O livro de Urântia


 Os Mecanismos do Universo



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11. Os Mecanismos do Universo

(481.5)


 

42:11.1


 Na avaliação e reconhecimento da mente, deveria ser lembrado que o universo não

é nem meramente mecânico, nem mágico; ele é uma criação da mente e um mecanismo com

leis. Na aplicação prática, contudo, se as leis da natureza operam naquilo que parecem ser os

reinos duais do físico e do espiritual, na realidade, eles são apenas um. A Primeira Fonte e

Centro é a causa primordial de toda a materialização e, ao mesmo tempo, é o Pai primeiro, e o

Pai final de todos os espíritos. O Pai do Paraíso aparece pessoalmente nos universos, fora de

Havona, apenas como energia pura e espírito puro — como o Ajustador do Pensamento e

outros fragmentos semelhantes.

(481.6)

 

42:11.2



 Os mecanismos não dominam, absolutamente, toda a criação; o universo dos

universos é totalmente planejado pela mente, feito pela mente e administrado pela mente. Mas

o mecanismo divino do universo dos universos é por demais perfeito, no todo, para que os

métodos científicos da mente finita do homem nele possam discernir, por um mínimo que seja,

o domínio da mente infinita. Pois a mente que cria, controla e mantém não é nem a mente

material, nem a mente da criatura; é a mente do espírito, funcionando nos níveis criadores da

realidade divina e a partir deles.

(482.1)


 

42:11.3


 A capacidade de discernir e descobrir a mente, com base nos mecanismos do

universo, depende inteiramente da habilidade, escopo e capacidade da mente investigadora

empenhada na tarefa de observação. As mentes do espaço-tempo, organizadas a partir das

energias do tempo e do espaço, ficam sujeitas aos mecanismos do tempo e do espaço.

(482.2)

 

42:11.4



 O movimento e a gravitação no universo são facetas gêmeas do mecanismo

impessoal do espaço-tempo, no universo dos universos. Os níveis, para o espírito, a mente e a

matéria, de sensibilidade à gravidade, são totalmente independentes do tempo, mas apenas os



níveis verdadeiros da realidade do espírito são independentes do espaço (são não-espaciais).

Os níveis mais elevados da mente do universo — os níveis da mente espiritual — podem

também ser não-espaciais, mas os níveis da mente material, tais como os da mente humana,

são sensíveis às interações da gravitação do universo, apenas quando perdem essa

sensibilidade à proporção que se identificam com o espírito. Os níveis da realidade do

espírito são reconhecidos pelo seu conteúdo de espírito; e a espiritualidade no tempo e no

espaço é medida na proporção inversa da sensibilidade à gravidade linear.

(482.3)


 

42:11.5


 A sensibilidade à gravidade linear é uma medida quantitativa da energia não-

espiritual. Toda a massa — ou energia organizada — está sujeita a essa atração, a menos que

o movimento e a mente atuem sobre ela. A gravidade linear é a força de coesão, de curto

alcance, do macrocosmo, do mesmo modo que as forças da coesão interna do átomo são as

forças de curto alcance do microcosmo. A energia física materializada, organizada naquilo

que se chama de matéria, não pode atravessar o espaço sem ter a sua sensibilidade à

gravidade linear alterada. Se bem que essa sensibilidade à gravidade seja diretamente

proporcional à massa, ela é modificada pelo espaço intermediário, de um modo tal que o

resultado final, quando expresso pelo inverso do quadrado da distância, nada mais é que

grosseiramente aproximado. O espaço finalmente predomina sobre a gravitação linear por

causa da presença, nele, das influências antigravitacionais de numerosas forças supramateriais

que operam neutralizando a ação da gravidade e todas as respostas a ela.

(482.4)

 

42:11.6



 Os mecanismos cósmicos extremamente complexos, e que aparentam surgir de um

modo altamente automático, tendem sempre a esconder a presença da mente intrínseca que os

originou ou criou, para toda e qualquer inteligência, no universo, que esteja em um nível muito

abaixo daquele da natureza e capacidade do mecanismo em si mesmo. E, por isso, torna-se

inevitável que os mecanismos mais elevados do universo pareçam, para as ordens mais baixas

de criaturas, não ter mente. A única exceção possível dessa conclusão seria a de atribuir uma

mente ao incrível fenômeno de um universo, que aparentemente se automantém — mas essa é

uma questão para a filosofia, mais do que de experiência real.

(482.5)

 

42:11.7



 Como a mente coordena o universo, a rigidez dos mecanismos não existe. O

fenômeno da evolução progressiva, associado à automanutenção cósmica, é universal. A

capacidade de evolução do universo é inexaurível à infinitude da espontaneidade. O

progresso, no sentido da unidade harmoniosa, a síntese experiencial crescente superposta a

uma complexidade sempre crescente de relações, só poderia ser alcançado por uma mente que

tenha propósito e que seja dominante.

(482.6)

 

42:11.8



 Quanto mais elevada for a mente do universo, associada a um fenômeno universal

qualquer, tanto mais difícil torna-se descobri-la para os tipos mais baixos de mente. E, já que

a mente do mecanismo do universo é a mente-espírito criativa (a própria mente do Infinito),

ela nunca pode ser descoberta ou percebida pelas mentes de nível baixo do universo; e muito

menos pela mente mais baixa de todas, a humana. A mente animal em evolução, conquanto

seja naturalmente buscadora de Deus, não é por si mesma, nem em si mesma, inerentemente




conhecedora de Deus.



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