O livro de Urântia


 Os Ajudantes Planetários



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5. Os Ajudantes Planetários

(436.5)


 

39:5.1


 Estes serafins mantêm as suas sedes-centrais nas capitais dos sistemas e, sendo

intimamente ligados aos cidadãos Adâmicos residentes, são primariamente designados para o

serviço dos Adãos planetários, os elevadores biológicos ou físicos das raças materiais nos

mundos evolucionários. O trabalho da ministração dos anjos torna-se de interesse crescente à

medida que se avizinha dos mundos habitados, à medida que abrange os problemas reais

enfrentados pelos homens e mulheres do tempo, os quais se preparam para o esforço de

alcançar a meta da eternidade.

(437.1)


 

39:5.2


 A maioria dos ajudantes planetários foi retirada de Urântia quando do colapso do

regime Adâmico; e a supervisão seráfica do vosso mundo recaiu, em maior grau, sobre os

administradores, os ministros de transição e os guardiães do destino. Todavia, os ajudantes

seráficos dos vossos Filhos Materiais faltosos servem ainda, em Urântia, nos grupos

seguintes:

(437.2)


 

39:5.3


 1. As Vozes do Jardim. Quando o curso planetário da evolução humana está

atingindo o seu mais alto nível biológico, sempre surgem os Filhos e Filhas Materiais, os

Adãos e Evas, para dar incremento à evolução ulterior das raças com a contribuição

factual do seu plasma vital superior. A sede-central planetária desse Adão e dessa Eva é

denominada usualmente de Jardim do Éden, e os seus serafins pessoais freqüentemente

são conhecidos como as “Vozes do Jardim”. Tais serafins prestam um serviço inestimável

aos Adãos Planetários em todos os seus projetos de elevação física e intelectual das

raças evolucionárias. Depois da falta Adâmica, em Urântia, alguns desses serafins foram




deixados no planeta e designados para os sucessores em autoridade de Adão.

(437.3)


 

39:5.4


 2. Os Espíritos da Fraternidade. Quando um Adão e uma Eva chegam a um

mundo evolucionário, deveria ficar claro que a tarefa de efetivar a harmonia racial e a

cooperação social entre as diversas raças devesse assumir proporções consideráveis.

Raramente as raças de cores diferentes e naturezas variadas aceitam, com simpatia, o

plano de irmandade humana. Esses homens primitivos somente chegam a compreender a

sabedoria da interassociação pacífica por meio de uma experiência humana amadurecida

e com a ministração fiel dos espíritos seráficos da fraternidade. Sem o trabalho desses

serafins, os esforços dos Filhos Materiais de harmonizar e fazer as raças avançarem, em

um mundo em evolução, teriam os seus resultados grandemente retardados. E, caso o

vosso Adão houvesse aderido ao plano original do avanço de Urântia, a essa altura esses

espíritos da irmandade já haveriam realizado transformações inacreditáveis na raça

humana. Considerando a falta Adâmica, de fato é notável que essas ordens seráficas

tenham sido capazes de fomentar e trazer à realização até mesmo o nível atual de

irmandade existente em Urântia.

(437.4)

 

39:5.5



 3. As Almas da Paz. Os primeiros milênios de esforços para a ascensão

evolucionária dos homens foram marcados por muitas lutas. A paz não é o estado natural

dos reinos materiais. Os mundos compreendem a “paz na terra e boa vontade entre os

homens”, inicialmente, por meio da ministração das almas seráficas da paz. Ainda que

esses anjos tenham sido obstados amplamente nos seus primeiros esforços em Urântia,

Vevona, o comandante das almas da paz nos dias de Adão, foi deixado em Urântia e

agora está agregado à assessoria do governador-geral residente. E foi esse mesmo

Vevona que, quando Michael nasceu, anunciou aos mundos, como líder das hostes

angélicas: “Glória a Deus em Havona e, na Terra, paz e boa vontade entre os homens”.

(437.5)


 

39:5.6


 Nas épocas mais avançadas da evolução planetária esses serafins constituem-

se em instrumentos para suplantar a idéia da expiação, substituindo-a pelo conceito da

harmonização divina como uma filosofia para a sobrevivência dos mortais.

(437.6)


 

39:5.7


 4. Os Espíritos da Confiança. A suspeita é a reação inerente dos homens

primitivos; as lutas pela sobrevivência nas primeiras idades não geram naturalmente a

confiança. A confiança é uma aquisição humana nova, trazida que tem sido pela

ministração desses serafins planetários do regime Adâmico. A missão deles é inculcar a

confiança nas mentes dos homens em evolução. Os Deuses são muito confiantes; o Pai

Universal quis confiar a Si próprio, livremente — por meio do Ajustador — , na Sua

ligação com o homem.

(438.1)


 

39:5.8


 Todo esse grupo de serafins foi transferido para o novo regime, depois do

malogro Adâmico e, desde então, têm continuado os seus trabalhos em Urântia. E não

fracassaram inteiramente, pois uma civilização está agora evoluindo, na qual estão

incorporados muitos dos seus ideais de confiança e credibilidade.




(438.2)

 

39:5.9



 Nas idades planetárias mais avançadas esses serafins dão ênfase à valoração

que o homem atribui à verdade de que a incerteza é o segredo para uma continuidade

satisfatória. Eles ajudam os filósofos mortais a compreenderem que, para a criatura, seria

um erro colossal conhecer o futuro; a ignorância, pois, passando a ser essencial ao êxito.

