O livro de Urântia


 Sistemas Universais de Energia Não-Espiritual



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2. Sistemas Universais de Energia Não-Espiritual

(Energias Físicas)

(469.1)


 

42:2.1


 De fato, é difícil encontrar as palavras adequadas, em qualquer língua de Urântia,

por meio das quais designar e, portanto, descrever os vários níveis de força e de energia —

física, mental ou espiritual. Essas narrativas não podem, de todo, ater-se às vossas definições

de força, de energia, de poder e de potência. Há tanta pobreza, na vossa linguagem, que

devemos usar tais termos com múltiplos significados. Neste documento, por exemplo, a

palavra energia é usada para denotar todas as fases e formas de fenômenos de movimento, de

ação e de potencial, enquanto força é usada para indicar os estágios da energia na pré-

gravidade; e poder e potência, para os estágios da energia na pós-gravidade.

(469.2)

 

42:2.2



 Contudo, tentarei minimizar a confusão conceptual, sugerindo a prudência

recomendável de adotar a seguinte classificação para a força cósmica, para a energia

emergente e para a potência-física da energia do universo — a energia física:

(469.3)


 

42:2.3


 1. Potência de espaço. Essa é a presença inquestionável, no espaço livre, do

Absoluto Inqualificável. A extensão desse conceito denota o potencial de espaço-força

do universo, inerente à totalidade funcional do Absoluto Inqualificável, enquanto a

intenção desse conceito implica a totalidade da realidade cósmica — os universos —

que emanou de modo eterno da Ilha do Paraíso, que é sem começo, sem fim, que nunca se

move e que nunca muda.

(469.4)

 

42:2.4



 Os fenômenos específicos da parte inferior do Paraíso provavelmente

abrangem três zonas de presença e de atuação da força absoluta: a zona de ponto de

apoio fulcral do Absoluto Inqualificável, a zona da própria Ilha do Paraíso e a zona

intermediária de algumas agências ou funções não identificadas, que se equalizam e se

compensam. Essas zonas triconcêntricas são o centro do ciclo da realidade cósmica do

Paraíso.


(469.5)

 

42:2.5



 A potência do espaço é uma pré-realidade; é o domínio do Absoluto

Inqualificável e é sensível apenas à atração pessoal do Pai Universal, não obstante o fato

de ela ser aparentemente modificável pela presença dos Mestres Organizadores

Primários da Força.




(469.6)

 

42:2.6



 Em Uversa, faz-se referência à potência do espaço como absoluta.

(469.7)


 

42:2.7


 2. Força primordial. Esta representa a primeira mudança básica na potência

do espaço e pode ser uma das funções, no baixo Paraíso, do Absoluto Inqualificável.

Sabemos que a presença do espaço que sai do baixo Paraíso é modificada, de alguma

maneira, em relação àquela que está entrando. Independentemente, porém, de qualquer

dessas possíveis relações, a transmutação, abertamente reconhecida, da potência do

espaço em força primordial é uma função diferencial primária da presença-tensão dos

organizadores da força viva do Paraíso.

(469.8)


 

42:2.8


 A força passiva, potencial, torna-se ativa e primordial em resposta à

resistência oferecida pela presença, no espaço, dos Mestres Organizadores da Força

Primariamente Derivados. A força está emergindo agora, do domínio exclusivo do

Absoluto Inqualificável para os domínios de sensibilidade múltipla — em resposta a

alguns movimentos primordiais iniciados pelo Deus da Ação e em seguida a certos

movimentos de compensação que emanam do Absoluto Universal. A força primordial

parece reagir à causação transcendental em uma medida proporcional ao absoluto.

(469.9)


 

42:2.9


 A força primordial, algumas vezes, é denominada energia pura; em Uversa

referimo-nos a ela como segregata.

(470.1)

 

42:2.10



 3. Energias emergentes. A presença passiva dos organizadores da força

primária é suficiente para transformar a potência do espaço em força primordial e é

nesse campo espacial, assim ativado, que esses mesmos organizadores da força começam

suas operações iniciais ativas. A força primordial está destinada a passar por duas fases

distintas de transmutação, nos reinos da manifestação da energia, antes de surgir como

uma força no universo. Esses dois níveis de energia emergente são:

(470.2)

 

42:2.11



 a. Energia de potência. Essa é a energia poderosa-direcional,

movimentadora de massa, poderosamente tensionada e de reações violentas — com

sistemas gigantescos de energia, colocados em movimento pelas atividades dos

organizadores da força primária. Essa energia primária, ou poderosa, não é

sensível, inicialmente, de modo definido, à atração da gravidade do Paraíso; se bem

que provavelmente produza uma massa agregada, ou uma sensibilidade espaço-

direcional ao grupo coletivo de influências absolutas que operam a partir do lado

baixo do Paraíso. Quando a energia emerge até o nível inicial de sensibilidade à

atração circular e absoluta da gravidade do Paraíso, os organizadores da força

primária cedem o seu lugar ao funcionamento dos seus colaboradores secundários.

