O livro de Urântia


 A Auto-outorga dos Filhos de Deus do Paraíso



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5. A Auto-outorga dos Filhos de Deus do Paraíso

(227.4)


 

20:5.1


 O Filho Eterno é a eterna Palavra de Deus. O Filho Eterno é a expressão perfeita

do “primeiro” pensamento absoluto e infinito do seu Pai eterno. Quando uma duplicação

pessoal, ou uma extensão divina desse Filho Original, parte em uma missão de outorga de si

próprio, em uma encarnação mortal, torna-se literalmente verdade que o divino “Verbo se fez




carne” e que o Verbo, assim, reside entre os seres mais baixos de origem animal.

(227.5)


 

20:5.2


 Em Urântia está disseminada a crença de que o propósito da auto-outorga de um

Filho, de uma certa forma, acontece para influenciar a atitude do Pai Universal. Mas o vosso

discernimento deveria indicar-vos que isso não é verdadeiro. As auto-outorgas dos Filhos

Avonais e Michaéis são uma parte necessária ao processo experiencial destinado a fazer,

desses Filhos, magistrados e governantes seguros e compassivos para com os povos e os

planetas do tempo e do espaço. A carreira de auto-outorgas sétuplas é a meta suprema de

todos os Filhos Criadores do Paraíso. E todos os Filhos Magisteriais motivam-se por esse

mesmo espírito de serviço, que tão abundantemente caracteriza os Filhos Criadores primários

e o Filho Eterno do Paraíso.

(227.6)


 

20:5.3


 Alguma ordem de Filhos do Paraíso deve ser auto-outorgada, em cada mundo

mortal habitado, com a finalidade de tornar possível aos Ajustadores do Pensamento

residirem nas mentes de todos os seres humanos normais naquela esfera, pois os Ajustadores

não vêm para todos os seres humanos de boa-fé antes que o Espírito da Verdade haja sido

efundido em toda a carne; e o envio do Espírito da Verdade depende do retorno, à sede-central

do universo, do Filho do Paraíso, que haja cumprido com êxito uma missão de auto-outorga

mortal em um mundo em evolução.

(228.1)


 

20:5.4


 Durante o curso da longa história de um planeta habitado, vários julgamentos

dispensacionais serão realizados e mais do que uma missão magisterial pode ocorrer; mas,

geralmente, apenas por uma vez um Filho auto-outorgador servirá em uma mesma esfera. A

cada mundo individual habitado, é necessário que, por uma vez apenas, um Filho auto-

outorgado haja vivido totalmente ali uma vida mortal, do nascimento à morte. Mais cedo ou

mais tarde, a despeito do seu status espiritual, cada mundo habitado por mortais está destinado

a hospedar um Filho Magisterial, em uma missão de auto-outorga, excetuando-se um único

planeta, em cada universo local, no qual o Filho Criador haja escolhido efetuar a sua auto-

outorga mortal.

(228.2)


 

20:5.5


 Entendendo mais sobre os Filhos auto-outorgadores, sabereis por que tanto

interesse recai sobre Urântia, na história de Nébadon. O vosso pequeno e insignificante

planeta é de interesse para o universo local, simplesmente porque é o lar mortal de Jesus de

Nazaré. Ele foi o cenário da auto-outorga final, e triunfante, do vosso Filho Criador; foi a

arena na qual Michael ganhou a soberania pessoal suprema do universo de Nébadon.

(228.3)


 

20:5.6


 Na sede-central do seu universo local, especialmente depois de completar a sua

própria auto-outorga mortal, um Filho Criador passa grande parte do seu tempo aconselhando

e instruindo o colégio dos Filhos associados, os Filhos Magisteriais e outros. Em amor e

devoção, com terna misericórdia e consideração afetuosa, esses Filhos Magisteriais auto-

outorgam-se, doando a si próprios aos mundos do espaço. E de nenhum modo esses serviços

planetários são inferiores às auto-outorgas mortais dos Michaéis. É verdade que o vosso Filho

Criador selecionou, como o reino da sua aventura final de experiência como criatura, um



planeta que tivesse tido infelicidades incomuns. Mas nenhum planeta poderia estar em uma

condição tal que requisitasse a auto-outorga de um Filho Criador, para efetivar a sua

reabilitação espiritual. Qualquer Filho, do grupo auto-outorgador, teria sido igualmente

suficiente, pois em todo o seu trabalho, nos mundos de um universo local, os Filhos

Magisteriais são tão divinamente eficientes e todo-sábios quanto o foi o seu irmão do Paraíso,

o Filho Criador.

(228.4)

 

20:5.7



 Embora uma possibilidade de desastre paire sempre sobre esses Filhos do Paraíso,

durante as suas encarnações de auto-outorga, eu estou ainda para ver o registro de um fracasso

ou não-cumprimento, seja de um Filho Magisterial, seja de um Filho Criador, em uma missão

de auto-outorga. Ambos têm uma origem próxima demais da perfeição absoluta para chegarem

a falhar. E de fato assumem riscos, realmente tornam-se como as criaturas mortais de carne e

sangue e, por isso, conquistam a experiência única da criatura; mas, dentro do âmbito da

minha observação, eles sempre têm tido êxito. Nunca fracassam na realização da meta da sua

missão de auto-outorga. A história das suas auto-outorgas e dos serviços planetários, em todo

o Nébadon, constitui o capítulo mais nobre e fascinante da história do vosso universo local.



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