O livro de Urântia


 Energias e Forças do Paraíso



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1. Energias e Forças do Paraíso

(467.3)


 

42:1.1


 A base do universo é material, mas a essência da vida é espírito. O Pai dos

espíritos é também o ancestral dos universos. O Pai eterno do Filho Original é também a

fonte-eternidade do modelo original, a Ilha do Paraíso.

(467.4)


 

42:1.2


 A matéria — ou a energia, pois ambas não são senão manifestações diversas da

mesma realidade cósmica, como fenômenos no universo — é inerente ao Pai Universal. “Nele

consistem todas as coisas.” A matéria pode surgir para manifestar a energia inerente e

demonstrar os poderes autocontidos, mas as linhas de gravidade envolvidas nas energias

ligadas a todos esses fenômenos físicos derivam-se e dependem do Paraíso. O ultímatom, a

primeira forma mensurável de energia, tem o Paraíso como o seu núcleo.

(467.5)

 

42:1.3



 Há, inata na matéria e presente no espaço universal, uma forma de energia não

conhecida em Urântia. Quando for finalmente feita a descoberta dessa energia, então, os

físicos irão sentir que terão solucionado, ou pelo menos quase, os mistérios da matéria. E

assim terão dado mais um passo no sentido de se aproximar do Criador; e terão dominado

mais uma fase da técnica divina; mas de modo nenhum terão encontrado Deus, nem terão



desvendado o conhecimento da existência da matéria, nem a operação das leis naturais,

separadamente da técnica cósmica do Paraíso, nem o propósito motivador do Pai Universal.

(468.1)

 

42:1.4



 Depois de um progresso ainda maior com novas descobertas, depois que Urântia

houver avançado incomensuravelmente em relação aos conhecimentos atuais e, ainda que vós

pudésseis alcançar o controle das rotações energéticas das unidades elétricas da matéria, a

ponto de conseguir modificar as suas manifestações físicas — mesmo depois de todo esse

progresso possível, os cientistas permanecerão, indefinidamente, impotentes ainda para criar

sequer um átomo de matéria, ou gerar um raio de energia e, menos ainda, para outorgar à

matéria aquilo que chamamos de vida.

(468.2)


 

42:1.5


 A criação da energia e a dádiva da vida são prerrogativas do Pai Universal e das

personalidades Criadoras, coligadas a Ele. O rio da energia e da vida é uma efusão contínua

vinda das Deidades, a corrente universal e harmônica de força do Paraíso, irradiando-se por

todo o espaço. Essa energia divina penetra toda a criação. Os organizadores da força iniciam

as mudanças e instituem as modificações da força-espaço, que se manifestam no surgimento da

energia; e os diretores de potência transmutam energia em matéria; assim nascem os mundos

materiais. Os Portadores da Vida iniciam, na matéria morta, aqueles processos aos quais

chamamos vida, vida material. Os Supervisores do Poder Moroncial atuam do mesmo modo

nos reinos da transição entre o mundo material e o espiritual. Os Criadores espirituais

superiores inauguram processos semelhantes nas formas divinas de energia, que resultam em

formas mais elevadas de espíritos de vida inteligente.

(468.3)


 

42:1.6


 A energia provém do Paraíso, formada segundo a ordem divina. A energia — a

energia pura — compartilha da natureza da organização divina; é formada à semelhança dos

três Deuses abraçados em um só, como eles funcionam na sede-central do universo dos

universos. E toda a força é circuitada ao Paraíso; vem das Presenças do Paraíso e para lá

retorna e, em essência, é uma manifestação da Causa não causada — o Pai Universal — ; e,

sem o Pai, nada do que existe existiria.

(468.4)

 

42:1.7



 A força derivada da Deidade, existente em Si, é, em si mesma, eternamente

existente. A energia-força é imperecível, indestrutível; essas manifestações do Infinito podem

estar sujeitas à transmutação ilimitada, à transformação sem fim e à metamorfose eterna; mas

em nenhum sentido ou grau, nem mesmo na menor proporção imaginável, poderiam ou

deveriam elas sofrer extinção. Mas a energia, ainda que emergindo do Infinito, não se

manifesta de forma infinita; há limites externos para o universo-mestre, como ele é atualmente

concebido.

(468.5)


 

42:1.8


 A energia é eterna, mas não infinita; e responde sempre à gravidade todo-

abrangente da Infinitude. A força e a energia continuam eternamente; uma vez que tenham saído

do Paraíso, devem retornar para lá, ainda que idades e mais idades sejam necessárias para

completar o circuito ordenado. Aquilo que tem a sua origem na Deidade do Paraíso só pode

ter como destino o Paraíso, ou alguma Deidade.



(468.6)

 

42:1.9



 E tudo isso confirma a nossa crença em um universo dos universos circular, um

pouco limitado, mas ordenado e imenso. Não fora isso verdade, então a evidência do

esgotamento da energia em algum ponto, mais cedo ou mais tarde, iria aparecer. Todas as leis,

organizações, administração e testemunho dos exploradores do universo — tudo aponta para a

existência de um Deus infinito e, ainda assim, para um universo finito, de uma circularidade de

existência sem fim, quase sem limites, todavia finito, se comparado com a infinitude.





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