(470.3)

 

42:2.12



 b. Energia de gravidade. A energia que agora surge é sensível à

gravidade, carrega o potencial do poder do universo e transforma-se no ancestral

ativo de toda a matéria do universo. Essa energia secundária ou gravitacional é o

produto da elaboração da energia, resultante da presença-pressão e das tendências-




tensões, estabelecidas pelos Mestres Organizadores Associados Transcendentais da

Força. Em resposta ao trabalho desses manipuladores da força, a energia-espaço

passa rapidamente do estágio potencial ao estado gravitacional, tornando-se assim

sensível, diretamente, à atração da gravidade (absoluta) circular do Paraíso que, ao

mesmo tempo revela um certo potencial de sensibilidade à atração da gravidade

linear, inerente à massa material, que logo surge dos estágios eletrônicos e pós-

eletrônicos da energia e da matéria. Com o aparecimento da sensibilidade à

gravidade, os Mestres Organizadores Associados da Força podem retirar-se da

energia dos ciclones de espaço, contanto que os Diretores do Poder do Universo

fiquem designados para esse campo de ação.

(470.4)

 

42:2.13



 Estamos totalmente incertos a respeito das causas exatas dos estágios

primordiais da evolução da força, mas reconhecemos a ação inteligente do Último, em

ambos os níveis de manifestação emergente da energia. As energias potenciais e

gravitacionais, quando observadas coletivamente, em Uversa, são denominadas ultimata.

(470.5)

 

42:2.14



 4. Poder universal. A força-espaço foi transformada em energia de espaço e,

em seguida, na energia de controle da gravidade. Assim, a energia física amadureceu até

aquele ponto em que pode ser dirigida em canais de poder e servir aos propósitos

múltiplos dos Criadores do universo. Esse trabalho é feito pelos versáteis diretores,

centros e controladores da energia física no grande universo — as criações habitadas e

organizadas. Esses Diretores do Poder, no Universo, assumem o controle mais ou menos

completo de vinte e uma das trinta fases da energia que constituem o presente sistema de

energia dos sete superuniversos. Esse domínio da energia-poder da matéria é o âmbito

das atividades inteligentes do Sétuplo, funcionando sob o controle tempo-espacial do

Supremo.


(470.6)

 

42:2.15



 Em Uversa, referimo-nos ao reino do poder no universo como gravita.

(470.7)


 

42:2.16


 5. Energia de Havona. Os conceitos, nesta narrativa, deslocaram-se no

sentido do Paraíso, à medida que a força-espaço transmutante foi seguida, nível a nível,

até o nível de trabalhabilidade do poder-energia dos universos do tempo e do espaço.

Continuando, no sentido do Paraíso, encontra-se em seguida uma fase preexistente de

energia que é característica do universo central. Aqui o ciclo evolucionário parece

voltar-se sobre si mesmo; a potência-energia agora parece começar a reverter-se na

direção da força, mas uma força de natureza muito diferente daquela da potência do

espaço e da força primordial. Os sistemas de energia de Havona não são duais; eles são

trinos. É esse o domínio da energia existencial do Agente Conjunto, funcionando em

nome da Trindade do Paraíso.

(471.1)

 

42:2.17



 Essas energias de Havona são conhecidas em Uversa como triata.

(471.2)


 

42:2.18


 6. Energia transcendental. Este sistema de energia opera no nível superior e


vem de um nível superior do Paraíso, existindo apenas em relação aos povos absonitos.

Em Uversa é denominada tranosta.

(471.3)

 

42:2.19



 7. Monota. Quando a energia vem do Paraíso, ela está próxima da divindade.

Inclinamo-nos a acreditar que a monota é a energia viva, não-espiritual, do Paraíso —

uma contraparte, na eternidade, da energia viva e espiritual do Filho Original — , sendo,

portanto, o sistema de energia não-espiritual do Pai Universal.

(471.4)

 

42:2.20



 Não conseguimos diferençar a natureza do espírito do Paraíso e a da monota

do Paraíso; são aparentemente semelhantes. Têm nomes diferentes, mas dificilmente vos

poderá ser dito muito a respeito de uma realidade cujas manifestações espirituais e não-

espirituais sejam diferenciáveis apenas por um nome.

(471.5)

 

42:2.21



 Sabemos que as criaturas finitas podem alcançar a experiência da adoração do Pai

Universal, por intermédio da ministração de Deus, o Sétuplo, e dos Ajustadores do

Pensamento, mas duvidamos de que qualquer personalidade subabsoluta ou, até mesmo, os

diretores de potência possam compreender a infinitude da energia da Primeira Grande Fonte e

Centro. Uma coisa é certa: os diretores de potência podem ser conhecedores da técnica da

metamorfose da força-espaço, mas eles não revelam o segredo para o resto de nós. A minha

opinião é de que eles não compreendem plenamente a função dos organizadores da força.

(471.6)


 

42:2.22


 Esses diretores de potência são, eles próprios, catalisadores da energia; isto é, a

presença deles é a causa pela qual a energia segmenta-se, organiza-se ou reúne-se em

formação por unidades. E tudo isso implica que deve haver algo inerente à energia, na

presença dessas entidades do poder, que a leva a funcionar assim. Os Melquisedeques de

Nébadon há muito denominaram o fenômeno da transmutação da força cósmica em poder, no

universo, como uma das sete “infinidades da divindade”. E é até esse ponto que vós ireis

avançar nessa questão a vossa ascensão no universo local.

(471.7)


 

42:2.23


 Não obstante sermos incapazes de compreender plenamente a origem, natureza e

transmutações da força cósmica, estamos inteiramente atualizados sobre todas as fases do

comportamento da energia emergente, desde os tempos da sua sensibilidade direta e

inequívoca à ação da gravidade do Paraíso — por volta do tempo do início da função dos

diretores de potência do superuniverso.



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