O livro de Urântia


 Os Sete Espíritos Ajudantes da Mente



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5. Os Sete Espíritos Ajudantes da Mente

(401.5)


 

36:5.1


 A presença dos sete espíritos ajudantes da mente, nos mundos primitivos, é o que

condiciona o curso da evolução orgânica; isso explica por que a evolução é proposital e não




acidental. Estes ajudantes representam a função de ministração da mente, feita pelo Espírito

Infinito, que se estende às ordens mais baixas de vida inteligente por meio da função operante

do Espírito Materno de um Universo local. Estes ajudantes são progênie do Espírito Materno

do Universo e constituem a sua ministração pessoal às mentes materiais dos reinos. Quaisquer

sejam o local e o tempo em que tais mentes se manifestem, ali, esses espíritos estarão

funcionando de modos diversos.

(401.6)

 

36:5.2



 Os sete espíritos ajudantes da mente são chamados por nomes equivalentes às

designações seguintes: intuição, compreensão, coragem, conhecimento, conselho, adoração e

sabedoria. Esses espíritos-mente fazem sentir a sua influência em todos os mundos habitados

na forma de impulsos diferenciais, cada um buscando a capacidade de receptividade para a

sua manifestação em graus distintos e independentemente daquilo que os outros seis espíritos

possam encontrar em termos de receptividade e oportunidade de atuação.

(401.7)

 

36:5.3



 As posições centrais dos espíritos ajudantes, nos mundos-sede dos Portadores da

Vida, indicam aos seus supervisores a extensão, o alcance e a qualidade da função da mente a

ser adotada por tais ajudantes, em qualquer mundo e em qualquer organismo vivo de status

intelectual. Essas colocações de mente-vida são indicadoras perfeitas da função da mente

viva, para os primeiros cinco ajudantes. Todavia, com respeito ao sexto e ao sétimo espíritos

ajudantes — o da adoração e o da sabedoria — , essas posições centrais registram apenas

uma função qualitativa. As atividades quantitativas dos ajudantes da adoração e da sabedoria

ficam registradas na presença imediata da Ministra Divina em Sálvington, sendo uma

experiência pessoal do Espírito Materno do Universo.

(402.1)


 

36:5.4


 Os sete espíritos ajudantes da mente sempre acompanham os Portadores da Vida a

um novo planeta, mas não devem ser encarados como entidades; eles são mais semelhantes a

circuitos. Os espíritos desses sete ajudantes do universo não funcionam como personalidades

separadas da presença da Ministra Divina no universo; são, de fato, um nível de consciência

da Ministra Divina; permanecendo sempre subordinados à ação e à presença da sua mãe

criativa.

(402.2)

 

36:5.5



 Faltam-nos as palavras adequadas para melhor definir esses sete espíritos

ajudantes da mente. Eles ministram aos níveis mais baixos da mente experiencial e podem ser

descritos, na seqüência das realizações evolucionárias, do modo seguinte:

(402.3)


 

36:5.6


 1. O espírito da intuição — a percepção rápida, os instintos físicos

primitivos e reflexos inerentes; o dom da direção e outros dons autopreservadores ativos

de todas as criações possuidoras de mente; o único dos ajudantes a funcionar tão

amplamente nas ordens mais baixas da vida animal e o único a fazer um contato funcional

amplo com os níveis não-ensináveis da mente mecânica.

(402.4)


 

36:5.7


 2. O espírito da compreensão — o impulso da coordenação, a associação de

idéias espontânea e aparentemente automática. Essa é a dádiva da coordenação do




conhecimento adquirido, o fenômeno do raciocínio rápido, do julgamento rápido e

decisão pronta.

(402.5)

 

36:5.8



 3. O espírito da coragem — o dom da fidelidade — nos seres pessoais, a

base da aquisição do caráter e raiz intelectual da fibra moral e da bravura espiritual.

Quando iluminado pelos fatos e inspirado pela verdade, torna-se o segredo do impulso

de ascensão evolucionária pelos canais do autodirecionamento inteligente e consciente.

(402.6)

 

36:5.9



 4. O espírito do conhecimento — a curiosidade — a mãe da aventura e da

descoberta, o espírito científico; o guia e colaborador fiel dos espíritos da coragem e do

conselho; o impulso de direcionar os dons da coragem para os caminhos úteis e

progressivos de crescimento.

