voltar às ocupações mais simples dos vossos ancestrais.

(550.1)

 

48:4.20



 Os princípios da vida recreativa de Urântia são filosoficamente sadios e

continuam a ser aplicáveis durante a vossa vida ascendente, desde os circuitos de Havona até

as margens eternas do Paraíso. Como seres ascendentes, estais de posse das memórias

pessoais de todas as existências anteriores e menos elevadas, e, sem essas lembranças da

identidade do passado, não haveria nenhuma base para o humor do presente, seja o riso dos

mortais, seja a alegria moroncial. É a recordação das experiências passadas que fornece a

base para a diversão e o recreio do presente. E assim ireis desfrutar dos equivalentes celestes

do vosso humor terreno durante todo o caminho ascendente das vossas longas carreiras

moronciais, que ficam cada vez mais espirituais. E, a parte de Deus (o Ajustador) que se torna

uma parte eterna da personalidade de um mortal ascendente, contribui com os supratons da

divindade para as expressões jubilosas, e também para o riso espiritual das criaturas

ascendentes do tempo e do espaço.





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