O livro de Urântia


 A Energia e as Transmutações da Matéria



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4. A Energia e as Transmutações da Matéria

(472.12)


 

42:4.1


 A luz, o calor, a eletricidade, o magnetismo, a química, a energia e a matéria são

— em origem, natureza e destino — uma única e mesma coisa, junto com outras realidades

materiais ainda não descobertas em Urântia.

(472.13)


 

42:4.2


 Nós não compreendemos plenamente as mudanças quase infindáveis, às quais a

energia física possa estar sujeita. Num universo, ela aparece como luz, em um outro, como luz

mais calor, noutro, como formas de energia desconhecidas em Urântia; em incalculáveis

milhões de anos, pode reaparecer como alguma forma de energia elétrica irrequieta, alguma

energia elétrica ou poder magnético incontido; e, ainda mais tarde, pode aparecer novamente,

em um outro universo, como alguma forma de matéria variável, passando por uma série de

metamorfoses, e, em seguida, ter o seu desaparecimento exterior físico nalgum grande

cataclismo dos reinos. E então, após idades incontáveis e após vagar quase interminavelmente

por inúmeros universos, de novo, essa mesma energia pode reemergir e, muitas vezes, ter a

sua forma e potencial alterados; e, assim, tais transformações continuam por idades sucessivas

e por incontáveis reinos. Assim a matéria continua o seu fluxo, passando por transmutações no

tempo, mas alinhando-se sempre, verdadeiramente, ao círculo da eternidade; e, ainda que há

muito impedida de retornar à sua fonte original, é sempre sensível a essa fonte e prossegue

interminavelmente no caminho ordenado pela Personalidade Infinita que a emitiu.

(473.1)

 

42:4.3



 Os centros de potência e seus colaboradores estão ocupados com o trabalho de

transmutar o ultímatom nos circuitos e nas revoluções dos elétrons. Esses seres únicos

controlam e compõem o poder, com a sua hábil manipulação da unidade básica da energia

materializada, o ultímatom. Eles são os mestres da energia que circula nesse estado primitivo.

Em conexão com os controladores físicos, eles são capazes de controlar efetivamente e dirigir

a energia, mesmo depois que ela haja sido transmutada, até o nível elétrico, o assim chamado

estágio eletrônico. Mas o alcance da ação deles fica enormemente abreviado, quando,

organizada eletronicamente, a energia passa a girar dentro de sistemas atômicos. Após tal

materialização, as energias ficam sob o controle completo do poder de atração da gravidade

linear.


(473.2)

 

42:4.4



 A gravidade atua positivamente nas linhas de poder e canais de energia dos centros

de potência e dos controladores físicos, mas esses seres têm apenas uma relação negativa com

a gravidade — o exercício dos seus dons antigravitacionais.

(473.3)


 

42:4.5


 Em todo o espaço, o frio e outras influências físicas trabalham criativamente

organizando os ultímatons em elétrons. O calor é a medida da atividade eletrônica, enquanto o

frio significa meramente a ausência de calor — o repouso relativo da energia — , o status da

carga-força universal do espaço, desde que nem a energia emergente nem a matéria organizada

estejam presentes, e desde que não sejam sensíveis à gravidade.

(473.4)


 

42:4.6


 A presença da gravidade, bem como a sua ação, é o que impede o surgimento do


zero absoluto teórico, pois o espaço interestelar não permite a temperatura do zero absoluto.

Em todo o espaço organizado há correntes de energias que são sensíveis à gravidade, circuitos

de poder e de atividades ultimatômicas, bem como de energias eletrônicas em organização.

Praticamente falando, o espaço não é vazio. E mesmo a atmosfera de Urântia vai tornando-se

crescentemente menos densa, até que à altitude de cinco mil quilômetros ela começa a

esmaecer-se nessa parte do universo, e se transformar na matéria do espaço comum. O espaço

conhecido, mais próximo do vazio, em Nébadon, conteria cerca de cem ultímatons — o

equivalente a um elétron — em cada dezesseis centímetros cúbicos. Essa escassez de matéria

é considerada como sendo praticamente o espaço vazio.