(402.7)

 

36:5.10



 5. O espírito do conselho — o impulso social, o dom da cooperação com a

espécie; a capacidade das criaturas volitivas de se harmonizar com os seus

companheiros; a origem do instinto gregário entre as criaturas inferiores.

(402.8)


 

36:5.11


 6. O espírito da adoração — o impulso religioso, o primeiro anseio

diferencial a separar as criaturas dotadas de mente em duas classes básicas de existência

mortal. O espírito da adoração distingue para sempre o animal, ao qual está associado,

das criaturas sem alma, no entanto com dotação mental. A adoração é a insígnia da

candidatura à ascensão espiritual.

(402.9)


 

36:5.12


 7. O espírito da sabedoria — a tendência inerente de todas as criaturas

morais para o avanço evolucionário ordenado e progressivo. Este é o mais elevado dos

ajudantes, o espírito coordenador e articulador do trabalho de todos os outros. Este

espírito é o segredo daquele impulso inato das criaturas de mente, o qual inicia e mantém

o programa prático efetivo da escala ascendente da existência; aquela dádiva das coisas

vivas que responde pela sua capacidade inexplicável de sobreviver e, na sobrevivência,

de utilizar-se da coordenação em toda a sua experiência passada e oportunidades

presentes para a conquista da totalidade, em tudo o que todos os outros seis ministros

mentais possam mobilizar na mente do organismo em questão. A sabedoria é o apogeu da

atuação intelectual. A sabedoria é a meta de uma existência puramente mental e moral.

(403.1)

 

36:5.13



 Os espíritos ajudantes da mente crescem por meio da experiência, no entanto

nunca se tornam pessoais. Eles evoluem em função; e as funções dos cinco primeiros, atuando

nas ordens animais, em uma certa medida, se fazem essenciais para que todos sete funcionem

no intelecto humano. Essa relação com os animais faz com que os ajudantes passem a ser mais

eficazes na sua prática junto à mente humana; assim é que os animais tornam-se, de uma certa

forma, indispensáveis à evolução intelectual do homem, bem como à sua evolução física.

(403.2)

 

36:5.14



 Esses ajudantes da mente de um Espírito Materno do universo local estão

relacionados à vida da criatura com status de inteligência, de uma maneira análoga à ligação




que os centros de potência e os controladores físicos têm com as forças não viventes do

universo. Prestam um serviço inestimável aos circuitos da mente nos mundos habitados e são

colaboradores eficazes dos Mestres Controladores Físicos, os quais também servem como

controladores e diretores dos níveis pré-ajudantes da mente, níveis mentais estes que são não-

ensináveis ou mecânicos.

(403.3)


 

36:5.15


 A mente viva, antes do aparecimento da capacidade de aprender pela experiência,

é domínio da ministração dos Mestres Controladores Físicos. A mente da criatura, antes de

adquirir a capacidade de reconhecer a divindade e de adorar a Deidade, é domínio exclusivo

dos espíritos ajudantes. Com o surgimento da sensibilidade espiritual, no intelecto da criatura,

tais mentes criadas tornam-se imediatamente supramentais, sendo incorporadas

instantaneamente ao circuito dos ciclos espirituais do Espírito Materno do universo local.

(403.4)

 

36:5.16



 Os espíritos ajudantes da mente não estão relacionados, de nenhum modo,

diretamente à função diversificada, e altamente espiritual, do espírito da presença pessoal da

Ministra Divina, o Espírito Santo, nos mundos habitados; contudo, são eles os antecedentes

funcionais e preparatórios para o surgimento e a atuação do Espírito Santo, sobre o homem

evolucionário. Os ajudantes proporcionam ao Espírito Materno do Universo um contato

variado com as criaturas materiais viventes de um universo local e um controle sobre elas;

contudo, quando atuam nos níveis da pré-personalidade, atuam sem repercussão no Ser

Supremo.


(403.5)

 

36:5.17



 A mente não-espiritual ou é uma manifestação da energia do espírito ou um

fenômeno de energia física. Mesmo a mente humana, a mente pessoal, não tem qualidades de

sobrevivência fora da identificação com o espírito. A mente é uma outorga da divindade, mas

não é imortal quando funciona sem o discernimento espiritual interno e quando é desprovida

da capacidade de adorar e aspirar à sobrevivência.



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