O livro de Urântia


 As Carreiras de Auto-outorga Mortal



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6. As Carreiras de Auto-outorga Mortal

(228.5)


 

20:6.1


 O método pelo qual um Filho do Paraíso torna-se pronto para a encarnação mortal,

como um Filho auto-outorgado, chegando até a nascer de uma mãe, no planeta da sua outorga,

é um mistério universal; e qualquer esforço para desvendar o trabalho dessa técnica de

Sonárington, seguramente estará destinado a fracassar. Deixai que o conhecimento sublime da

vida mortal de Jesus de Nazaré mergulhe nas vossas almas, mas não desperdiceis pensamentos

em cogitações inúteis, sobre como se efetuou essa misteriosa encarnação de Michael de

Nébadon. Que nos regozijemos pelo conhecimento e certeza de que tais realizações sejam

possíveis à natureza divina, mas não desperdicemos tempo em conjecturas fúteis sobre a

técnica empregada pela sabedoria divina ao efetuar tal fenômeno.

(229.1)


 

20:6.2


 Numa missão de auto-outorga mortal, um Filho do Paraíso sempre nasce de mulher

e cresce como uma criança masculina do reino, como o fez Jesus, em Urântia. Esses filhos do

serviço supremo passam pela infância e pela juventude, até a maturidade, exatamente como o

faz um ser humano. Sob todos os aspectos, tornam-se como os mortais, da raça na qual

nasceram. Fazem pedidos ao Pai, como o fazem os filhos do reino em que servem. Do ponto

de vista material, esses Filhos humano-divinos vivem vidas comuns, com uma única exceção:

não geram nenhuma progênie nos mundos da sua permanência; essa é uma restrição universal,

imposta a todas as ordens de Filhos do Paraíso que fazem essa autodoação de outorga.

(229.2)

 

20:6.3



 Assim como Jesus trabalhou no vosso mundo, como um filho de carpinteiro,

também os outros Filhos do Paraíso trabalham em vários afazeres, nos seus planetas de

outorga. Vós, dificilmente, conseguiríeis localizar alguma vocação que não haja sido seguida

por algum Filho do Paraíso, no curso da sua auto-outorga, em algum dos planetas




evolucionários do tempo.

(229.3)


 

20:6.4


 Quando um Filho auto-outorgado tem, sob a sua mestria, a experiência da vida,

como um mortal; quando ele houver alcançado a perfeição na sintonia com o seu Ajustador

residente, então, ele dá início àquela parte da sua missão planetária destinada a iluminar as

mentes e inspirar as almas dos seus irmãos na carne. Como mestres, esses Filhos devotam-se

exclusivamente à iluminação espiritual das raças mortais, nos mundos da sua permanência.

(229.4)


 

20:6.5


 As carreiras de auto-outorga mortal dos Michaéis e Avonais, ainda que

equiparáveis, não são idênticas em todos os aspectos: um Filho Magisterial nunca proclama

“Quem tiver visto o Filho, terá visto o Pai”, como o fez o vosso Filho Criador, quando em

Urântia vivendo na carne. Um Avonal auto-outorgado, entretanto, declara: “Quem tiver visto a

mim, terá visto o Filho Eterno de Deus”. Os Filhos Magisteriais não são de descendência

imediata do Pai Universal, nem encarnam para sujeitar-se à vontade do Pai; eles sempre se

auto-outorgam, como Filhos do Paraíso, sujeitando-se à vontade do Filho Eterno do Paraíso.

(229.5)


 

20:6.6


 Quando os Filhos auto-outorgados, Criadores ou Magisteriais, passam pelos

portais da morte, eles ressurgem, ao terceiro dia. Mas vós não deveríeis nutrir a idéia de que

eles sempre têm o trágico fim que teve o vosso Filho Criador, que visitou o vosso mundo, há

cerca de dezenove séculos. A experiência extraordinária e estranhamente cruel, pela qual

Jesus de Nazaré passou, levou Urântia a ser conhecida no universo local como o “mundo da

cruz”. Não se faz necessário que um tratamento tão desumano seja dispensado a um Filho de

Deus; e a grande maioria de planetas tem dispensado a eles uma recepção de muito maior

consideração, permitindo-lhes terminar as suas carreiras mortais, encerrar a época, julgar os

sobreviventes adormecidos e inaugurar uma nova dispensação, sem impor-lhes nenhuma morte

violenta. Um Filho auto-outogado deve encontrar a morte, deve passar por toda a experiência

real dos mortais dos reinos, mas, que essa morte seja violenta ou incomum, não é um quesito

do plano divino.

(229.6)

 

20:6.7



 Quando não são levados à morte pela violência, os Filhos auto-outorgados

abandonam voluntariamente as suas vidas e passam pelos portais da morte, não para satisfazer

às exigências da “severa justiça” ou da “ira divina”, mas antes para completar a outorga,

“para beber do cálice” da carreira da encarnação e da experiência pessoal, de tudo o que

constitui a vida de uma criatura, do modo como é vivida nos planetas de existência mortal. A

outorga, a doação de si próprio, é uma necessidade planetária e do universo; e a morte física

nada mais é do que uma parte necessária, em uma missão de auto-outorga.

(230.1)


 

20:6.8


 Quando a encarnação mortal termina, o Avonal em serviço encaminha-se ao

Paraíso, é aceito pelo Pai Universal, retorna ao universo local da sua missão, e é reconhecido

pelo Filho Criador. A partir daí, o Avonal auto-outorgado e o Filho Criador enviam o seu

Espírito da Verdade, conjunto, para funcionar nos corações das raças mortais que habitam o

mundo da outorga. Nas idades de pré-soberania, de um universo local, esse espírito conjunto

de ambos os Filhos é implementado pelo Espírito Criativo Materno. E ele difere ligeiramente




do Espírito da Verdade, o qual caracteriza as idades dos universos locais que vêm depois da

sétima auto-outorga de um Filho Michael.

(230.2)

 

20:6.9



 Quando se completa a auto-outorga final de um Filho Criador, o Espírito da

Verdade, previamente enviado a todos os mundos de outorgas Avonais daquele universo local,

transforma-se na sua natureza, tornando-se mais literalmente o espírito do Michael soberano.

Esse fenômeno ocorre simultaneamente com a liberação do Espírito da Verdade, para serviço

no planeta em que ocorreu a auto-outorga mortal do Filho Michael. Daí em diante, cada mundo

honrado com uma auto-outorga Magisterial receberá o mesmo espírito Confortador do Filho

Criador sétuplo, em coligação com o do Filho Magisterial, o mesmo que o mundo teria

recebido, caso o Soberano daquele universo local houvesse encarnado pessoalmente como o

seu Filho auto-outorgado.



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