O livro de Urântia



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8. A Coesão Atômica

(478.5)


 

42:8.1


 Ainda que a gravidade seja um dos vários fatores a contribuir para manter coeso

um minúsculo sistema atômico, há, também presente, em meio a essas unidades físicas

básicas, uma energia poderosa e desconhecida, e o segredo da sua constituição básica e do

seu comportamento último é uma força que ainda não foi descoberta em Urântia. Tal influência

universal permeia todo o espaço interior abrangido por essa mínima organização da energia.



(478.6)

 

42:8.2



 O espaço entre os elétrons de um átomo não é vazio. Dentro de um átomo, esse

espaço entre os elétrons é ativado por manifestações ondulatórias perfeitamente sincronizadas

às velocidades de rotação dos elétrons e ultímatons. Essa força não é inteiramente dominada

pelas leis reconhecidas por vós, de atração positiva e negativa; o seu comportamento,

portanto, algumas vezes é imprevisível. Essa influência sem nome parece ser uma reação da

força do espaço, da parte do Absoluto Inqualificável.

(479.1)

 

42:8.3



 Os prótons carregados e os nêutrons não carregados, do núcleo do átomo, são

mantidos coesos pela função de reciprocidade do mésotron, uma partícula de matéria 180

vezes mais pesada do que o elétron. Sem esse arranjo, a carga elétrica contida nos prótons

seria desagregadora do núcleo atômico.

(479.2)

 

42:8.4



 Do modo como os átomos são constituídos, nem as forças elétricas nem as

gravitacionais poderiam manter o núcleo coeso. A integridade do núcleo é sustentada pela

função coesiva recíproca do mésotron, que é capaz de conservar partículas carregadas e não

carregadas em coesão, por causa do poder superior da massa-força e da função suplementar

de levar os prótons e os nêutrons a mudarem constantemente de lugar. O mésotron faz com que

a carga elétrica das partículas do núcleo seja trocada sem cessar, em um sentido e no outro,

entre os prótons e os nêutrons. Num infinitésimo de segundo, uma dada partícula do núcleo é

um próton carregado e, no próximo, é um nêutron não carregado. E essas alternâncias, no

status da energia, são tão inacreditavelmente rápidas que a carga elétrica fica impedida de ter

qualquer oportunidade de funcionar como uma influência desagregadora. Assim, o mésotron

funciona como uma partícula “portadora de energia” que poderosamente contribui para a

estabilidade nuclear do átomo.

(479.3)

 

42:8.5



 A presença e a função do mésotron explicam também outro enigma atômico.

Quando os átomos atuam radioativamente, eles emitem muito mais energia do que seria

esperado. Esse excesso de radiação deriva-se da quebra do mésotron “portador de energia”,

que, por isso, transforma-se em um mero elétron. A desintegração do mésotron é também

acompanhada pela emissão de certas partículas pequenas não carregadas.

(479.4)


 

42:8.6


 O mésotron explica certas propriedades coesivas do núcleo atômico, mas não é ele

que gera a coesão entre próton e próton, nem a adesão de nêutron e nêutron. A força paradoxal

e poderosa da integridade coesiva, no átomo, é uma forma de energia ainda não descoberta em

Urântia.


(479.5)

 

42:8.7



 Esses mésotrons são abundantemente encontrados nos raios do espaço que incidem,

tão incessantemente, sobre o vosso planeta.





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