Eles aumentam o gosto do homem pela doçura da incerteza, pelo romanticismo e o

encanto de um futuro indefinido e desconhecido.

(438.3)

 

39:5.10



 5. Os Transportadores. Os transportadores planetários servem aos mundos

individuais. A maioria dos seres enserafinados trazida a este planeta está em trânsito,

parando aqui meramente de passagem; eles são custodiados pelos seus próprios

transportadores seráficos especiais; e um grande número desses serafins está estacionado

em Urântia. Essas são as personalidades de transporte que operam desde os planetas

locais, como Urântia, até Jerusém.

(438.4)

 

39:5.11



 A idéia convencional que vós possuís dos anjos surgiu do seguinte modo:

durante os momentos imediatamente anteriores à morte física, um fenômeno refletivo

ocorre, algumas vezes, na mente humana, e essa consciência que se apaga parece

visualizar algo da forma do anjo da guarda, e isso é imediatamente traduzido nos termos

do conceito habitual de anjo, já existente na mente daquele indivíduo.

(438.5)


 

39:5.12


 A idéia errônea de que os anjos possuem asas não é de todo em decorrência

das noções antigas de que eles deviam ter asas para voar pelo ar. Aos seres humanos

algumas vezes foi permitido observar os serafins sendo preparados para o serviço de

transporte, e as tradições dessas experiências determinaram amplamente o conceito

urantiano de anjos. Ao observar um serafim de transporte aprontar-se a fim de receber

um passageiro para o trânsito interplanetário, pode ter sido avistado o que aparentemente

é um duplo conjunto de asas que se estende da cabeça aos pés do anjo. Na realidade,

essas asas são os isoladores de energia — os escudos de fricção.

(438.6)

 

39:5.13



 Quando os seres celestes estão para ser enserafinados, para a transferência

de um mundo a outro, eles são trazidos até a sede-central da esfera e, depois do devido

registro, induzidos ao sono de trânsito. Nesse meio tempo, o serafim de transporte move-

se até uma posição horizontal diretamente sobre um pólo da energia universal no planeta.

Enquanto os escudos de energia estão completamente abertos, a personalidade

adormecida é habilmente depositada, pelos assistentes seráficos que operam diretamente

em cima do anjo de transporte. Então, ambos os pares de escudos, os superiores e os

inferiores, são cuidadosamente fechados e ajustados.

(438.7)

 

39:5.14



 E, agora, sob a influência dos transformadores e transmissores, tem início

uma estranha metamorfose, à medida que o serafim se apronta para flutuar na direção das

correntes de energia dos circuitos do universo. Visto de fora, o serafim torna-se

pontiagudo nas extremidades e fica envolvido em uma estranha luz de tonalidade âmbar,

de tal forma que, logo se torna impossível distinguir a personalidade enserafinada.



Quando tudo está pronto para a partida, o diretor dos transportes faz a inspeção própria

do veículo da vida, procede aos testes de rotina, para certificar-se de que o anjo esteja

adequadamente dentro do circuito e, então, anuncia que o viajante está enserafinado da

maneira adequada, que as energias estão ajustadas, que o anjo está isolado e tudo se acha

preparado para o clarão da partida. Os controladores mecânicos, dois deles, em seguida,

ocupam as suas posições. Nesse momento, o serafim de transporte torna-se quase

transparente, vibrante, de uma silhueta luminosa com o formato de torpedo. Agora o

despachador do transporte do reino reúne as baterias auxiliares dos transmissores das

energias vivas, usualmente em número de mil; e, quando anuncia o destino do transporte,

ele toca no ponto próximo do veículo seráfico, o qual o dispara para frente à velocidade

de um relâmpago, deixando uma trilha de luminosidade celeste até onde se estende a

vestimenta atmosférica planetária. Em menos de dez minutos, o espetáculo maravilhoso

terá desaparecido, mesmo para a reforçada visão seráfica.

(439.1)


 

39:5.15


 Enquanto os informes espaciais planetários são recebidos ao meio-dia, no

meridiano da sede-central espiritual designada, os transportadores são despachados

desse mesmo lugar à meia-noite. Essa é a hora mais favorável para a partida e é a hora-

padrão, quando não é especificado de outro modo.

(439.2)

 

39:5.16



 6. Os Registradores. Estes são os custódios dos assuntos maiores do planeta,

para tudo aquilo que funciona como uma parte do sistema, e no que se relaciona ao

governo do universo e dele se ocupa. Eles trabalham no registro de assuntos planetários,

mas não se ocupam das questões ligadas à vida e existência individual.

(439.3)

 

39:5.17



 7. As Reservas. O corpo de reservas dos serafins planetários de Satânia é

mantido, em Jerusém, em íntima associação com as reservas dos Filhos Materiais. Essas

abundantes reservas são completamente suficientes para todas as fases das atividades

múltiplas dessa ordem seráfica. Esses anjos são também os portadores das mensagens

pessoais dos sistemas locais. Eles servem aos mortais de transição, anjos e Filhos

Materiais, bem como a outros domiciliados nas sedes-centrais do sistema. Embora

Urântia, no presente, esteja fora dos circuitos espirituais de Satânia e Norlatiadeque, vós

estais, por outro lado, em contato íntimo com os assuntos interplanetários, pois esses

mensageiros de Jerusém freqüentemente vêm a este mundo como vão a todas as outras

esferas do sistema.





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