O livro de Urântia


 A Matéria, a Mente e o Espírito



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8. A Matéria, a Mente e o Espírito

(139.4)


 

12:8.1


 “Deus é espírito”, mas o Paraíso não o é. O universo material é sempre a arena

onde todas as atividades espirituais têm lugar; os seres espirituais e os espíritos ascendentes

vivem e trabalham em esferas físicas de realidade material.

(139.5)


 

12:8.2


 A outorga da força cósmica, o domínio da gravidade cósmica é a função da Ilha do

Paraíso. Toda a energia-força original provém do Paraíso, e a matéria, com a qual se fazem os

universos incontáveis, circula agora por todo o universo-mestre, na forma de uma presença de

supragravidade, que constitui a carga-potência do espaço preenchido.

(139.6)

 

12:8.3



 Qualquer que sejam as transformações da potência, no delineamento dos universos,

tendo saído do Paraíso, ela viaja sujeita ao impulso infindável, sempre presente e infalível da

Ilha Eterna, obediente e inerentemente girando, para sempre, nas trajetórias, no eterno espaço



dos universos. A energia física é a única realidade verdadeira e fiel, na sua obediência à lei

universal. Apenas nos domínios da volição da criatura tem havido desvio da trajetória divina

e dos planos originais. A potência e a energia são as evidências universais da estabilidade,

constância e eternidade da Ilha Central do Paraíso.

(139.7)

 

12:8.4



 A outorga do espírito e a espiritualização das personalidades, reinos da gravitação

espiritual, são do domínio do Filho Eterno. E essa gravidade espiritual do Filho, sempre

atraindo todas as realidades espirituais para Si próprio, é tão real e absoluta quanto a todo-

poderosa atração material da Ilha do Paraíso. Mas o homem, de mente material, está

naturalmente mais familiarizado com as manifestações materiais de natureza física do que com

as operações de natureza espiritual, igualmente reais e poderosas, discernidas apenas pela

clarividência espiritual interna da alma.

(140.1)


 

12:8.5


 À medida que a mente de qualquer personalidade no universo torna-se mais

espiritual — mais semelhante a Deus — ela passa a ser menos sensível à gravidade material.

A realidade, medida pela sua sensibilidade de resposta à gravidade física, é a antítese da

realidade, enquanto determinada pela qualidade do conteúdo espiritual. A ação da gravidade

física é um determinante quantitativo da energia não-espiritual; a ação da gravidade espiritual

é a medida qualitativa da energia viva da divindade.

(140.2)

 

12:8.6



 Aquilo que o Paraíso é para a criação física, e aquilo que o Filho Eterno é para o

universo espiritual, o Agente Conjunto é para os domínios da mente — o universo inteligente

dos seres e personalidades materiais, moronciais e espirituais.

(140.3)


 

12:8.7


 O Agente Conjunto reage tanto às realidades materiais quanto às realidades

espirituais e, por isso, inerentemente, torna-se o ministrador universal de todos os seres

inteligentes, que podem representar uma união para ambas fases da criação, a material e a

espiritual. O dom da inteligência, a ministração ao material e ao espiritual, no fenômeno da

mente, é domínio exclusivo do Agente Conjunto, que se torna, assim, o parceiro da mente

espiritual, a essência da mente moroncial e a substância da mente material das criaturas

evolucionárias do tempo.

(140.4)


 

12:8.8


 A mente é a técnica por meio da qual as realidades espirituais tornam-se

experienciais, para as personalidades criaturas. E as possibilidades unificadoras da própria

mente humana, a aptidão para coordenar as coisas, idéias e valores, em última análise, é

supramaterial.

(140.5)

 

12:8.9



 Embora dificilmente seja possível para a mente mortal compreender os sete níveis

da realidade cósmica relativa, o intelecto humano deveria ser capaz de compreender muito do

significado dos três níveis de funcionamento da realidade finita:

(140.6)


 

12:8.10


 1. A Matéria. A energia organizada, que está sujeita à gravidade linear, a não

ser quando ela é modificada pelo movimento e condicionada pela mente.




(140.7)

 

12:8.11



 2. A Mente. A consciência organizada, que não está inteiramente sujeita à

gravidade material e que se torna verdadeiramente liberada quando modificada pelo

espírito.

(140.8)


 

12:8.12


 3. O Espírito. A realidade pessoal mais elevada. O verdadeiro espírito não

está sujeito à gravidade física, mas acaba tornando-se a influência motivadora de todos

os sistemas de energia em evolução, com dignidade de personalidade.

(140.9)


 

12:8.13


 A meta da existência de todas as personalidades é o espírito; as manifestações

materiais são relativas, e a mente cósmica atua entre esses opostos universais. A outorga da

mente e a ministração do espírito são o trabalho das pessoas associadas da Deidade, o

Espírito Infinito e o Filho Eterno. A realidade da Deidade total não é a mente, mas a mente-

espírito — a mente-espírito unificada pela personalidade. Contudo, os absolutos, tanto do

espírito quanto do objeto (coisa), convergem na pessoa do Pai Universal.

(140.10)

 

12:8.14



 No Paraíso, as três energias, a física, a mental e a espiritual, são coordenadas.

No cosmo evolucionário a matéria-energia é predominante em tudo, menos na personalidade;

e nesta, e para a mestria desta, o espírito luta, com a mediação da mente. O espírito é a

realidade fundamental da experiência da personalidade de todas as criaturas, pelo fato de que

Deus é espírito. O espírito é imutável e, portanto, em todas as relações de personalidade, ele

transcende tanto à matéria quanto à mente, que são variáveis experienciais de realização

progressiva.

(140.11)


 

12:8.15


 Na evolução cósmica, a matéria torna-se uma sombra filosófica lançada pela

mente, em presença da luminosidade espiritual do esclarecimento divino, entretanto isso não

invalida a realidade da energia-matéria. A mente, a matéria e o espírito são igualmente reais,

todavis, para a personalidade, possuem valores diferentes na sua busca de alçançar a

divindade. A consciência que se pode ter da divindade é uma experiência espiritual

progressiva.

(141.1)

 

12:8.16



 Quanto mais brilhante o resplendor da personalidade espiritualizada (o Pai, no

universo; o fragmento de personalidade espiritual potencial, na criatura individual), maior a

sombra lançada pela mente que atua sobre a investidura material. No tempo, o corpo do

homem é tão real quanto a mente ou o espírito, mas, na morte, tanto a mente (a identidade)

quanto o espírito sobrevivem, enquanto o corpo não. Uma realidade cósmica pode ser não

existente na experiência da personalidade. E assim a vossa figura grega de retórica — o

material, como sombra da substância espiritual, mais real — tem, sim, um significado

filosófico.





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