O livro de Urântia


 Características Físicas de Jerusém



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2. Características Físicas de Jerusém

(520.6)


 

46:2.1


 Em Jerusém, vós ireis sentir falta das cadeias escarpadas das montanhas de

Urântia, e de outros mundos evoluídos; não há nem terremotos nem chuvas, mas ireis desfrutar

dos magníficos planaltos e de outras variações singulares na sua topografia e paisagem. Áreas

enormes de Jerusém são preservadas em “estado natural”, e a grandeza desses setores

ultrapassa, em muito, os poderes da imaginação humana.

(520.7)


 

46:2.2


 Há milhares e milhares de pequenos lagos, mas não há rios turbulentos nem


oceanos imensos. Não há chuvas, nem tempestades, nem furacões em nenhum dos mundos

arquitetônicos, mas há a precipitação diária em decorrência da condensação de umidade

durante as horas de temperatura mais baixa que acompanha a diminuição da luz. (O ponto de

orvalho é mais alto em um mundo com atmosfera de três gases, do que em um planeta de dois

gases como Urântia.) A vida física das plantas e o mundo moroncial de coisas vivas,

precisam, ambos, da umidade; todavia esta é amplamente suprida pelo sistema de circulação

no subsolo, o qual se espalha por toda a esfera, indo até mesmo aos cumes dos planaltos. Esse

sistema de irrigação não se faz inteiramente pelo subsolo, pois há muitos canais superficiais

interconectando os resplandecentes lagos de Jerusém.

(520.8)


 

46:2.3


 A atmosfera de Jerusém é uma mistura de três gases. Esse ar é muito semelhante ao

de Urântia, com o acréscimo de um gás adaptado à respiração das ordens moronciais de vida.

Esse terceiro gás, de nenhum modo, torna o ar inadequado à respiração dos animais, nem das

plantas das ordens materiais.

(521.1)

 

46:2.4



 O sistema de transporte é conjugado com as correntes circulatórias do movimento

da energia, estando essas principais correntes de energia localizadas em intervalos de

dezesseis quilômetros. Por meio de ajustes dos mecanismos físicos, os seres materiais do

planeta podem deslocar-se a uma velocidade que varia de trezentos a oitocentos quilômetros

por hora. Os pássaros de transporte voam a uma velocidade de cerca de cento e sessenta

quilômetros por hora. Os mecanismos aéreos dos Filhos Materiais viajam a uma velocidade

de oitocentos quilômetros por hora. Os seres materiais e os seres na sua primeira fase

moroncial devem utilizar esses meios mecânicos de transporte, mas as personalidades

espirituais deslocam-se por ligação com as forças superiores e as fontes espirituais de

energia.


(521.2)

 

46:2.5



 Jerusém e os seus mundos interligados são dotados com as dez divisões

padronizadas de vida física, características das esferas arquitetônicas de Nébadon. E, como

não há evolução orgânica em Jerusém, não há formas conflitantes de vida, nenhuma luta pela

existência, nenhuma sobrevivência dos mais aptos. Há, antes, uma adaptação criativa que

deixa antever a beleza, a harmonia e a perfeição dos mundos eternos do universo central e

divino. E, em toda essa perfeição criativa, está o entrelaçamento mais surpreendente das vidas

físicas e moronciais, artisticamente realçadas pelos artesãos celestes e pelos seus afins.

(521.3)


 

46:2.6


 Jerusém, de fato, é como um antegozo da glória e grandeza paradisíacas. Mas vós

não podeis jamais esperar ter uma idéia adequada desses gloriosos mundos arquitetônicos por

meio de qualquer tentativa de descrição. Tão pouco há que possa ser comparado com qualquer

coisa do vosso mundo e, também, as coisas de Jerusém transcendem tanto as coisas de Urântia

que uma comparação ficaria quase grotesca. Antes de chegardes de fato em Jerusém,

dificilmente podereis ter uma concepção verdadeira dos mundos celestes, mas isto não está

tão longe no tempo futuro, quando a vossa próxima experiência na capital do sistema será

comparada à vossa chegada futura em esferas ainda mais remotas de aperfeiçoamento do

universo, do superuniverso e de Havona.



(521.4)

 

46:2.7



 O setor industrial e os laboratórios de Jerusém são um domínio amplo que os

urantianos dificilmente iriam reconhecer, pois não têm nenhuma chaminé expelindo fumaça;

contudo, há uma intrincada economia material, associada a esses mundos especiais, e há uma

perfeição de técnica mecânica e realização física que iria assombrar e maravilhar até mesmo

os vossos químicos e inventores mais experientes. Parai para considerar que esse primeiro

mundo de retenção, na jornada até o Paraíso, é muito mais material do que espiritual. Na

vossa estada em Jerusém e nos seus mundos de transição, vós estais muito mais próximos da

vossa vida terrestre de coisas materiais do que na vossa vida futura de avanço na existência

espiritual.

(521.5)


 

46:2.8


 O monte Seraf é o ponto mais elevado em Jerusém, com quase quatro mil e

quinhentos metros de altitude; e é o ponto de partida de todos os serafins de transporte.

Inúmeros desenvolvimentos mecânicos são utilizados com o fito de prover a energia inicial

para escapar da gravidade do planeta e vencer a resistência do ar. Um transporte seráfico

parte a cada três segundos do tempo de Urântia, durante o período iluminado; algumas vezes

invadindo as horas de pouca iluminação. Os transportadores levantam vôo a uma velocidade

de quarenta quilômetros por segundo, do tempo de Urântia, e não atingem a velocidade-padrão

até que estejam a uma distância de três mil e duzentos quilômetros de Jerusém.

(521.6)

 

46:2.9



 Os transportes chegam ao campo de cristal, o chamado mar de vidro. Em torno

dessa área estão as estações de recepção para as várias ordens de seres que atravessam o

espaço por meio do transporte seráfico. Perto da estação de recepção polar de cristal, para os

estudantes visitantes, vós podeis subir ao observatório aperolado e avistar um mapa imenso,

em relevo, de todo o planeta-sede-central.



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