(473.5)


 

42:4.7


 A temperatura — o calor e o frio — é secundária, apenas para a gravidade nos

reinos da evolução da energia e da matéria. Os ultímatons são humildemente obedientes às

temperaturas extremas. As temperaturas baixas favorecem certas formas de construção

eletrônica e de formação de conjuntos atômicos, ao passo que as temperaturas altas facilitam

toda a sorte de quebras atômicas e desintegração material.

(473.6)


 

42:4.8


 Quando submetidas ao calor e à pressão, em certos estados solares internos, todas

as associações de matéria podem ser rompidas, excetuando-se as mais primitivas. O calor

pode assim vencer grandemente a estabilidade da gravidade. Mas nenhum calor, ou pressão

solar, conhecido pode converter os ultímatons de volta à energia de potência.

(473.7)

 

42:4.9



 Os sóis abrasantes podem transformar a matéria em várias formas de energia, ao

passo que os mundos escuros e todo o espaço exterior podem desacelerar a atividade

eletrônica e ultimatômica, a ponto de converter essas energias na matéria dos reinos. Certas

associações eletrônicas de natureza próxima, bem como muitas das associações básicas de

matéria nuclear, são formadas sob as temperaturas excessivamente baixas do espaço aberto,

sendo mais tarde aumentadas pela associação com adições maiores de energia materializante.

(473.8)

 

42:4.10



 Em toda essa metamorfose, que nunca acaba, entre energia e matéria, devemos

contar com a influência da pressão da gravidade e com o comportamento antigravitacional das

energias ultimatômicas, sob certas condições de temperatura, velocidade e revolução. A

temperatura, as correntes de energia, a distância e a presença dos organizadores da força viva

e diretores de potência também exercem o seu papel em todo o fenômeno de transmutação da

energia e da matéria.

(474.1)

 

42:4.11



 O acréscimo de massa à matéria é igual ao acréscimo de energia, dividido pelo

quadrado da velocidade da luz. Num sentido dinâmico, o trabalho que a matéria em repouso

pode realizar é igual à energia despendida para manter unidas as suas partes, desde o Paraíso,

menos a resistência das forças a serem vencidas no trânsito e a atração exercida pelas partes

da matéria, umas sobre as outras.

(474.2)


 

42:4.12


 A existência das formas pré-eletrônicas da matéria está indicada pelos dois pesos

atômicos do chumbo. O chumbo de formação original pesa ligeiramente mais do que aquele




produzido por meio da desintegração do urânio, por emanações do rádio; e essa diferença no

peso atômico representa a verdadeira perda de energia na quebra atômica.

(474.3)

 

42:4.13



 A integridade relativa da matéria é assegurada pelo fato de que a energia pode

apenas ser absorvida e liberada naquelas quantidades exatas a que os cientistas de Urântia

denominaram de quanta. Essa providência sábia, nos reinos materiais, serve para manter os

universos em funcionamento contínuo.

(474.4)

 

42:4.14



 A quantidade de energia absorvida ou liberada, quando as posições eletrônicas ou

outras se alternam, é sempre um “quantum” ou algum múltiplo do mesmo, mas o

comportamento vibratório, ou ondulatório, dessas unidades de energia é determinado,

integralmente, pelas dimensões das estruturas materiais envolvidas. Essas manifestações da

energia, sob a forma de ondas, têm 860 vezes os diâmetros dos ultímatons, elétrons, átomos ou

outras das unidades que lhes dão origem. A confusão interminável que acompanha a

observação da mecânica, das ondas de comportamento quântico, é devida à superposição de

ondas de energia: duas cristas podem combinar-se, para formar uma crista de altura dupla,

enquanto uma crista e um vão podem combinar-se, ocasionando assim um cancelamento

mútuo.




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