O livro de Urântia



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9. A Filosofia Natural

(479.6)


 

42:9.1


 A religião não é a única a ser dogmática; a filosofia natural tende igualmente a


dogmatizar. Um renomado educador religioso chegou à conclusão de que o número sete era

fundamental à natureza, porque há sete aberturas na cabeça humana; mas se ele tivesse sabido

mais sobre a química, ele poderia ter advogado tal crença fundamentado em um fenômeno

verdadeiro do mundo físico. Em todos os universos físicos do tempo e do espaço, apesar da

manifestação universal da constituição decimal da energia, há uma reminiscência, sempre

presente, da realidade da organização eletrônica sétupla da pré-matéria.

(479.7)

 

42:9.2



 O número sete é básico para o universo central e para o sistema espiritual de

transmissões inerentes de caráter; mas o número dez, o sistema decimal, é inerente à energia, à

matéria e à criação material. O mundo atômico, contudo, apresenta uma certa caracterização

periódica que é recorrente em grupos de sete — uma marca de nascença que o mundo material

carrega e que indica a sua longínqua origem espiritual.

(480.1)


 

42:9.3


 Essa persistência sétupla da constituição criativa é exibida nos domínios químicos,

como uma recorrência de propriedades químicas e físicas semelhantes, em grupos separados e

periódicos de sete, quando os elementos básicos são arranjados segundo a ordem seqüencial

dos seus pesos atômicos. Quando os elementos químicos de Urântia são ordenados, assim, em

uma fila qualquer, uma certa qualidade ou propriedade tem a tendência de repetir-se a cada

sete elementos. Essa mudança periódica a cada sete ocorre decrescentemente e com variações

em toda a tábua química, sendo mais intensamente observável nos primeiros grupos ou de

pesos atômicos mais baixos. A começar por qualquer elemento, após notar-se uma

propriedade, essa qualidade irá mudar por seis elementos consecutivos, mas ao alcançar o

oitavo, ela tende a reaparecer, isto é, o oitavo elemento, quimicamente ativo, assemelha-se ao

primeiro, o nono ao segundo, e assim por diante. Esse fato, do mundo físico, aponta

inequivocamente a constituição sétupla da energia ancestral e indica a realidade fundamental

da diversidade sétupla das criações do tempo e do espaço. O homem deveria também notar

que há sete cores no espectro natural.

(480.2)

 

42:9.4



 Mas nem todas as suposições da filosofia natural são válidas; um exemplo é o éter

hipotético, que representa uma tentativa engenhosa do homem de dar unidade à própria

ignorância sobre o fenômeno do espaço. A filosofia do universo não pode ser elaborada com

base nas observações da chamada ciência. Se a metamorfose de uma borboleta não fosse

perceptível, um cientista estaria inclinado a negar a possibilidade da mesma desenvolver-se a

partir de uma lagarta.

(480.3)

 

42:9.5



 A estabilidade física, associada à elasticidade biológica, está presente na natureza

apenas por causa da quase infinita sabedoria possuída pelos Arquitetos Mestres da criação.

Nada, a não ser a sabedoria transcendental, poderia jamais projetar unidades de matéria que

são ao mesmo tempo tão estáveis e tão eficazmente flexíveis.





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