O livro de Urântia



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5. O Paraíso Inferior

(122.1)


 

11:5.1


 A respeito do Paraíso inferior, conhecemos apenas aquilo que foi revelado; as

personalidades não habitam ali. Não tem nada a ver com os assuntos das inteligências

espirituais, nem ali atua o Absoluto da Deidade. Fomos informados de que todos os circuitos



de energia física e de força cósmica têm a sua origem no Paraíso inferior, o qual é constituído

como se descreve a seguir:

(122.2)

 

11:5.2



 1. Diretamente abaixo da localização da Trindade, na parte central do Paraíso

inferior, está a desconhecida e não revelada Zona da Infinitude.

(122.3)

 

11:5.3



 2. Essa zona é imediatamente cercada por uma área sem denominação.

(122.4)


 

11:5.4


 3. Ocupando as margens exteriores da superfície inferior, está uma região que

tem a ver principalmente com a potência espacial e a força-energia. As atividades desse

vasto centro elíptico de força não são identificáveis com as funções conhecidas de

qualquer triunidade, mas a força-carga primordial do espaço parece estar focalizada

nessa área. Esse centro consiste em três zonas elípticas concêntricas: a mais interior é o

ponto focal das atividades de energia-força do próprio Paraíso; a mais exterior

possivelmente pode ser identificada com as funções do Absoluto Inqualificável, mas não

estamos certos a respeito das funções espaciais da zona intermediária.

(122.5)

 

11:5.5



 A zona interior desse centro de força parece agir como um coração gigantesco,

cujas pulsações dirigem correntes até os limites mais exteriores do espaço físico. Ela dirige e

modifica as energias-forças, mas não as impulsiona. A presença-pressão da realidade dessa

força primal é definitivamente maior na extremidade norte do centro do Paraíso do que nas

regiões do sul; essa é uma diferença uniformemente registrada. A força-mãe do espaço parece

fluir para dentro no lado sul e para fora no lado norte, por meio da operação de algum sistema

circulatório desconhecido, que está ligado à difusão dessa forma básica de energia-força. De

tempos em tempos, foram também percebidas diferenças entre as pressões de leste para oeste.

As forças que emanam dessa zona não reagem à gravidade física observável, mas são sempre

obedientes à gravidade do Paraíso.

(122.6)

 

11:5.6



 A zona intermediária do centro de força circunda diretamente essa área. Essa zona

intermediária parece ser estática, exceto por expandir-se e contrair-se, através de três ciclos

de atividade. A menor dessas pulsações está em uma direção leste-oeste, a próxima está em

uma direção norte-sul, enquanto a maior flutuação está em todas as direções, em expansão e

em contração generalizadas. A função dessa área intermediária nunca foi realmente

identificada, mas deve ter algo a ver com o ajustamento recíproco entre as zonas interior e

exterior do centro de força. Muitos acreditam que a zona intermediária é o mecanismo de

controle do espaço intermediário, ou zonas quietas, que separam os sucessivos níveis

espaciais do universo-mestre, mas nenhuma evidência ou revelação confirma isso. Essa

inferência é derivada do conhecimento de que essa área intermediária está, de alguma

maneira, relacionada ao funcionamento do mecanismo dos espaços não ocupados do universo-

mestre.


(122.7)

 

11:5.7



 A zona exterior é a maior e a mais ativa dos três cinturões concêntricos e elípticos

de potencial espacial não identificado. Essa área é o local das atividades não imaginadas, o




ponto central do circuito das emanações que se espalham em todas as direções no espaço, até

os limites mais externos dos sete superuniversos e mesmo além daí, para estender-se aos

enormes e incompreensíveis domínios de todo o espaço exterior. Essa presença espacial é

inteiramente impessoal, não obstante, de alguma maneira não revelada, pareça ser

indiretamente sensível à vontade e aos mandados das Deidades infinitas, quando atuam

enquanto Trindade. Acredita-se que isso seja a focalização central, no centro do Paraíso, da

presença espacial do Absoluto Inqualificável.

(123.1)


 

11:5.8


 Todas as formas de força e todas as fases de energia parecem estar em circuito,

elas circulam através dos universos e retornam por trajetos definidos. Mas, com as emanações

da zona ativada do Absoluto Inqualificável, parece que há sempre uma saindo e uma chegando

— nunca ambas, simultaneamente. Essa zona exterior pulsa, em ciclos que duram idades de

proporções gigantescas. Por um pouco mais de um bilhão dos anos de Urântia, a força

espacial desse centro move-se para fora; e então, por um período similar de tempo, ela estará

movendo-se para dentro. E as manifestações de força espacial desse centro são universais;

elas estendem-se através de todo o espaço ocupável.

(123.2)

 

11:5.9



 Toda a força física, a energia e a matéria são uma. Toda a energia-força

originalmente procede do Paraíso inferior, e irá finalmente retornar para lá, na seqüência de

complementação do seu circuito espacial. Mas, as energias e as organizações materiais do

universo dos universos não provieram todas do Paraíso inferior, nos seus estados fenomênicos

atuais; o espaço é o útero de várias formas de matéria e pré-matéria. Embora a zona exterior

do centro de força do Paraíso seja a fonte das energias espaciais, o espaço não se origina ali.

O espaço não é força, nem energia, nem potência. Nem as pulsações dessa zona são

responsáveis pela respiração do espaço, mas as fases de inspiração e de expiração dessa zona

são sincronizadas com os ciclos de dois bilhões de anos de expansão-contração do espaço.



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