O livro de Urântia



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7. A Matéria Atômica

(477.3)


 

42:7.1


 Toda a matéria desenvolve-se em uma ordem semelhante à da formação de um

sistema solar. No centro de cada universo diminuto de energia existe uma porção nuclear de




existência material, relativamente estável e estacionária. Essa unidade central é dotada de uma

possibilidade tríplice de manifestação. Em torno desse centro de energia giram, em uma

profusão sem fim, mas em circuitos flutuantes, as unidades de energia que são vagamente

comparáveis aos planetas que giram em torno do sol, em algum grupo estelar como o vosso

próprio sistema solar.

(477.4)


 

42:7.2


 Dentro do átomo, os elétrons giram em torno do próton central, relativamente com o

mesmo espaço que os planetas possuem para girar em torno do sol no espaço do sistema solar.

Há uma distância relativa, em relação ao tamanho real, entre os núcleos atômicos e os

circuitos eletrônicos internos, a qual corresponde à que existe entre o planeta mais interno,

Mercúrio, e o vosso sol.

(477.5)


 

42:7.3


 As rotações axiais e suas velocidades orbitais, em torno do núcleo, estão ambas

além da imaginação humana, para não mencionar as velocidades dos seus ultímatons

componentes. As partículas positivas do rádio voam para o espaço a velocidades de dezesseis

mil quilômetros por segundo, enquanto as partículas negativas atingem uma velocidade que se

aproxima daquela da luz.

(477.6)


 

42:7.4


 Os universos locais são de construção decimal. Há apenas uma centena de

materializações atômicas distinguíveis da energia-espaço em um universo dual; e essa é a

organização máxima possível da matéria em Nébadon. Essa centena de formas de matéria

consiste de uma série regular na qual giram, de um a cem elétrons, em torno de um núcleo

central relativamente compacto. É essa associação ordenada e confiável, de várias energias,

que constitui a matéria.

(477.7)

 

42:7.5



 Nem todos os mundos exibirão uma centena de elementos reconhecíveis na sua

superfície, mas em algum lugar esses elementos estarão ou terão estado presentes, ou se

encontram em processo de evolução. As condições que envolvem a origem e evolução futura

de um planeta determinam quantos dos cem tipos atômicos poderão ser encontrados. Os

átomos mais pesados não são encontráveis na superfície de muitos mundos. Mesmo em Urântia

os elementos mais pesados conhecidos manifestam uma tendência de estilhaçarem-se no ar,

como é ilustrado pelo comportamento do rádio.

(477.8)


 

42:7.6


 A estabilidade do átomo depende do número de nêutrons eletricamente inativos no

corpo central. O comportamento químico depende completamente da atividade dos elétrons

livres em órbita.

(478.1)


 

42:7.7


 Em Orvônton nunca foi possível reunir naturalmente acima de cem elétrons orbitais

em um sistema atômico. Sempre que se introduziu artificialmente cento e um destes no campo

orbital, o resultado tem sempre sido um deslocamento quase instantâneo do próton central com

a dispersão enlouquecida dos elétrons e outras energias liberadas.

(478.2)

 

42:7.8



 Ainda que os átomos possam conter de um a cem elétrons em órbita, apenas os dez


elétrons exteriores, dos átomos maiores, giram em torno do núcleo central como corpos

distintos e separados, intacta e compactamente girando em órbitas precisas e definidas. Os

trinta elétrons mais próximos do centro são de difícil observação e detecção, como corpos

separados e organizados. Essa mesma proporção relativa de comportamento eletrônico, em

relação à proximidade nuclear, prevalece em todos os átomos, a despeito do número de

elétrons abrangido. Quanto mais próximo se está do núcleo, menos a individualização dos

elétrons acontece. A extensão da energia ondulatória de um elétron pode assim espalhar-se

para ocupar todas as órbitas atômicas menores; e isso é especialmente verdade sobre os

elétrons mais próximos do núcleo atômico.

(478.3)


 

42:7.9


 Os trinta elétrons das órbitas mais internas têm individualidade, mas os seus

sistemas de energia tendem a se intermesclar, estendendo-se de elétron a elétron, e quase de

órbita a órbita. Os próximos trinta elétrons constituem a segunda família, ou a zona de energia,

e são de uma individualidade mais pronunciada, os seus corpos de matéria exercem um

controle mais completo sobre os sistemas de energia que os acompanham. Os próximos trinta

elétrons, a terceira zona de energia, são ainda mais individualizados e circulam em órbitas

mais distintas e definidas. Os dez últimos elétrons, presentes apenas nos dez elementos mais

pesados, possuem a dignidade da independência e são, portanto, capazes de escapar mais ou

menos livremente do controle do núcleo-mãe. Com um mínimo de variação de temperatura e

pressão, os membros desse quarto grupo mais externo de elétrons escaparão da atração do

núcleo central, como fica ilustrado na dispersão espontânea do urânio e dos elementos

semelhantes.

(478.4)

 

42:7.10



 Os primeiros vinte e sete átomos, aqueles que contêm de um a vinte e sete elétrons

em órbita, são mais fáceis de serem distinguidos do que os restantes. Do vigésimo-oitavo, em

diante, encontramos cada vez mais a imprevisibilidade da presença suposta do Absoluto

Inqualificável. Um pouco dessa imprevisibilidade eletrônica, todavia, é causada pelas

velocidades axiais das rotações ultimatômicas diferenciais e pela propensão inexplicada dos

ultímatons de “amontoarem-se”. Outras influências — físicas, elétricas, magnéticas e

gravitacionais — também colaboram para produzir comportamentos eletrônicos variáveis. Os

átomos são, pois, semelhantes a pessoas quanto à previsibilidade. Os estatísticos podem

anunciar leis que governam um grande número, seja de átomos, seja de pessoas; mas não

individualmente para um único átomo, nem para uma única pessoa.





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