O livro de Urântia


 A Relação do Filho Eterno com o Indivíduo



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3. A Relação do Filho Eterno com o Indivíduo

(84.1)


 

7:3.1


 Durante a ascensão no universo local, os mortais do tempo consideram o Filho

Criador como o representante pessoal do Filho Eterno. Quando começa o regime do

aprendizado da ascensão no superuniverso, porém, os peregrinos do tempo detectam cada vez

mais a presença superna do espírito inspirador do Filho Eterno, e tornam-se capazes de

beneficiar-se, por absorção, desse ministério de energização espiritual. Em Havona, os

ascendentes tornam-se ainda mais conscientes do abraço do amor do espírito onipresente do

Filho Original. Em nenhum estágio, em toda a ascensão mortal, o espírito do Filho Eterno

reside na mente ou na alma do peregrino do tempo; mas a Sua ação benéfica está sempre

próxima e sempre atenta ao bem-estar e à segurança espiritual dos filhos do tempo no seu

avanço.


(84.2)

 

7:3.2



 A atração da gravidade espiritual do Filho Eterno constitui o segredo inerente da

ascensão das almas humanas sobreviventes até o Paraíso. Todos os valores espirituais

genuínos e todos os indivíduos espiritualizados com boa-fé são mantidos dentro da atração

infalível da gravidade espiritual do Filho Eterno. A mente mortal, por exemplo, inicia a sua

carreira como um mecanismo material e, finalmente, ingressa no Corpo de Finalidade como

uma existência espiritual quase perfeita, tornando-se progressivamente menos sujeita à




gravidade material e, de forma correspondente, mais sensível à atração interna da gravidade

do espírito durante toda essa experiência. O circuito da gravidade do espírito atrai a alma do

homem literalmente em direção ao Paraíso.

(84.3)


 

7:3.3


 O circuito da gravidade do espírito é o canal básico de transmissão das preces

genuínas do coração crente do homem, do nível da consciência humana até a consciência real

da Deidade. Tudo aquilo que representa um valor espiritual verdadeiro, nos vossos pedidos,

será captado pelo circuito universal da gravidade espiritual e passará imediata e

simultaneamente a todas as personalidades divinas envolvidas. Cada uma ocupar-se-á com o

que for pertinente ao Seu âmbito pessoal. Portanto, na vossa experiência religiosa prática, é

indiferente se, ao dirigir a vossa súplica, visualizardes o Filho Criador do vosso universo

local ou o Filho Eterno no centro de todas as coisas.

(84.4)

 

7:3.4



 A operação discriminadora, do circuito da gravidade do espírito, poderia talvez ser

comparada às funções dos circuitos nervosos no corpo humano material: as sensações viajam

pelas trajetórias nervosas internas; algumas são captadas pelos centros automáticos inferiores

da coluna vertebral, os quais respondem a elas; outras passam aos centros menos automáticos,

mas educados pelo hábito, do cérebro inferior; enquanto as mensagens mais importantes e

vitais atravessam com rapidez esses centros subordinados e são imediatamente registradas nos

níveis mais elevados da consciência humana.

(84.5)


 

7:3.5


 No entanto, quão mais perfeita é a magnífica técnica do mundo espiritual! Se

qualquer coisa, plena de um valor espiritual supremo, surgir na vossa consciência, quando vós

lhe derdes expressão, nenhum poder no universo pode impedir que ela se encaminhe direta e

velozmente à Personalidade do Espírito Absoluto de toda a criação.

(84.6)

 

7:3.6



 Inversamente, se as vossas súplicas forem puramente materiais e totalmente

egocêntricas, não existe plano por meio do qual tais preces sem maior dignidade possam

encontrar lugar no circuito espiritual do Filho Eterno. O conteúdo de qualquer petição que não

seja “ditada pelo espírito” não pode encontrar lugar no circuito universal do espírito; tais

pedidos, puramente egoístas e materiais, perecem; eles não ascendem aos circuitos dos

valores espirituais verdadeiros. Tais palavras são como “o bronze que soa e o címbalo que

ressoa”.

(85.1)


 

7:3.7


 É o pensamento motivador do conteúdo espiritual que valida a súplica do mortal. As

palavras não têm valor.





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