O livro de Urântia


 A Personalidade em Urântia



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8. A Personalidade em Urântia

(194.1)


 

16:8.1


 O Pai Universal doa a personalidade a inúmeras ordens de seres, os quais atuam

em diversos níveis da realidade no universo. Os seres humanos de Urântia são dotados com a

personalidade do tipo mortal-finito, funcionando no nível de filhos ascendentes de Deus.

(194.2)


 

16:8.2


 Embora dificilmente possamos conseguir definir personalidade, podemos tentar

descrever a nossa compreensão dos fatores conhecidos que irão constituir o conjunto das

energias materiais, mentais e espirituais, cuja interassociação constitui o mecanismo com o

qual, no qual e por meio do qual, o Pai Universal leva a sua outorga da personalidade a

funcionar.

(194.3)


 

16:8.3


 A personalidade é um dom único, de natureza original, cuja existência antecede a

outorga do Ajustador do Pensamento e independe desta. No entanto, a presença do Ajustador,

sem dúvida, acentua a manifestação qualitativa da personalidade. Os Ajustadores do

Pensamento são idênticos em natureza, ao advirem do Pai; mas suas personalidades são

diversificadas, originais e exclusivas. E, além disso, a manifestação da personalidade é



especificada, condicionada e qualificada pela natureza e qualidades das energias de natureza

material, mental e espiritual, associadas a ela, que constituem o veículo do organismo para a

manifestação da personalidade.

(194.4)


 

16:8.4


 As personalidades podem ser semelhantes, mas nunca são iguais. Pessoas de um

dado arquétipo, série, tipo ou ordem podem parecer-se umas às outras, e de fato se parecem,

mas nunca são idênticas. A personalidade é aquele aspecto que nós conhecemos de um

indivíduo, e que nos capacita a identificar esse ser, em qualquer tempo futuro, a despeito da

natureza e da extensão das mudanças na sua forma, na sua mente, ou no seu status espiritual. A

personalidade é aquela parte, em qualquer indivíduo, que nos capacita a reconhecer e

identificar, com segurança, aquela pessoa, como sendo a que era por nós conhecida

anteriormente, não importa o quanto ela haja mudado, por causa das modificações do veículo

de expressão e manifestação da sua personalidade.

(194.5)


 

16:8.5


 A personalidade, na criatura, é caracterizada por dois fenômenos automanifestados

e característicos, de comportamento reativo dos seres mortais: a autoconsciência e,

interassociado a esta, um relativo livre-arbítrio.

(194.6)


 

16:8.6


 A autoconsciência consiste no discernimento intelectual da realidade da

personalidade e inclui a capacidade para reconhecer a realidade de outras personalidades.

Indica uma capacidade individualizada, para a experiência, dentro das realidades cósmicas e

com elas, equivalendo à realização do status de identidade nos relacionamentos das

personalidades no universo. A autoconsciência denota o reconhecimento da realidade da

ministração da mente e a compreensão da independência relativa do livre-arbítrio criativo e

determinativo.

(194.7)


 

16:8.7


 O livre-arbítrio relativo, que caracteriza a autoconsciência da personalidade

humana, está envolvido:

(194.8)

 

16:8.8



 1. Na decisão moral; a sabedoria mais elevada.

(194.9)


 

16:8.9


 2. Na escolha espiritual; o discernimento da verdade.

(194.10)


 

16:8.10


 3. No amor altruísta; o serviço fraterno.

(194.11)


 

16:8.11


 4. Na cooperação voluntária; a lealdade grupal.

(194.12)


 

16:8.12


 5. No discernimento cósmico; a apreensão dos significados no universo.

(194.13)


 

16:8.13


 6. Na dedicação da personalidade; a devoção a fazer a vontade do Pai, com

todo o coração.

(195.1)

 

16:8.14



 7. Na adoração; a busca sincera dos valores divinos e o amor irrestrito ao


divino Doador dos Valores.

(195.2)


 

16:8.15


 O tipo de personalidade humana de Urântia pode ser considerado como

funcionando em um mecanismo físico que consiste na modificação planetária do tipo

nebadônico de organismo; o qual pertence à ordem eletroquímica de ativação de vida dotada

com a ordem nebadônica, da série orvontônica de mente cósmica, de modelo reprodutivo

parental. A outorga da dádiva divina da personalidade a esse mecanismo mortal dotado de

mente confere-lhe a dignidade de cidadania cósmica e capacita essa criatura mortal, daí por

diante, a tornar-se sensível ao reconhecimento do que constituem as três realidades básicas da

mente do cosmo:

(195.3)

 

16:8.16



 1. O reconhecimento matemático ou lógico da uniformidade da causação

física.


(195.4)

 

16:8.17



 2. O reconhecimento, pela razão, da obrigação de ter uma conduta moral.

(195.5)


 

16:8.18


 3. O entendimento-fé da adoração fraterna da Deidade, aliado ao serviço

amoroso à humanidade.

(195.6)

 

16:8.19



 A plena função de um dom de personalidade como esse é o início da compreensão

do parentesco com a Deidade. Um eu como esse, residido por um fragmento pré-pessoal de

Deus, o Pai, em verdade e de fato, é um filho espiritual de Deus. Uma criatura como essa, não

apenas revela a capacidade de recepção do dom da divina presença, como também demonstra

resposta reativa ao circuito de gravidade da personalidade do Pai, no Paraíso, de todas as

personalidades.





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