O livro de Urântia



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6. As Esferas do Espaço

(172.3)


 

15:6.1


 Seja qual for a sua origem, as várias esferas do espaço podem ser classificadas nas

seguintes divisões maiores:

(172.4)

 

15:6.2



 1. Os sóis — as estrelas do espaço.

(172.5)


 

15:6.3


 2. As ilhas escuras de espaço.

(172.6)


 

15:6.4


 3. Os corpos espaciais menores — cometas, meteoros e planetesimais.

(172.7)


 

15:6.5


 4. Os planetas — incluindo os mundos habitados.

(172.8)


 

15:6.6


 5. As esferas arquitetônicas — os mundos feitos sob encomenda.

(172.9)


 

15:6.7


 À exceção das esferas arquitetônicas, todos os corpos espaciais tiveram uma

origem evolucionária, evolucionária no sentido de que não foram trazidos à existência por um

“fiat” da Deidade, e evolucionária no sentido em que os atos criativos de Deus foram

desdobrados por uma técnica tempo-espacial e por intermédio das operações de muitas das

inteligências criadas e geradas por eventos da Deidade.



(172.10)

 

15:6.8



 Os Sóis. São as estrelas do espaço, em todos os seus vários estágios de existência.

Alguns são sistemas espaciais solitários em evolução; outros são estrelas duplas, sistemas

planetários em contração ou em extinção. As estrelas do espaço existem em nada menos do

que mil estados e estágios diferentes. Vós estais familiarizados com os sóis que emitem luz

acompanhada de calor, mas há também sóis que brilham sem calor.

(172.11)


 

15:6.9


 Os trilhões de trilhões de anos, nos quais um sol comum continuará a dar calor e

luz, ilustram bem a imensa reserva de energia que cada unidade de matéria contém. A energia

de fato estocada nessas partículas invisíveis de matéria física é quase inimaginável. E tal

energia torna-se quase integralmente disponível, na forma de luz, quando submetida à enorme

pressão da temperatura e às atividades associadas de energia, que prevalecem no interior dos

sóis abrasadores. Outras condições também tornam esses sóis capazes de transformar e emitir

grande parte da energia do espaço que vem na sua direção, ao longo das órbitas e circuitos

espaciais estabelecidos. Muitas fases da energia física e todas as formas de matéria são

atraídas por esses dínamos solares e subseqüentemente redistribuídas por eles. Desse modo,

os sóis servem como aceleradores locais na circulação da energia, atuando como estações

automáticas de controle de força.

(172.12)


 

15:6.10


 O superuniverso de Orvônton é iluminado e aquecido por mais de dez trilhões de

sóis abrasadores. Esses sóis são as estrelas do vosso sistema astronômico observável. Mais

de dois trilhões estão distantes demais ou são pequenos demais para serem observáveis de

Urântia, mas, no universo-mestre, há tantos sóis quantos copos de água há nos oceanos do

vosso mundo.

(173.1)


 

15:6.11


 As Ilhas Escuras do Espaço. São os sóis mortos e outras agregações imensas de

matéria desprovida de luz e calor. As ilhas escuras, algumas vezes, têm massas enormes e

exercem uma poderosa influência sobre o equilíbrio do universo e a manipulação da energia.

A densidade de algumas dessas grandes massas é quase inacreditável. E essa grande

concentração de massa capacita essas ilhas escuras a funcionarem como grandes volantes de

balanceamento, mantendo imensos sistemas vizinhos sob um controle efetivo. Elas mantêm o

equilíbrio de força em muitas constelações; muitos sistemas físicos que, de outro modo,

precipitar-se-iam em rápida destruição, caindo em sóis próximos, são mantidos em segurança

sob a atração da gravidade dessas ilhas escuras guardiãs. E é por causa dessa função que as

podemos localizar com precisão. Medimos o empuxo da gravidade dos corpos luminosos, e

podemos, assim, calcular o tamanho exato e a localização das ilhas escuras no espaço, que

funcionam tão eficazmente para manter alguns sistemas firmes nos seus cursos.

(173.2)

 

15:6.12



 Os Corpos Espaciais Menores. Os meteoros e as outras partículas pequenas de

matéria, que circulam e evoluem no espaço, constituem um agregado enorme de energia e

substância material.

(173.3)


 

15:6.13


 Muitos cometas são fragmentos pouco estáveis, de rodas solares mães, que estão

sendo trazidos, gradualmente, sob o controle do sol governante central. Os cometas também




têm numerosas outras origens. A cauda de um cometa orienta-se no sentido oposto ao do corpo

ou do sol que o atrai, por causa da reação elétrica dos seus gases altamente expandidos e por

causa da pressão real da luz e de outras energias que emanam do sol. Esse fenômeno constitui

uma das provas positivas da realidade da luz e das energias a ela associadas: demonstra que a

luz tem peso. A luz é uma substância real, não é simplesmente formada de ondas em um éter

hipotético.

(173.4)

 

15:6.14



 Os Planetas. São os maiores agregados de matéria a seguirem uma órbita em torno

de um sol ou de algum outro corpo espacial. Variam de tamanho, desde os planetesimais até as

enormes esferas gasosas, líquidas ou sólidas. Os mundos frios, que se formaram pela reunião

de material flutuante no espaço, quando acontece de estarem em uma relação adequada com os

sóis próximos, são os planetas ideais para abrigarem habitantes inteligentes. Os sóis mortos,

via de regra, não são adequados à vida; eles estão comumente a uma distância muito grande de

um sol vivo e flamejante, além do que são também muito maciços, e a gravidade é imensa na

sua superfície.

(173.5)

 

15:6.15



 No vosso superuniverso, menos de um planeta frio em quarenta é habitável pelos

seres da vossa ordem. E, é claro, os sóis superaquecidos e os mundos exteriores gelados são

inadequados para abrigar a vida superior. No vosso sistema solar, apenas três planetas, no

presente, são adequados para abrigar a vida. Urântia, sob muitos pontos de vista, é ideal para

o habitat humano, pelo seu tamanho, densidade e localização.

(173.6)


 

15:6.16


 As leis do comportamento da energia física são basicamente universais, mas, as

influências locais têm muito a ver com as condições físicas que prevalecem nos planetas

individuais e nos sistemas locais. Uma variedade quase sem fim de vida, sob a forma de

criaturas e outras manifestações viventes, caracteriza os mundos incontáveis do espaço. Há,

todavia, certos pontos de semelhança entre mundos de um grupo ligados a um dado sistema; e

ao mesmo tempo também existe um modelo de vida inteligente para cada universo. Há

relações físicas entre esses sistemas planetários que perfazem órbitas semelhantes, e que

seguem de perto, uns aos outros, nas circunvoluções infinitas em torno do círculo de

universos.



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