O livro de Urântia



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6. As Forças Vivas

(403.6)


 

36:6.1


 A vida é tanto mecânica quanto vital — material e espiritualmente. Os físicos e os

químicos de Urântia progredirão constantemente no seu entendimento das formas

protoplasmáticas da vida vegetal e animal, sem no entanto jamais se tornarem capazes de

produzir organismos vivos. A vida é algo diferente de todas as manifestações de energia;

mesmo a vida material das criaturas físicas não é inerente à matéria.

(403.7)


 

36:6.2


 As coisas materiais podem desfrutar de uma existência independente, mas a vida

brota apenas da vida. A mente só pode ser derivada da mente preexistente. O espírito tem

origem apenas em ancestrais espirituais. A criatura pode produzir as formas da vida, mas só

uma personalidade criadora ou uma força criativa podem proporcionar a centelha ativadora da

vida.

(404.1)


 

36:6.3


 Os Portadores da Vida podem organizar as formas materiais, ou os modelos


arquetípicos físicos para os seres vivos, mas o Espírito provê a centelha inicial da vida e

outorga o dom da mente. Mesmo as formas vivas da vida experimental, que os Portadores da

Vida organizam, nos seus mundos em Sálvington, são sempre desprovidas de poderes de

reprodução. Quando as fórmulas da vida e os modelos vitais estão corretamente reunidos e

organizados adequadamente a presença de um Portador da Vida é suficiente para iniciar a

vida; no entanto todos esses organismos vivos carecem de dois atributos essenciais — dom da

mente e poderes da reprodução. A mente animal e a mente humana são dádivas do Espírito

Materno do universo local, funcionando por meio dos sete espíritos ajudantes da mente; ao

passo que a capacidade que a criatura tem de reproduzir é uma dádiva, pessoal e específica,

do Espírito do Universo, ao plasma ancestral da vida inaugurado pelos Portadores da Vida.

(404.2)

 

36:6.4



 Uma vez que os Portadores da Vida hajam elaborado os modelos da vida, após

haverem organizado os sistemas de energia, deve ocorrer um fenômeno complementar: o

“sopro da vida”, que deve ser passado a essas formas sem vida. Os Filhos de Deus podem

construir as formas da vida, mas é o Espírito de Deus que realmente contribui com a centelha

vital. E quando a vida assim transmitida é consumida, então de novo o corpo material

remanescente torna-se matéria morta. Quando a vida outorgada se exaure, o corpo retorna para

o seio do universo material, do qual foi tomado emprestado pelos Portadores da Vida, para

servir como um veículo transitório àquela dotação de vida a qual haviam transmitido a tal

associação visível de matéria-energia.

(404.3)


 

36:6.5


 A vida conferida às plantas e animais, pelos Portadores da Vida, não retorna para

os Portadores da Vida, quando da morte da planta ou animal. A vida que abandona uma coisa

viva não possui nem identidade, nem personalidade; ela não sobrevive individualmente à

morte. Durante a sua existência, e no tempo da sua permanência no corpo de matéria, ela

passou por uma mudança; ela passou por uma evolução de energia e sobrevive apenas como

uma parte das forças cósmicas do universo; não sobrevive como vida individual. A

sobrevivência das criaturas mortais é totalmente baseada na evolução de uma alma imortal

dentro da mente mortal.

(404.4)

 

36:6.6



 Falamos da vida como “energia” e como “força”, mas realmente ela não é nem uma

nem a outra. A energia-força é sensível de modo variável à gravidade; a vida não o é. O

modelo original também não é sensível à gravidade, sendo uma configuração de energias que

já perfez ou cumpriu todas suas obrigações de resposta à gravidade. A vida, como tal,

constitui a animação de um sistema de energias — material, mental ou espiritual — segundo

algum modelo arquetípico configurado ou selecionado.

(404.5)

 

36:6.7



 Algumas coisas há, ligadas à elaboração da vida nos planetas evolucionários, que

não estão de todo claras para nós. Compreendemos plenamente a organização física das

fórmulas eletroquímicas dos Portadores da Vida, mas não compreendemos totalmente a

natureza e a fonte da centelha de ativação da vida. Sabemos que a vida flui do Pai, através do

Filho e pelo Espírito. É mais do que possível que os Espíritos Mestres sejam o canal sétuplo

do rio da vida vertido sobre toda a criação. Porém, não compreendemos a técnica pela qual o




Espírito Mestre supervisor participa do episódio inicial de outorga da vida em um planeta

novo. Acreditamos que os Anciães dos Dias também possuam algum papel na inauguração da

vida em um novo mundo, mas somos totalmente ignorantes sobre a natureza desse papel.

Sabemos que o Espírito Materno do Universo, de fato, vitaliza os modelos sem vida e concede

a esses plasmas ativados as prerrogativas da reprodução dos organismos. Observamos que

três são os níveis de Deus, o Sétuplo, algumas vezes designados como os Criadores Supremos

do tempo e do espaço; mas, afora isso, sabemos pouco mais do que os mortais de Urântia —

simplesmente que a concepção é inerente ao Pai; a expressão, ao Filho; e a realização da vida,

ao Espírito.

(405.1)


 

36:6.8


 [Ditado por um Filho Vorondadeque estacionado em Urântia, como observador; e

funcionando como tal a pedido do Dirigente Melquisedeque do Corpo de Supervisão da

Revelação.]





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